Saúde e bem estar

A sua vida, mais saudável.

Saúde emocional durante o tratamento do câncer

Postado em 18 de outubro de 2018



Quando se fala em câncer, é comum que nossos pensamentos estejam focados nos aspectos físicos da doença como a rotina de sessões de quimio ou radioterapia, a queda de cabelo, a perda de peso etc. Porém, a saúde mental da paciente e dos seus familiares também precisa de atenção.

Embora cada pessoa responda de uma forma diferente, quem recebe um diagnóstico de câncer muitas vezes experimenta várias emoções que são comuns como o estresse, a ansiedade e o medo, além de questões relacionadas à autoimagem. Essas emoções causam grande impacto na saúde emocional e podem produzir fases de luto neste processo.

Por isso, uma parte fundamental durante essa etapa da vida é o apoio familiar. Quando a família e os amigos tornam-se verdadeiros parceiros, enfrentar o câncer torna-se menos doloroso. Essa participação favorece a aceitação da doença e a reabilitação, influenciando diretamente na melhora da qualidade de vida da paciente.
Além disso, o suporte psicológico durante todas as fases do tratamento pode ser tão importante quanto a medicação. Um profissional que cuide da mente pode identificar sentimentos difíceis de serem expressados e saberá indicar a melhor forma de superar essa fase.

Por isso, se você conhece alguém que está enfrentando o câncer, ofereça ajuda e seja presente. Se você é a paciente, não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda. Não há nada de errado em precisar de suporte para vencer a doença. Será melhor para você e para todos que você ama.

  • Categoria: Saúde da mulher
  • Tags:

Saiba mais sobre a mamografia

Postado em 11 de outubro de 2018


A mamografia é o exame mais eficaz para diagnosticar precocemente o câncer de mama, pois consegue detectar lesões mínimas antes de se tornarem palpáveis. Quando o diagnóstico é realizado nessa fase, ainda no início da formação do tumor, é possível reduzir as chances de um tratamento mais agressivo. Além disso, as chances de cura são muito maiores.

A orientação é que as mulheres devem realizar a mamografia a partir dos 40 anos, com exceção daquelas que têm histórico de câncer na família, especialmente mãe, avó materna ou irmã. Nesses casos, o ideal é que o rastreamento seja feito a partir dos 35 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado.

Como é o exame?
Antes do exame, a paciente deve responder a perguntas sobre problemas mamários, cirurgias anteriores e antecedentes familiares para o câncer de mama. Não é preciso sedação ou anestesia para realizar o exame.

Em pé, a paciente é auxiliada para posicionar a mama adequadamente no aparelho. Em seguida, ela é comprimida por alguns instantes para a realização das radiografias. Essa compressão é muito importante para a realização do exame, pois reduz a espessura da mama, facilitando a penetração dos raios-x e diminuindo a dose de radiação; ela espalha o tecido mamário, evitando que uma lesão seja encoberta pelo restante do tecido e mantém as mamas corretamente posicionadas, garantindo a qualidade do exame.

Mais uma coisa que é importante lembrar: a mamografia não dói. Algumas mulheres adiam o exame, por medo da dor. Mas ele causa apenas um desconforto pela compressão do equipamento que realiza a mamografia. Essa compressão não causa danos à mama ou às próteses de silicone.

Dicas importantes:
¿ Para diminuir o desconforto, evite realizar o exame no período menstrual, principalmente se suas mamas ficam doloridas nestes dias. O ideal é que o exame seja feito uma semana após a menstruação.
¿ Por ser um exame radiológico, informe ao seu médico se houver a possibilidade de uma gravidez.
¿ Desodorantes, talcos e cremes podem interferir na interpretação do resultado da mamografia. Não utilize esses produtos no dia do exame.
¿ Traga seus exames anteriores: mamografias, ultrassonografias e ressonância das mamas.

  • Categoria:
  • Tags:

Outubro Rosa e o Câncer de mama em 2018

Postado em 04 de outubro de 2018



Outubro é o mês de falarmos sobre prevenção e combate ao câncer de mama. E não tem como falar disso sem falar no movimento conhecido como Outubro Rosa, nascido nos Estados Unidos na década de 1990, para estimular a participação da sociedade nesse tema tão importante.

Os dados da doença são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres. Todos os anos 1,5 milhão de novos casos são diagnosticados. Em relação ao Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o nosso país deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019.
Pensando nisso, a Cabergs promoveu na última segunda-feira (02) a palestra "Câncer de Mama em 2018", com o Dr. Sérgio Lago, Oncologista da Clínica Oncotrata e do Hospital Moinhos de Vento. Segundo ele, alguns fatores de risco podem deixar as pacientes alertas com a prevenção e diagnóstico precoce. Entre esses fatores estão: primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos); nuliparidade (nunca ter engravidado); primeira gravidez após os 30 anos; nunca ter amamentado; ter realizado terapias de reposição hormonal; além do risco genético, ou seja, quando mãe, avó ou irmã já tiveram câncer de mama.

Manter hábitos saudáveis, com uma alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos, é a melhor forma de prevenir a doença. Em alguns casos, quando a propensão à doença é comprovada por um médico qualificado, algumas pacientes optam pela mastectomia profilática. Esse procedimento consiste em remover as mamas e substitui-las por próteses, antes mesmo de o câncer ser encontrado. A quimioprevenção, que utiliza agentes químicos naturais ou sintéticos na reversão, bloqueio ou prevenção do surgimento do câncer, também é bastante usada em casos específicos de pacientes de altíssimo risco.

Porém, mesmo com a medicina avançando constantemente, é fundamental que as mulheres mantenham o hábito de fazer o autoexame mensalmente, logo após o período menstrual, e a mamografia periodicamente, de acordo com a orientação do médico. "Esses exames detectam o câncer já em tamanho relativamente grande, mas mesmo assim, são a melhor opção de diagnóstico precoce", afirmou o médico oncologista.

Na palestra, o Dr. Lago também falou sobre a biópsia líquida. O novo método chegou recentemente ao Brasil e promete melhorar consideravelmente o tratamento do câncer. Ele garante mais eficácia e menos sofrimento. A biópsia líquida é simples e indolor. Basta uma coleta de sangue convencional para fazer uma análise molecular sofisticada, capaz de identificar fragmentos de DNA de tumores na corrente sanguínea e indicar sua presença, antes mesmo deles se tornarem visíveis em análises convencionais, numa fase em que podem ser bloqueados. Além disso, segundo o palestrante, pessoas que não tem câncer, ao fazerem a biópsia líquida, terão um painel genético capaz de revelar se existe a possibilidade daquele individuo desenvolver a doença ou não.

No encerramento da palestra, o Dr. Lago falou sobre as opções de tratamento como radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e a terapia alvo, um novo tipo de tratamento. Este tratamento surgiu através do melhor entendimento da ação dos genes, das proteínas e de outras moléculas presentes nas células tumorais, criando o conceito da terapia personalizada. Esses medicamentos são compostos de substâncias que foram desenvolvidas para identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando assim o crescimento e a disseminação do câncer.

  • Categoria: Saúde da mulher, Sua saúde
  • Tags: