Saúde e bem estar

A sua vida, mais saudável.

Quem são os vilões da diabetes?

Postado em 13 de agosto de 2020


Segundo dados do Atlas da Diabetes, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes, a doença atinge 463 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, 46% de pessoas entre 20 e 79 anos não sabem que têm diabetes. Os números são preocupantes, não só pelas complicações que a doença causa, mas porque ela também é um fator de risco para outras enfermidades, como problemas vasculares e o novo coronavírus.

A informação ainda é a melhor arma contra a diabetes. Apesar de não ter cura, o alto nível de glicose no sangue pode ser controlado. É o que explica a nutricionista da Cabergs, Juliana Andrade. Segundo ela, é possível manter a glicemia em níveis normais, com a melhora dos hábitos alimentares e exercícios físicos.

"Para o correto tratamento da diabetes, o paciente precisa manter uma vida saudável e o controle da glicemia sempre em dia, a fim de evitar possíveis complicações da doença. A atividade física também é essencial para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e evitar ganho de peso", explica.

Mas você deve estar se perguntando: e aqueles comentários de que o doce é inimigo da diabetes, são verdadeiros? Afinal, quem são os inimigos da diabetes?

A nutricionista explica que não existem alimentos proibidos; desde que a glicemia não esteja muito alterada, é possível consumir de tudo respeitando quantidades e frequência de consumo.

O açúcar em excesso contribui para o sobrepeso, que é um fator de risco para a diabetes tipo 2. Porém, além de quindim, brigadeiro e outros doces desse tipo, Juliana faz um alerta: "O grande vilão da diabetes é consumo exagerado de carboidratos refinados, como refrigerante, doces, pães, massas, bolos e biscoitos". Isso porque eles contêm o amido, que se transforma em açúcar quando entra no sangue, fazendo subir a glicemia.

Também é necessário ficar atento para não cair na armadilha dos produtos dietéticos. Ainda que isentos de açúcar, eles nem sempre são mais saudáveis e podem, inclusive, ter mais calorias do que o alimento convencional.

Juliana dá uma dica para pacientes de diabetes: "Bom controle da alimentação, evitar ficar muitas horas sem comer, caprichar no consumo de fibras, frutas, verduras e legumes e evitar alimentos ricos em açúcares e ultraprocessados". As bebidas alcoólicas não estão proibidas, mas seu consumo deve ser moderado e sempre acompanhado de um alimento, para evitar a hipoglicemia. O cigarro também deve ser abolido dos hábitos do paciente.

Outro vilão da diabetes é o silêncio da doença. Por isso, Juliana explica que não ter os sintomas não significa não ter a diabetes. "Os sinais e sintomas nem sempre são claros, a diabete mellitus (DM) tipo 2, por exemplo, normalmente é assintomática, por isso é muito importante a aferição da glicemia".

Para encerrar, ela faz um alerta: "O diagnóstico precoce é muito importante, com ele conseguimos tratar e evitar as complicações da doença. Além disso, busque orientação profissional, é necessário a mudança do estilo de vida com uma alimentação equilibrada, para manter o peso adequado e níveis normais de glicose no sangue".

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A relação entre sedentarismo e obesidade

Postado em 03 de janeiro de 2019


Vivemos na era do fast food, do macarrão instantâneo e de tantas outras coisas que a vida moderna nos oferece em questão de segundos, minutos. Se por um lado toda essa praticidade tem proporcionado mais agilidade para uma geração que está sempre correndo para cumprir todos os compromissos da agenda lotada, por outro lado também é a origem do combo de sedentarismo e obesidade.

Quando usamos o carro em vez de caminhar até o mercado que fica a uma quadra de casa, ou quando nos entretemos com a TV e internet em vez de dar um passeio de bicicleta, deixamos de nos movimentar e isso traz prejuízos à saúde. Segundo o Ministério do Esporte, o sedentarismo atinge quase metade dos brasileiros e é responsável por 13% das mortes no país, a maioria decorrentes de fatores cardíacos. 
Em contrapartida, a prática atividade física regular acelera o metabolismo, aumenta a força muscular e o condicionamento físico, auxilia no controle de peso e promove uma sensação de bem-estar.

A obesidade é acúmulo de gordura no corpo, resultando em um índice de massa corporal (IMC) elevado. Ela pode ser resultado de alguns fatores genéticos, pois existem pessoas que já vêm com uma predisposição para se tornaram obesas. Porém, na maioria das vezes, ela ocorre por fatores ambientais, ou seja, um estilo de vida sedentário aliado a uma alimentação inadequada.

Além da questão estética, uma vez que a obesidade mexe com a autoestima do indivíduo, essa doença causa ainda muitos malefícios à saúde em geral. A obesidade é fator de risco para hipertensão arterial sistêmica, diabetes, distúrbios do colesterol ou triglicerídeos, doenças cardiovasculares, insuficiência cardíaca, apneia do sono e vários tipos de câncer.

Agora que você já conhece a relação entre a obesidade e o sedentarismo e ainda todos os riscos dessa combinação, que tal mudar seu estilo de vida? Não é uma tarefa fácil, mas vale a pena cuidar da saúde e viver melhor. Comece com uma reeducação alimentar, evitando alimentos industrializados, frituras e açúcar em excesso. Busque ajuda de um profissional que vai te auxiliar na escolha dos alimentos certos. Além disso, comece a se movimentar. Troque o elevador pelas escadas, substitua o carro pela bicicleta ou por caminhadas, sempre que possível, e inclua o exercício físico na sua rotina. Busque uma atividade que lhe dê prazer. Isso fará bem para o corpo e a mente. Mas não esqueça de sempre ter a orientação de um profissional qualificado nessa mudança de vida.

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Prevenção: Alimentação e Exercícios físicos

Postado em 25 de outubro de 2018


Você sabia que a alimentação e a atividade física são partes fundamentais da estratégia de prevenção de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama? Isso mesmo. Cerca de um terço de todos os diagnósticos da doença estão relacionados a uma alimentação incorreta e inadequada, além da falta de atividade física frequente.

Se você deseja adotar hábitos mais saudáveis, em primeiro lugar, reduza a ingestão de gordura, principalmente animal. O ideal é também diminuir o açúcar e o sal da sua rotina alimentar. Dê prioridade para frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais. Esses alimentos contêm nutrientes que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruir os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células.

A prática de exercício também faz toda diferença na saúde e bem-estar. Pesquisadores publicaram recentemente, na renomada Revista da Associação Médica Americana, a maior análise realizada até hoje sobre o exercício e o câncer. Ficou comprovado que 50 minutos de exercício três vezes por semana podem:

- Equilibrar hormônios, como o estrógeno por exemplo, que favorecem o desenvolvimento de alguns tipos de tumores no câncer de mama;
- controlar os fatores pró-inflamatórios, que poderiam estimular um processo inflamatório crônico favorecendo o desenvolvimento tumoral;
- regular a insulina, evitando assim sua resistência a ela, o que está associado com diversas condições clínicas não benéficas.Agora que você já sabe que uma vida saudável é super importante na prevenção ao câncer, mude seus hábitos e garanta mais qualidade de vida para você e sua família. Comece aos poucos e logo você vai alcançar grandes mudanças.

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A alimentação saudável é parte fundamental no pós tratamento do câncer

Postado em 26 de julho de 2018



Manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos é muito importante durante e após o tratamento do câncer, pois ajuda a manter o corpo ativo e saudável. Uma boa alimentação auxilia no processo de reconstrução da força muscular e na superação de alguns efeitos colaterais como anemia e fadiga.

Então, quando criar sua dieta pós-tratamento, junto a um nutricionista, inclua escolhas saudáveis no seu cardápio. Não é necessário se privar de seus alimentos favoritos, como chocolate, por exemplo. Mas não coma em excesso, pense sempre antes de comer.

É importante que você coma alimentos variados, cada tipo de alimento tem vitaminas diferentes. Escolha leite e produtos lácteos desnatados. Se essa mudança for difícil para você, comece pelas opções semidesnatadas. Reduza o sal e opte por pequenas porções de carne magra ou frango sem pele. Durante a preparação dos alimentos, asse ou grelhe em vez de fritar. A gordura vegetal hidrogenada contém gorduras trans, que podem aumentar o colesterol.

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Os diversos tratamentos da obesidade

Postado em 25 de janeiro de 2018


A obesidade é diagnosticada a partir do Índice de Massa Corporal (IMC) calculado pela divisão do peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). Os resultados obtidos demonstram se há ou não um sobrepeso.

Menor que 18,5: abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,9: Peso normal
Entre 25 e 29,9: Sobrepeso
Igual ou acima de 30: Obesidade

Uma vez feito o diagnóstico, o paciente com sobrepeso ou obeso será orientado ao melhor tratamento, que pode ser feito com reeducação alimentar, prática de exercícios físicos, medicamentos ou cirurgias.

A mudança de hábitos alimentares e atividades físicas sempre será o melhor tratamento para estes casos. A indicação da dieta correta deve ser feita por profissionais, contudo, a mais indicada é a dieta hipocalórica balanceada, em que há o controle da quantidade de calorias ingeridas diariamente, considerando a energia gasta pelo paciente. Dietas muito restritas, com somente alguns alimentos ou com menos de 800 calorias, não são recomendadas, pois podem gerar grandes problemas para a saúde em longo prazo.

Combinados com boa alimentação, os exercícios físicos são indispensáveis para a queima de calorias e perda de peso. Eles devem ser orientados por profissionais e oferecem benefícios como diminuição do apetite e sensação de bem-estar e autoestima.

Quando há a necessidade de perda de peso com maior velocidade, alguns medicamentos podem ajudar. No Brasil, são liberadas poucas substâncias para esse tipo de tratamento. Em geral, são prescritas medicações que aumentam a saciedade ou diminuem a absorção de gordura. Porém, estas apresentam fortes efeitos colaterais, dentre eles, taquicardia, náuseas, dor de cabeça e insônia.

Em casos mais graves, como obesidade mórbida e comorbidades (doenças agravadas pela obesidade e que melhoram com o tratamento eficaz), os procedimentos cirúrgicos são indicados, com operações bariátricas e metabólicas.

O tratamento da obesidade não é fácil. Para que ele seja eficaz é preciso alterar os hábitos alimentares e o estilo de vida do paciente por toda vida. Contudo, seus resultados são muito importantes para a saúde e a autoestima. Por isso, é fundamental manter-se firme e positivo.

Fonte: Oswaldo Cruz Centro Especializado em obesidade e diabetes. Blog Tua Saúde, por Dr. Arthur Frazão

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Uma alimentação saudável para um intestino saudável

Postado em 29 de março de 2017


O março vinho está no fim, mas a prevenção aos cânceres do intestino deve continuar o ano inteiro. Grande parte do cuidado com esse órgão passa por uma boa alimentação e pela qualidade dos produtos que consumimos diariamente. É preciso ficar atento se esses alimentos têm boa procedência, se são compostos por ingredientes naturais, se o nível de gorduras, sódio e açúcares não extrapola os números recomendados.

"O intestino é responsável pela absorção da maioria dos nutrientes e da maior parte de água no organismo", afirma a nutricionista Juliana Andrade. Segundo ela, em seu funcionamento normal, os alimentos percorrem todo o sistema digestivo a uma velocidade metabólica ideal, impedindo que a massa alimentar e o bolo fecal fiquem retidos por mais tempo do que o necessário. Dessa forma, um intestino saudável ajuda a eliminar com regularidade os metabólitos tóxicos do organismo.

Um intestino saudável acaba funcionando como uma peneira inteligente, que retém os elementos bons e deixa passar o que o organismo não precisa. Nosso cuidado em manter esse órgão saudável passa, também, por oferecer ferramentas para que ele trabalhe cada vez melhor.

"O consumo de frutas, legumes, verduras e grãos integrais aumenta a quantidade de bactérias 'boas' no intestino, auxiliando o seu pleno funcionamento", diz a nutricionista. "A inclusão de alimentos com probióticos, encontrados em iogurtes, leites fermentados, kefir e muitos dos alimentos integrais, contribui para fortalecer o sistema imunológico, regular o intestino e melhorar a absorção de muitos nutrientes presentes na alimentação".

Quando a alimentação é descuidada, o sistema todo sofre consequências. "Uma alimentação moderna, com consumo excessivo de alimentos refinados, refrigerantes, fast food's, carnes processadas, embutidos e defumados, além de aditivados e agrotóxicos, desregulam seu funcionamento e não são saudáveis para o intestino".

Por isso, fique ligado: uma boa alimentação, como já falamos aqui no Blog diversas vezes, é uma das chaves para uma vida com mais saúde, disposição e bem-estar. Comece hoje! Cuide-se!

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Refrescância que vem de dentro

Postado em 01 de fevereiro de 2017


Tem dias que as temperaturas estão tão elevadas que a nossa única vontade é ficar imóvel, no ar condicionado, não é mesmo? Mas a rotina continua e é preciso achar outros meios de se refrescar. A nossa alimentação pode ser um deles.

De acordo com a nutricionista Juliana Andrade, as frutas têm um papel importantíssimo para nosso organismo, principalmente no verão. "Por conta dos seus altos níveis de vitaminas, antioxidantes, fibras e propriedades protetoras contra infecções e viroses, que se tornam mais evidentes em épocas mais quentes". As frutas mais indicadas são a melancia, o abacaxi, a laranja, o limão, a uva, o melão, o pêssego, a pera, a ameixa, a maçã e o côco. "Uma boa opção para se refrescar é congelar algumas frutas e liquidificar, fazendo um saboroso 'sorvete' de frutas. Ou ainda, combinar frutas e verduras para fazer um suco que, além de gostoso, fica potente em nutrientes", indica a nutricionista.

As saladas também têm papel importante nessa época quente do ano. Elas possuem 85% de água na sua composição e fornecem grandes quantidades de vitaminas ao organismo. "Uma boa salada mista de folhas e legumes crus é uma boa pedida, além de ser aliada das dietas, pela baixa oferta de caloria, ainda reúne muitas vitaminas e minerais", afirma Juliana.

Mais populares no inverno, os chás também podem ser consumidos no verão de maneira refrescante. "Os chás gelados são ótimos para refrescar nos dias quentes e possuem muitos benefícios para a saúde, como auxiliar na digestão, acelerar o metabolismo, efeito diurético e calmante, entre outros". Os principais chás diuréticos são o chá verde, branco, hortelã, cavalinha, de casca de abacaxi, gengibre, hibisco e canela. A nutricionista ainda dá uma dica interessante: misturar chás com sucos de fruta e especiarias, o "suchá". Confira a receita sugerida pela nutricionista.

Suchá de canela, maçã e chá verde:
2 colheres de chá verde (folhas secas)
200ml de água
1 canela em pau
½ maçã com casca e sem sementes
Gelo a gosto

Modo de fazer: Ferva a água; desligue o fogo e coloque as folhas de chá verde e a canela em pau; abafe por 10 minutos; coe; em um liquidificador coloque o gelo, o chá e a maçã; bata tudo e sirva em seguida.

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O significado da ceia de Natal

Postado em 21 de dezembro de 2016


Uma das delícias dessa época do ano são as confraternizações entre amigos e família! O período é recheado de reencontros e momentos fraternos, que nos fazem repensar a vida e as realizações que tivemos durante o ano. São dias temperados com muito significado e afeto, assim como o clássico banquete da noite de Natal. Diferente em cada canto do mundo, a ceia remete a culturas, etnias e crenças que, juntas, resultaram numa saborosa combinação.

Dizem que a reunião em volta da mesa remete à última ceia de Jesus junto aos seus discípulos, conhecida pelos católicos como a Santa Ceia. Outros dizem que faz referência a um costume europeu de deixar as portas abertas na noite de Natal para receber peregrinos e viajantes, para juntos confraternizar a data. Existe ainda a história de que as famílias jejuavam para comunhar na Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro, e quando retornavam faziam um lanche, que com o tempo foi se aperfeiçoando até virar um banquete elaborado.

Alguns personagens principais da ceia também fazem referência a outras culturas ao redor do mundo. O clássico peru de Natal, por exemplo, é originário de um costume americano de servir o prato na comemoração de Ação de Graças. A ave, que simboliza fartura, era servida para comemorar as boas colheitas da época.

As frutas secas, sempre presentes na mesa, eram oferecidas na Roma antiga como mimos, e cada uma tinha um significado especial: as nozes representavam abundância e prosperidade, as avelãs evitavam a fome, e as amêndoas eram um remédio contra os efeitos da bebida. No Brasil, as frutas frescas foram incorporadas já que apetecem e aliviam um pouco o calor, afinal, nossa comemoração de Natal ocorre no verão.

Mas muito antes de chegar o dia 24, um velho conhecido desta época já dá as caras: o panetone. Originário da Itália, a história do bolo de frutas tem algumas versões. Alguns dizem que quem criou o panetone foi um padeiro chamado Tone, que elaborou a receita de pão utilizando frutas secas e nozes há mais de mil anos. Outra versão conta que foi um italiano apaixonado que criou uma receita especial para conquistar sua amada. A única certeza é que o panetone é quase unanimidade no Brasil, sendo adaptado a diferentes ingredientes, como o chocotone.

Com o passar do tempo, diversas outras receitas foram incorporadas à ceia de Natal, dando origem ao que ela é hoje. O mais legal é que cada família tem uma tradição diferente, aquele prato da vó que não pode faltar, o assado da tia que é uma delícia, a sobremesa do tio que não sobra nem pro dia seguinte. O importante é que o prato principal nesse dia seja sempre a união, o amor e o carinho, esse é o verdadeiro significado da ceia. Um Feliz Natal!

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Você tem cuidado do seu sistema imune?

Postado em 03 de novembro de 2016


O sistema imunológico é um soldado silencioso, ele age no nosso organismo sem que a gente perceba, defendendo nosso corpo do ataque de agentes externos e prevenindo diversas infecções. Quando ele falha, adoecemos.

"Somos expostos diariamente a muitos microorganismos que podem causar doenças, e é importante que nosso corpo esteja com o sistema imunológico preparado para tais situações. Um sistema imunológico bom é capaz de evitar infecções virais e bacterianas, que são as causas mais comuns de enfermidades, levando a resfriados e gripes ou até mesmo sarampo, caxumba, malária, tumores entre outros", afirma Juliana Andrade nutricionista do ambulatório Cabergs.

De acordo com a nutricionista, a alimentação é a principal aliada das células de defesa. "Alguns nutrientes, quando consumidos em quantidade adequada, auxiliam no aumento do número dessas células no corpo e estimulam a ação delas quando o organismo se depara com um quadro de infecção". Por isso, é fundamental manter uma alimentação balanceada, que inclua legumes, frutas, proteínas e grãos, fornecendo uma boa variedade de vitaminas e nutrientes importantes para o adequado funcionamento do sistema imunológico.

No fortalecimento do sistema imune destacam-se micronutrientes como o Selênio, a Vitamina A, as Vitaminas do complexo B, as Vitamina C, D e E, e o Zinco. Além disso, todas as frutas e legumes, como a couve, o alho, a cebola e o gengibre, as oleaginosas, os cereais integrais e sementes, feijões, peixes e iogurtes, são fortificantes do organismo.

Entretanto, na contramão de uma dieta balanceada, certos alimentos prejudicam nosso sistema imune. Os principais vilões são os processados e ultraprocessados, o excesso de açúcar refinado, como a ingestão constante de doces, balas, bolos, sorvetes, sucos artificiais e refrigerantes, e, ainda, o álcool.

Algumas dietas sem acompanhamento nutricional, como as dietas da moda, também prejudicam as defesas do corpo, uma vez que restringem certos grupos alimentares. "Isso deixa o organismo desequilibrado, afetando consequentemente o funcionamento do sistema imune, deixando o indivíduo mais suscetível a doenças", confirma Juliana.

Com certeza você já ouviu o ditado "é melhor prevenir do que remediar", certo? É exatamente o caso do nosso sistema imunológico. Se cuidarmos dele, ele nos protegerá de diversas doenças, eliminando a incidência de doenças preveníveis. Cuide-se!

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Alimentação como forma de combate ao câncer

Postado em 05 de outubro de 2016


O Instituto Nacional do Câncer (INCA) classifica a alimentação e nutrição inadequadas como responsáveis por 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como no Brasil, sendo a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. De acordo com a entidade, uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar, pode prevenir de 3 a 4 milhões de novos casos de câncer a cada ano no mundo.

"Uma alimentação inadequada é aquela baseada em alimentos ultraprocessados e fast foods, rica em gordura hidrogenada, conservantes, edulcorantes e aromatizantes, substâncias que o nosso organismo não consegue processar", afirma a nutricionista Flávia Porto, da Clínica Oncotrata. "Quanto menos eu descasco e pico, e mais eu desembalo, pior é a minha alimentação".

O excesso de peso corporal também contribui para a incidência da doença. "Vários estudos demonstram que o paciente com obesidade tem mais probabilidade de desenvolver câncer, por isso é importante manter a alimentação equilibrada".

Para isso, a recomendação da nutricionista é de 2 porções de frutas e 3 porções de hortaliças por dia. "Uma porção seria uma palma da mão fechada", afirma.

Confira alguns alimentos que estão diretamente relacionados à prevenção do câncer: Uva: "Possui uma substância chamada Resveratrol, presente nas sementes e na pele, que possui ação eficaz na prevenção da doença";

Couve: "Os alimentos chamados crucíferas, como a couve, o brócolis, a couve chinesa, o repolho, a couve-flor, possuem compostos bioativos que ajudam no combate ao câncer";

Vitamina C: "é um antioxidante, que combate os radicais livres. Alimentos como a laranja, o limão, o abacaxi e a acerola são ricos em vitamina C";

Tomate: "ele possui uma substância chamada licopeno, que dá a coloração avermelhada. O licopeno é extremamente eficaz no combate do câncer de próstata, independente de estar cru ou cozido. Alguns estudos trazem que a melhor biodisponibilidade de licopeno seria com ele cozido";

"Assim como o consumo do tomate está associado à prevenção do câncer de próstata, no caso das mulheres a questão é evitar certos alimentos, relacionados com a incidência do câncer de mama, como, por exemplo, o excesso de consumo de alimentos ricos em gordura e de origem animal", conta Flávia. "O ideal é evitar alimentos ricos em soja e alguns alimentos que podem ter o efeito hormonal no nosso organismo, principalmente mulheres que têm predisposição a desenvolver esse tipo de câncer".

De acordo com a nutricionista, existem alguns alimentos que auxiliam, também, na manutenção do sistema imunológico. Como a batata yacon, rica em Frutooligossacarídeos, substância que ajuda na saúde intestinal. "Manter o intestino saudável tem relação direta com a melhora do sistema imune". Já a batata doce auxilia a manter e melhorar os níveis de plaquetas, células do sangue.

Outro alimento benéfico para a saúde é a amêndoa. "Com quatro amêndoas por dia já conseguimos a quantidade recomendada de vitamina E, excelente nutriente para o sistema imune". "Já o consumo de uma ou duas castanhas por dia fornece a quantidade indicada de selênio, nutriente presente na castanha que auxilia no sistema imunológico".

O gengibre, raiz com uma série de funções benéficas pra saúde, age nesse caso como antiinflamatório e antioxidante, prevenindo a formação de radicais livres. "Para os pacientes que estão em tratamento do câncer e sentem muitas náuseas, o gengibre é um excelente antinauseante, sendo sempre recomendado durante o tratamento oncológico", afirma Flávia. 

A alimentação, definitivamente, tem um papel fundamental na prevenção e no tratamento do câncer. Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes e vitaminas benéficas ao organismo, reduz os riscos de desenvolver a doença. Fique atento a sua alimentação e consulte um nutricionista para receber orientação adequada. Contra o câncer, qualquer ajuda é essencial! Cuide-se!

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O que você precisa saber sobre Intolerância à Lactose

Postado em 17 de agosto de 2016


Em terra de brigadeiro e pudim de leite, quem pode consumir lactose é rei. Isso porque um número relativamente significativo da população tem apresentado dificuldades em digerir este componente do leite. A lactose, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), é o principal carboidrato (açúcar) encontrado no leite e seus derivados, e para sua efetiva utilização pelo organismo, esse açúcar deve ser digerido pela enzima lactase, encontrada no intestino delgado dos humanos. A quebra da lactose pela enzima lactase libera monossacarídeos (glicose e galactose) que serão absorvidos e utilizados como fonte de energia.

Acontece que muitas pessoas apresentam queda da atividade enzimática da lactase, chamada de hipolactasia primária, passando a ter sintomas gastrointestinais associados à má digestão de lactose. De acordo com a FBG, a nossa capacidade de digestão e absorção da lactose cai com a idade e essa queda é determinada geneticamente, podendo ser observada, por exemplo, em até 90% de negros africanos e em torno de 10% entre brancos do norte da Europa. A Federação especula, ainda, que devido às questões raciais, no Brasil, até 50% da população possa vir a desenvolver a má absorção de lactose.

Confira entrevista com a Nutricionista Ana Carolina Bragança, da Clínica Nutrissoma de Porto Alegre:

Blog Vida em Equilíbrio - Os casos de intolerância alimentar relacionados ao leite de vaca têm aumentado entre a população mundial. Existe algum fator conhecido para este aumento?
Ana Carolina Bragança - Acredita-se que o aumento dos índices de intolerância alimentar pode ser consequência de alterações na microbiota intestinal dos indivíduos (por uso excessivo de antibióticos, medicamentos inibidores de ácido gástrico), exposição excessiva a alimentos industrializados e processados e baixos índices de aleitamento materno.

BVE - Que sintomas devemos ficar atentos quando se trata de intolerância à lactose?
ACB - Existem vários sintomas que podem indicar a intolerância. Sintomas como diarreia, cólicas abdominais, inchaço e flatulência são os mais comuns, que podem aparecer entre 30 minutos e 2 horas após ingerir alimentos que tenham lactose. Em casos mais graves, podem ocorrer vômitos, assadura na região anal, ataques de asma, refluxo e infecção no ouvido.

BVE - Que exames podem ser feitos para detectar o problema?
ACB - Os exames mais comuns são: Teste de intolerância à lactose: O paciente ingere uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, é feito uma coleta de amostra de sangue para medir os níveis de glicose, que permanecem inalterados nos portadores do distúrbio.
Teste de hidrogênio na respiração: considera o nível de hidrogênio eliminado na expiração depois de o paciente ter ingerido doses altas de lactose.
Teste de acidez nas fezes: é feita uma análise do nível de acidez no exame de fezes. Indivíduos com intolerância à lactose possuem fezes mais ácidas.

BVE - Existem diferentes níveis de intolerância? Algumas pessoas podem apresentar mais sensibilidade que outras?
ACB - Sim, o nível de tolerância à lactose pode variar de acordo com a capacidade de produção da enzima de cada indivíduo. Se a intolerância não for grave (maior parte dos intolerantes), o indivíduo não precisa cortar completamente qualquer alimento que contenha lactose e, com o passar do tempo, a pessoa vai aprendendo sobre quais alimentos lácteos poderá ingerir sem sentir sintomas da intolerância à lactose. Iogurtes e alguns queijos algumas vezes são bem tolerados em casos menos graves.

BVE - Qual a diferença entre intolerância à lactose e alergia à proteína do leite?
ACB - A Intolerância à lactose é uma deficiência na produção da enzima lactase (que digere o leite) podendo ser total ou parcial. Já a alergia a proteína do leite é uma reação alérgica à proteína do leite, que está diretamente relacionada ao sistema imunológico, normalmente já diagnosticada nos primeiros meses de vida. No caso da alergia não existe tolerância, pois quantidades mínimas da proteína já desencadeiam o processo alérgico.

BVE - Qualquer pessoa com intolerância à lactose pode consumir a enzima lactase? Qual a dosagem indicada?
ACB - Como a enzima lactase não é um tratamento, o uso da enzima lactase normalmente é indicado em casos em que o indivíduo come fora de casa ou quando ele quer provar algum alimento que contenha lactose. Normalmente é bem tolerada em casos menos graves de intolerância.
A dosagem a ser utilizada deve ser bem calculada para que o indivíduo não tenha novamente os sintomas e consequentemente cause um desequilíbrio da flora intestinal. Os fatores a serem considerados nesse cálculo são: a quantidade de lactase que o organismo produz, a quantidade de lactose que o indivíduo vai ingerir, a capacidade do indivíduo de digestão dos alimentos e a quantidade de enzima lactase que a capsula ou o sachê possuem.

BVE - Descoberto o problema, é preciso fazer acompanhamento médico com que frequência?
ACB - O médico é o profissional apto a fazer o diagnóstico da alergia ou da intolerância e o nutricionista é o profissional que faz o acompanhamento com a prescrição dietética. Normalmente inicia-se o tratamento com lactobacilos para equilibrar a flora intestinal e a dieta de acordo com o grau de tolerância e deficiências nutricionais. A frequência do acompanhamento vai depender de cada caso.

BVE - Além dos sintomas supracitados da intolerância, ela pode causar outros prejuízos à saúde, como danos ao intestino, dificuldades de absorção de nutrientes, aumento na produção de secreções, etc?
ACB - A intolerância a lactose não tratada pode causar um quadro de disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) no paciente, aumentando a produção de bactérias patogênicas e diminuindo as bactérias benéficas no intestino, cometendo uma fermentação que leva à diarreia, prejudicando as funções de absorção de nutrientes e consequentemente o funcionamento do organismo.
Alterações da permeabilidade intestinal podem estar associadas a quadro de queda do sistema imunológico e aumento de inflamações e reações alergênicas: como rinite, sinusite, artrite, celulite, entre outros. Depressão, ansiedade, problemas de memórias, infecções urinárias de repetição, micoses, sintomas relacionados à falta de vitaminas e minerais, queda de cabelo, unhas fracas, osteoporose, anemia, entre muitos outros problemas podem aparecer.

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Afinal, fome causa mau humor?

Postado em 27 de julho de 2016


Sabe aquela expressão "cara feia, pra mim, é fome"? Pois então, ela não está errada. A falta de comida pode, sim, causar mau humor.

Quem confirma é a nutricionista do ambulatório Cabergs, Juliana Andrade: "a afirmativa é verdadeira e os estudos comprovam: quando estamos com fome o corpo ativa um sistema de resposta que começa a nos dar sinais de que precisamos comer". Um desses sinais é o ruído do estômago, o conhecido ronco, que pode, inclusive, provocar dor.

O cérebro também demonstra que está na hora de fazer uma boquinha. Isso porque quando os nutrientes começam a ficar escassos, o corpo não tem energia suficiente para funcionar. "O cérebro é o primeiro a perceber a falta dos nutrientes. O funcionamento cerebral depende diretamente do nível de glicose e, quando esta substância está em falta, o cérebro não responde corretamente. Começamos a ter dificuldade de concentração, cometemos erros absurdos e nosso raciocínio fica mais lento", afirma Juliana. E como resultado disso surge o mau humor, a irritabilidade e a falta de empatia com as pessoas ao redor, consequência direta da fome.

Segundo a nutricionista, com a falta de glicose o cérebro ativa a produção de um conjunto de hormônios compensatórios, como o cortisol e a adrenalina, por exemplo. "Estas substâncias são chamadas de hormônios do estresse porque são liberados diante de situações anormais ou perigosas". Com essas substâncias ativas, temos uma redução dos níveis de serotonina, o hormônio que ajuda a regular o comportamento e que traz a sensação de bem-estar e prazer. "Desse modo, o mau humor proveniente da fome tem duas razões para acontecer: de um lado, a falta de glicose para um normal funcionamento do cérebro e, de outro, a liberação dos hormônios do estresse para compensar a falta da substância".

Viu como faz sentido? A nutri Juliana nos dá a solução: "o fracionamento alimentar é muito importante para não permitirmos a escassez de nutrientes, evitando as alterações hormonais e o mau humor decorrente destas". Agora você já sabe, quando começar aquele mau humor sem motivação, pense quando foi sua última refeição. 

Cuide-se!

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Conheça mitos e verdades sobre os alimentos

Postado em 28 de janeiro de 2015



O verão está aí e sabemos que os cuidados com a alimentação devem ser redobrados. Entretanto, é difícil saber o que, de fato, deve ser evitado ou intensificado na dieta cotidiana. Pode comer menos? É saudável ingerir carne vermelha todos os dias? Comer chocolate aumenta as chances de diabetes? Para desvendar mitos e verdades sobre os alimentos, convidamos a nutricionista Juliana Andrade para responder algumas dúvidas sobre o que é verdade ou não do que se diz por aí. Confira:

Comer pouco pode fazer mal?
– Depende do que chamamos de pouco. Comer pouco, mas sem eliminar os grupos de alimentos necessários para o bem estar do corpo, não faz mal. Porém, restringir refeições, cortar alimentos e passar fome pode ser um problema para a saúde. Todos os nutrientes responsáveis pela regulação hormonal, por nos deixar de bom humor, e relacionados ao sono, à concentração e à memória chegam ao nosso organismo através da alimentação.

É saudável comer carne vermelha todos os dias?
– Alimentos de origem animal como a carne são essenciais para muitas atividades orgânicas, pois são importantes fontes de proteína de alto valor biológico e de minerais como o ferro, que é indispensável para as funções do corpo. Porém, estudos mostram que o consumo excessivo de carne vermelha, principalmente com excesso de gordura e processada (hambúrguer, salsicha ou bacon, por exemplo), acarretam prejuízos para a saúde, especialmente pelo seu alto teor de gorduras saturadas e de colesterol, levando ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e risco aumentado de câncer. Como forma de prevenção, recomendo moderação ao ingerir a carne vermelha, sem a necessidade de retirar o alimento por completo das refeições.

A ingestão de doces como o chocolate aumenta a chance de desenvolver diabetes?
– Não. O diabetes pode ser classificado como diabetes tipo 1, que possui causas genéticas, portanto não está associado a comer muito açúcar, e diabetes do tipo 2, onde existem vários fatores que estimulam o surgimento, entre eles a obesidade, a pressão alta, o sedentarismo e o histórico familiar. Excesso de doces, assim como o de pães e mesmo de massas, causam o aumento de peso e consequentemente aumentam o risco da diabetes tipo 2. Ou seja, o que aumenta o risco não é comer chocolates, e sim comer demais.

Cortar o pão da dieta traz resultados a quem objetiva o emagrecimento?
– Se você está comendo de forma excessiva, o corte do pão irá gerar um efeito positivo no emagrecimento. Porém, o pão é uma fonte de energia que sacia a fome, pois é rico em amido, hidrato de carbono, de absorção lenta, e é capaz de manter estável o nível de açúcar no sangue. O que favorece no ganho de peso é a quantidade ingerida, o que usamos como acompanhamento e do que é feito o pão (pão branco ou de leite, por exemplo, são ricos em açúcares e gorduras saturadas). Quem deseja emagrecer ou manter o peso deve comer de forma moderada e adequada às suas necessidades, assim como fazer uma boa escolha, consumindo pães feitos com fibras e grãos integrais, por exemplo.

Quais são os alimentos mais completos para encarar o calor do verão?
– Para o calor, o recomendado é dar preferência às comidas leves, como frutas, verduras e leguminosas, alimentos importantes por conterem vitaminas, minerais, líquidos e fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e no processo de digestão. O que também não pode faltar nos dias quentes são os líquidos, como água, sucos, chás e a água de coco, e as frutas da época e ricas em água como a melancia, o abacaxi, morango e melão.

Tirar as cascas comestíveis das frutas diminui seu valor nutricional?
– Sim. A maioria dos nutrientes está na casca das frutas, entre eles, as fibras, que ajudam a regular o funcionamento do intestino, além de auxiliar na eliminação de colesterol e gordura. A casca da maçã, por exemplo, possui mais de três vezes o valor de fibras e vitamina C do que a polpa da fruta.

*Texto validado pela nutricionista Juliana Silveira Andrade - CRN2 9519

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Alimentação: evite exageros nas festas de final de ano

Postado em 17 de dezembro de 2014





As festas de final de ano são momentos de alegria e confraternização entre a família e entes queridos. Porém, é também nessa época que as pessoas costumam exagerar na alimentação, tendo como consequência aquela sensação de inchaço ou ganhando uns quilinhos. Isso acontece porque normalmente alimentos servidos nas festas de Natal e Ano Novo são próprios para um período de frio e, por essa razão, mais calóricos.   

