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Dificuldades na amamentação

Postado em 22 de agosto de 2019



Às vezes amamentar não é uma tarefa simples e surgem obstáculos que dificultam ou até interrompem esse processo. Essas dificuldades podem ser de ordem fisiológica, como mastite ou fissuras no seio, por exemplo.

A mastite é uma infecção que geralmente acarreta dor e desconforto no seio. Pode ser causada por bactéria em contato com o mamilo, devido a uma técnica de amamentação incorreta ou ao ducto lactífero bloqueado. Os sintomas são semelhantes ao da gripe, seguidos de dor nos peitos e febre. O tratamento é feito por antibióticos indicados pelo médico.

O ingurgitamento das mamas, conhecido como leite empedrado também pode ser um problema. Nos primeiros dias após o nascimento do bebê, a mulher produz mais leite do que a criança consome. Esse excesso cria nódulos nos seios e axilas, que doem e incomodam. Uma boa opção é retirar o excedente durante o banho, fazendo massagens nos seios ou extraindo o leite manualmente e com bombinhas tira-leite.
A pega errada do bebê é um dos maiores problemas da amamentação e por muitas vezes gera fissuras e dores nas mamas. O bebê não deve apenas pegar o bico dos seios, mas precisa abocanhar a maior parte da aréola, com os lábios em forma de "peixinho" e deixando o queixo encostar na mama. Se a mãe tiver dúvidas, a dica é procurar ajuda com o seu médico.

Agitação, cansaço e estresse também podem atrapalhar a amamentação. As emoções afetam a lactação por meio de mecanismos psicossomáticos específicos, já que os hormônios do estresse inibem a ação dos hormônios responsáveis pela produção e descida do leite. Por isso é importante que a mulher esteja atenta às suas emoções e se sinta confortável para falar sobre elas. É importante que a mãe seja ajudada pela família.

Ainda assim, caso ela não consiga amamentar por algum motivo, é importante que não se sinta culpada por isso. Nada é mais importante para o bebê do que a troca de amor e o carinho entre mãe e filho.

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Os benefícios da amamentação para a mãe

Postado em 15 de agosto de 2019


A importância da amamentação para o bebê é inquestionável. Mas o que poucos sabem é que esse ato de amor também traz muitos benefícios para a saúde das mamães, como a redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama e ovário, por exemplo.

Amamentar auxilia na perda de peso e acelera a recuperação após o parto. Isso acontece devido ao hormônio produzido pelo corpo da mulher durante a amamentação, a ocitocina. Ele faz com que o útero volte ao seu tamanho normal mais rapidamente e pode diminuir o sangramento pós-parto, evitando anemia.

Também há benefícios em longo prazo. Um estudo feito pela Universidade de Harvard afirma que amamentar por um ano também diminui em 15% o risco da mãe desenvolver diabetes tipo 2. Quanto mais tempo de amamentação, menor é o risco.

Dar de mamar estimula o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê. A união física e emocional gera sentimentos agradáveis que são aumentados pela liberação de hormônios como a prolactina, que produz uma sensação de paz e carinho, e a ocitocina, que promove um forte sentimento de amor e apego entre mãe e filho.

Não podemos deixar de falar sobre o papel dos pais/parceiros. Quando eles apoiam a amamentação e têm relações responsivas com os seus filhos, também saem ganhando, pois há uma melhoria nas práticas de amamentação e nas relações entre pai e filho. Além disso, os pais também se tornam mais apegados a seus bebês que, consequentemente, se desenvolvem mais rapidamente.

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Dúvidas frequentes sobre o aleitamento materno

Postado em 08 de agosto de 2019


Já que vamos falar sobre o aleitamento materno durante o mês de agosto, separamos algumas dúvidas frequentes para esclarecê-las para você.

1. Por que o leite materno é tão recomendado?

O leite materno é um alimento que ajuda no desenvolvimento da criança, protegendo sua saúde. Por isso, o leite materno é o alimento ideal para o seu bebê, pois supre todas as necessidades nutricionais até os seis meses de idade, evitando problemas como a desnutrição, entre outros.

2. Quais as vantagens do leite materno em relação aos outros tipos de leite?

O materno contém mais de 240 substâncias bioativas e todos os nutrientes necessários para garantir o crescimento saudável da criança. Além disso, olhos nos olhos entre mãe e filho estabelece a primeira linguagem efetiva de amor.

3. Quando o leite materno deve ser introduzido?

O bebê deve mamar logo após o nascimento. O leite dos primeiros dias após o parto é chamado de colostro e oferece grande proteção contra infecções, e por isso, é conhecido como a "primeira vacina" do bebê.

4. O leite materno precisa de reforços nutricionais?

Não. Também é importante lembrar que não existe leite materno "fraco" ou "aguado". A composição do leite materno fornece a água necessária para manter o seu filho hidratado. Mesmo em temperatura ambiente elevada ele está sempre fresco e se encontra na temperatura certa, prontinho para beber. Sua composição nutricional balanceada contribui para o crescimento e desenvolvimento adequado do seu filho.

5. Quais são os benefícios do uso do leite materno no desenvolvimento da criança?

São inúmeros. Um dos principais é o fato de que a criança amamentada no seio está protegida contra alergias e infecções, fortalecendo-se com os anticorpos da mãe e evitando problemas como diarreia, pneumonia, otite e meningite. Além disso, a amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição.

6. Além das vantagens físicas, há outras relacionadas ao leite materno?

Sim. A amamentação é mais prática, mais econômica e evita o risco de contaminação no preparo de outros leites. Além disso, o aleitamento materno cria um vínculo entre a mãe e o bebê, proporcionando maior união entre eles.

7. O aleitamento materno traz vantagens também para as mulheres?

A mãe que amamenta volta mais rapidamente ao seu peso normal. Estudos também apontam que a amamentação ajuda a reduzir a hemorragia após o parto e previne câncer de mama e de ovário. Uma coisa também é certa: a mãe, ao oferecer o seio ao seu filho, transmite-lhe segurança, prazer e conforto. Nesse processo, ocorre liberação de hormônios (endorfinas) que aumentam a sensação de prazer e felicidade para a mulher que amamenta.

8. Quando a mãe está gripada, pode amamentar mesmo assim?

Pode e deve. Durante o processo gripal, a imunidade da mãe está sendo ativada. Como seu leite é constituído por células vivas, seus anticorpos são transmitidos diretamente para a criança durante as mamadas, protegendo-o.

9. Existem restrições quanto ao uso de medicamentos durante o período de amamentação?

A maioria dos remédios está liberada durante a amamentação. Porém, alguns medicamentos possuem contraindicações. A mãe deve sempre consultar o seu médico antes de tomar qualquer medicação.

10. Como saber a frequência certa das mamadas?

A frequência e a duração das mamadas são determinadas pelas necessidades e pelos sinais do bebê. É o bebê quem faz o horário e não o relógio. É importante a mãe reconhecer o temperamento da criança. O interessante é que com o tempo, o bebê começa a fazer seu próprio horário com intervalos definidos e previsíveis.

11. Como saber qual o momento certo de realizar o desmame?

Não existe um momento ideal. A recomendação do Ministério da Saúde, assim como da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, é de que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida e complementar até os 2 anos.

O desmame vai depender do filho, da mãe e de seu estilo de vida. Muitas vezes, o bebê dá o sinal de que chegou a hora. A rotina profissional da mãe e sua capacidade física ou emocional também podem impossibilitar a amamentação. O importante é que a decisão seja tomada juntamente com o pediatra para que o processo não interfira na saúde do bebê e deixe mãe e filho felizes.

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