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Câncer de Pele e a campanha Dezembro Laranja

Postado em 06 de dezembro de 2018


Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que todos os anos surgem mais de 170 mil casos de câncer de pele. Mas, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são altas.

Para informar a população sobre a prevenção e o diagnóstico do câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou em 2014 o movimento de combate à doença, chamado de "Dezembro Laranja". Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar esse tipo de câncer.

Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele é "Se exponha, mas não se queime". A ação visa informar sobre as formas de prevenção, como a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras e a procura de um médico especializado para diagnóstico e tratamento.
A principal causa da doença é a exposição excessiva à luz do sol ou das câmaras de bronzeamento. O câncer de pele surge com mais frequência nas áreas mais expostas como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo (em calvos), ombros e costas.

Apenas os médicos dermatologistas e oncologistas estão capacitados para fazer o diagnóstico, mas algumas características podem ajudar a população a identificar a doença como: lesões que aparecem e persistem ou continuam crescendo no decorrer de semanas a meses, pintas que apresentam mudança de cor ou textura e feridas que não cicatrizam. Ao detectar qualquer um desses sintomas é preciso procurar um médico imediatamente.

A melhor maneira de prevenir a doença é reduzir a exposição solar e fazer o uso de protetor solar diariamente, com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior.

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O pós-tratamento do câncer de próstata

Postado em 29 de novembro de 2018


O tratamento e o processo de cura do câncer de próstata normalmente são muito estressantes. Ao término dele, apesar do alívio, muitas vezes surge o medo de uma recidiva ou dos possíveis efeitos colaterais. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos homens que enfrentaram a doença.

De fato, infelizmente, em algumas pessoas o câncer pode não desaparecer completamente. Esses pacientes continuarão realizando tratamentos regulares com hormonioterapia ou outras terapias, para tentar manter a doença sob controle. Aprender a viver com o câncer pode ser difícil, mas um acompanhamento médico com profissionais qualificados e o apoio da família fazem toda a diferença.

Mesmos nos casos em que o tumor é 100% retirado, é fundamental ter alguns cuidados pós-operatórios, como as consultas de acompanhamento. Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso, é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico examina o paciente, conversa com ele sobre qualquer sintoma que tenha apresentado e poderá pedir exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento da doença.

É muito importante lembrar que, eventualmente, em algum momento após o diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, o paciente pode vir a consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É fundamental que esse médico seja informado sobre os detalhes do diagnóstico e do tratamento e receba: cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia; cópia do relatório de alta hospitalar; cópia do relatório dos tratamentos realizados, incluindo medicamentos utilizados, doses e tempo do tratamento; exames de imagem realizados. Todas essas informações podem fazer a diferença em qualquer outro tratamento prescrito, mesmo que nada tenha a ver com o câncer de próstata.

Para reduzir o risco da recidiva é necessário manter um estilo de vida mais saudável possível. O paciente precisa manter uma alimentação saudável e abandonar vícios prejudiciais à saúde, como o cigarro, por exemplo. A atividade física também é indispensável. Algumas pesquisas sugerem que os homens que se exercitam regularmente após o tratamento podem ser menos propensos a morrer de câncer de próstata do que aqueles que não o fazem.

E uma das questões que gera mais dúvidas em torno do câncer de próstata: a sexualidade. É importante salientar que nem todo tratamento para câncer de próstata causa alterações na vida sexual do homem. Hoje existem recursos para tratar as doenças da próstata preservando a potência sexual. A cirurgia que verdadeiramente traz um impacto maior nessa área é a prostatectomia radical. Cirurgias menores como a RTU, conhecida como "raspagem", raramente trazem alguma mudança na vida sexual. Aprender a sentir-se confortável com seu corpo durante e após o tratamento do câncer de próstata é uma jornada pessoal. Se o paciente necessitar de ajuda especializada, não deve se envergonhar. Informações e suporte podem ajudá-lo a lidar com essas mudanças ao longo do tempo.

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Principais dúvidas sobre o câncer de próstata

Postado em 22 de novembro de 2018


Como já falamos aqui no blog Vida em Equilíbrio, no Brasil o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre o sexo masculino. Por isso, o médico oncologista e Diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Dr. Volney Soares Lima, conversou com a Cabergs e esclareceu as principais dúvidas sobre o assunto. Confira a entrevista:

- Quais fatores podem causar o câncer de próstata?
O principal fator de risco para o câncer de próstata é a idade. Com o aumento da expectativa de vida, a tendência é que se observe um aumento da incidência da doença. A obesidade também deve ser evitada, pois é um fator de risco para câncer em geral.

- O câncer de próstata é mais comum em qual faixa etária?
É mais frequente a partir dos sessenta anos de idade.

- Qual é a incidência de casos de câncer de próstata no Brasil e qual é o grupo de maior risco?
Estima-se que para o ano de 2018 teremos cerca de 68.000 novos casos de câncer de próstata. É o tipo de câncer mais comum entre os homens (excluindo os tumores de pele). Para se ter uma ideia comparativa, no mesmo ano estima-se que a incidência do câncer de mama nas mulheres seja de 60.000 casos.

- A partir de que idade os homens devem começar a ir ao médico e com que frequência? Homens fora dessa faixa etária não correm risco de desenvolverem o câncer?
A ida ao urologista normalmente é um tabu para muitos homens, o que não faz sentido na atualidade. O que se recomenda é que homens assintomáticos, que desejam se informar sobre os benefícios e riscos associados ao rastreamento do câncer de próstata, procurem um urologista para orientação especializada. Essa consulta normalmente ocorre entre 45 e 50 anos de idade.
Aquelas pessoas com casos de câncer de próstata na família (principalmente parentes de primeiro grau) devem procurar o urologista mais cedo, normalmente aos 40 anos de idade. A frequência das consultas varia caso a caso e deve ser individualizada dependendo dos fatores de risco.

- Quais são os sintomas do câncer de próstata?
Os principais sintomas do câncer de próstata são: dificuldade para urinar, alteração no jato da urina e alteração no hábito urinário (por exemplo: acordar várias vezes à noite para urinar). Esses sintomas não ocorrem somente no câncer de próstata, podem ocorrer também na prostatite e na hiperplasia prostática benigna. Em fases mais avançadas da doença podem ocorrer ainda dor óssea e dor pélvica.

- Com os atuais exames, como o PSA, é possível dispensar exames pela via retal na investigação do câncer de próstata?
Alguns estudos de rastreamento não utilizaram o exame de toque retal para diagnóstico do câncer de próstata. O principal exame é o PSA. Dependendo da faixa etária do paciente e do valor do PSA em algumas situações, pode-se sim dispensar o exame de toque retal.

- Quais sequelas o tratamento pode deixar?
As mais comuns são impotência sexual, incontinência urinária, sangramento urinário e retal.

- Por que ainda há tanto preconceito e medo da realização do toque retal?
Acredito que esse preconceito se dá porque nem todos no Brasil têm acesso a informação de boa qualidade.

- Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata?
O diagnóstico precoce do câncer de próstata deve ser feito de forma individualizada. O homem deve procurar o Urologista que, após uma avaliação de fatores de risco como idade e história familiar, discutirá com o paciente o melhor momento de se realizar exames como o PSA e o toque retal. O diagnóstico normalmente é feito por uma biopsia da próstata guiada por ultrassom.
Importante ressaltar que o diagnóstico precoce reduz o número de tratamentos e os gastos com saúde da sociedade como um todo. Uma pesquisa recente, realizada pela SBOC, mostrou que no Brasil um número significativo de homens (39%) e mulheres (10%) não realiza nenhum exame preventivo. Desse total, uma pessoa em cada cinco (20%) não procura exames por não achá-los importantes. São pessoas que acreditam que nunca irá acontecer com elas.

- Quais são as novidades da medicina para o rastreamento e tratamento do câncer de próstata?
O tratamento depende da fase em que a doença é diagnosticada. Em situações em que o câncer está localizado na próstata, os tratamentos mais empregados são a cirurgia e a radioterapia. Em algumas situações, pode-se realizar também uma observação vigilante da doença, em que o tratamento definitivo é adiado.
Em tumores mais volumosos, porém ainda localizados, muitas vezes se faz necessário o uso de mais de uma medida de tratamento, como a cirurgia e a radioterapia, além também do tratamento hormonal.
Naqueles casos em que o câncer foi para outros órgãos, as opções de tratamento são várias e devem ser individualizadas caso a caso. As modalidades de tratamento mais frequentemente empregadas são a hormonioterapia, quimioterapia, drogas que agem nos ossos e radioterapia antiálgica.
As principais novidades são a cirurgia robótica e as drogas como a abiraterona, enzalutamida e radium 223.

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