É claro que devemos participar das confraternizações comendo as preparações servidas sem culpa, mas é preciso moderação para evitar ganho de peso e, principalmente, o mal-estar provocado pela digestão lenta dos alimentos gordurosos. Equilibre a alimentação e curta as festas do início ao fim, sem aquele peso no estômago. Quer saber como? A nutricionista Juliana Silveira Andrade nos deu algumas dicas de como passar por essa época de forma leve e sem sacrifícios. Confira:

Dia de festa: como proceder sem abrir mão do melhor da comida?
No dia da festa é comum "se guardar" para aquela ceia bem bonita e cheia de variedades à noite. Porém, a decisão pode custar caro. Por isso, Juliana recomenda: "Mesmo em dias de festas, procure fazer todas as refeições do dia normalmente, inclusive os lanches intermediários. Muitas pessoas restringem os alimentos durante o dia todo para chegar à noite e comer tudo o que deixou de comer durante o dia. Mas lembre-se: sempre que entrar muita energia de uma única vez, o corpo utiliza o que ele precisa e o resto ele estoca como gordura". Portanto, fique atento! 

A nutricionista sugere que é possível, sim, fazer as refeições de final de ano de forma mais saudável, caprichando nas saladas e usando legumes bem coloridos. Para diminuir a sensação de inchaço, adicione menos gordura e sal no seu prato e utilize o azeite de oliva no lugar do óleo de soja para cozinhar os alimentos. As ervas aromáticas e especiarias também podem substituir os temperos prontos. 

E as carnes? Qual delas é a opção magra? A recomendação é escolher o peito das aves para por no prato, seja frango, peru ou chester, pois é a parte que possui menos gordura. Se preferir outra carne, "o bacalhau pode ser uma boa opção para quem não quer abusar", sugere a nutricionista.

Hora da sobremesa: devemos deixar passar? Juliana mostra que não é preciso abrir mão dos alimentos, apenas equilibrá-los: "A melhor solução é começar pelas frutas e só depois os doces. Elabore sobremesas leves, doces feitos com frutas, gelatinas, iogurte ou ainda à base de leite e ovos, ricos em proteínas de alto valor biológico. Reduza as quantidades de açúcar das receitas, utilizando alternativas como, por exemplo, canela e baunilha". 

Ela recomenda também que se evite beliscar enquanto prepara os alimentos – esse hábito nos faz perder a noção da quantidade que foi ingerida. Fique atento também ao consumo de bebidas alcoólicas: moderar é a palavra-chave. Mantenha-se sempre hidratado bebendo água ou chás.

Como proceder se o exagero aconteceu?

Você se descuidou durante a ceia de fim de ano e agora precisa se recuperar dos excessos. A melhor dica é compor a alimentação pós-festa principalmente com alimentos leves e hidratantes, como frutas ricas em água, hortaliças, fibras, chás e muita água. 

"A ingestão de chás para evitar ou curar a ressaca é interessante, os amargos principalmente são depurativos e aumentam o bem-estar nesses dias. Exemplos: chá de boldo, carqueja, camomila, gengibre e alcachofra", recomenda Juliana. A orientação é consumir de duas a três xícaras ao longo do dia e evitar bebidas fortes como café, mate e sucos prontos. Fuja também dos alimentos industrializados ricos em sódio, pois eles retêm líquido no seu organismo.

A recomendação da nutricionista para o Réveillon é valiosa: "Lembre-se que o Ano Novo é uma nova oportunidade de começar a melhorar a sua alimentação. Com certeza você ganhará muito em qualidade de vida!". Aproveite o início do ano para melhorar a alimentação e boas festas!

*Texto validado pela nutricionista Juliana Silveira Andrade - CRN2 9519

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6 dicas de alimentação saudável para crianças

Postado em 10 de dezembro de 2014


 

Na idade escolar, como em toda a fase de desenvolvimento da criança, a alimentação saudável é um fator determinante na prevenção de doenças. Por isso, antes de tudo, é importante estabelecer uma rotina alimentar em casa, hábito que faz bem para o metabolismo das crianças e também dos adultos. Além de cuidar o horário das refeições, é essencial que a família se acostume a comer unida. A prática incentiva todos a comer ainda melhor e a evitar as guloseimas. Então, qual tipo de refeição é considerada saudável para as crianças? Conversamos com a nutricionista Juliana Silveira Andrade para saber quais são os passos fundamentais para adotar esse comportamento.


1.Estabeleça horários para as refeições


Entre os 6 e 12 anos, é importante para o desenvolvimento da criança que ela faça todas as refeições do dia: café da manhã, almoço e jantar, intercaladas com lanches saudáveis. "É importante não pular as refeições, além de incluir frutas, verduras e legumes todos os dias. Oferecer leite e/ou derivados diariamente também é fundamental, já que elas estão em crescimento e esses são alimentos ricos em cálcio, essencial para essa fase da vida", explica Juliana.


2.Substitua alimentos


Em vez de colocar na lancheira do seu filho aquele salgadinho industrializado ou um refrigerante, escolha frutas como lanche e prepare sucos. "As frutas são os melhores alimentos  a serem inseridos durante as refeições, podendo ser oferecidas in natura, na forma de sucos, vitaminas ou acompanhadas de iogurtes", recomenda a nutricionista.


3.Equilibre a dieta


Juliana explica que a composição de uma refeição saudável passa também pelo equilíbrio de seus nutrientes, com a utilização de pelo menos um ingrediente de cada grupo nutricional. "Por exemplo, um carboidrato (arroz, massa, batata, polenta, aipim) + uma leguminosa (feijão, ervilha, lentilha) + um legume (cenoura, chuchu, beterraba, abóbora, abobrinha) + uma hortaliça (couve, espinafre, repolho, acelga) + uma proteína (carne bovina magra, frango, peixe, ovo, fígado). Uma alimentação variada garante a quantidade de todos os nutrientes de maneira adequada", ensina. Oferecer leite e derivados diariamente também é fundamental, pois são ricos em cálcio, essencial para a fase de crescimento.


4.Escolha alimentos práticos e nutritivos


"Os alimentos considerados mais práticos normalmente são industrializados, prontos para servir ou que precisam apenas ser aquecidos. Entretanto, eles não são tão nutritivos quanto alardeiam seus fabricantes", alerta Juliana. Nenhum deles se compara à comida caseira, pois quando cozinhamos, não escolhemos apenas os alimentos que vamos comer, também dedicamos tempo e cuidado para prepará-los conforme nosso gosto.


"Oferecer produtos industrializados sem cautela às crianças pode provocar sensibilidade e causar reações como asma brônquica, rinite e dermatites (urticária, por exemplo). Alguns estudos já mostraram que corantes e conservantes (tartrazina, ácido benzoico, sulfitos...) podem desencadear sérias reações alérgicas", complementa a nutricionista.
Programe um cardápio simples para o dia a dia, de fácil preparação, mas nutritivo para garantir as vitaminas necessárias ao crescimento e desenvolvimento dos pequenos. Frutas, produtos lácteos, pães integrais e cereais (como a aveia, por exemplo) são alimentos práticos e ricos em nutrientes, ótimas opções para as crianças em período escolar.


5.Estabeleça uma nutrição infantil consciente


A fase na qual se observa uma crescente independência da criança é a mais complicada, pois é um momento em que ela tem oportunidade de formar novos laços sociais com adultos e indivíduos da mesma idade, e por isso começa a fazer suas próprias escolhas alimentares. Juliana aposta em uma cultura nutricional adequada: "Para que ocorra uma alimentação consciente, devemos prezar pela qualidade nutricional, ensinando bons hábitos desde cedo. Evite o uso abusivo de alimentos industrializados, cuidando o excesso de salgadinhos, refrigerantes, sucos de pacote, biscoitos recheados, fast food, alimentos de preparo instantâneo, sorvetes e frituras", indica. Tenha cuidado com os alimentos que não possuem nutrientes e ainda por cima apresentam excessos de conservantes, açúcares, sal e gorduras saturadas, pois muitas vezes são prejudiciais ao desenvolvimento e a saúde da criança.


6.Redobre os cuidados no verão

"Precisamos de uma alimentação saudável o ano todo, mas durante o verão os cuidados devem aumentar ainda mais", afirma a nutricionista.  Antes de tudo, capriche na ingestão de líquidos: água mineral, água de coco, sucos naturais e chás gelados devem fazer parte dos lanches no lugar de refrigerante e sucos concentrados.


"Aproveite as férias para convidar as crianças a participar da preparação de seu próprio lanche, desenvolvendo receitas saudáveis: salada de frutas, bolos preparados com aveia e frutas (como banana ou laranja, por exemplo), ou ainda biscoitos caseiros integrais, vitaminas e sacolés feitos com suco de fruta", recomenda Juliana. Quando a criança participa na cozinha, ela se envolve, sendo exposta a uma variedade grande de alimentos. Conhecê-los in natura estimula a experimentá-los e apreciar novos sabores.


*Texto revisado pela nutricionista Juliana Silveira Andrade / CRN2 9519

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6 alimentos para prevenir o câncer de próstata

Postado em 06 de novembro de 2014


Uma boa alimentação tem o poder de reduzir o risco de câncer de próstata, principalmente quando falamos de alguns alimentos de origem vegetal.  Quer se prevenir? Conheça as propriedades de cada um deles e inclua-os na sua dieta: 

Tomate 
O alimento mais conhecido como grande amigo da próstata é rico em licopeno, substância de cor avermelhada que tem alto poder antioxidante. A proteção obtida reduz em 33% as chances de desenvolvimento de tumores na próstata, segundo estudo feito pela Universidade de Harvard. Mas atenção: o organismo só consegue absorver o licopeno de alimentos cozidos. 

Leite
Além de ser uma ótima fonte de cálcio e vitamina D, o leite também possui substâncias que melhoram o funcionamento do sistema imunológico, ajudando a combater doenças, pois atuam com a propriedade de autodestruição das células que não funcionam bem – uma característica das células cancerígenas, por exemplo. Por isso, consumir até 500 ml de leite por dia ajuda a afastar o câncer de próstata. Só não vá exagerar na dose: leite em excesso pode ter efeito contrário, aumentando as chances de doenças. 

Alho e cebola 
O consumo de alho e cebola pode diminuir em até 30% as chances de câncer de próstata, de acordo com estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI). O consumo de meia cebola ou dois dentes de alho por dia já faz diminuir as chances desse tipo de câncer, pois esses alimentos possuem compostos sulfurosos, nutrientes antioxidantes que impedem a ação dos radicais livres.

Soja 
A soja também desempenha um papel importante na hora de prevenir o câncer de próstata. Assim como o tomate, a soja aumenta a capacidade de autodestruição das células cancerígenas através isoflavona, composto orgânico encontrado no alimento.
 
Oleaginosas
A noz, a amêndoa, a avelã e o amendoim, vegetais conhecidos como oleaginosas, são ricos em selênio, mineral com ação antioxidante que também ajuda na renovação das células. Além disso, as oleaginosas contêm vitamina E, nutriente que melhora o funcionamento do sistema imunológico.

Vegetais verde-escuros
Vegetais como o brócolis, a couve-flor e o espinafre diminuem os casos de câncer de próstata, pois são alimentos ricos em ácido fólico, nutriente que combate o efeito dos radicais livres nas células. Um estudo publicado na revista especializada Cancer Prevention Research, dos Estados Unidos, recomenda o consumo de pelo menos um vegetal verde por dia para garantir o efeito preventivo. 

Fontes: saudedaprostata.org.br, saude.terra.com.br


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Nutrição e Tabagismo

Postado em 29 de agosto de 2014


A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o tabagismo como a principal causa de morte evitável em todo mundo. Pequenas mudanças na alimentação podem ajudar a lidar com o desejo intenso de fumar ("fissura") para os novos ex-fumantes ou para quem esta em fase de cessação. Segundo a Nutricionista Bianca Paludo, existem diversos estudos apontando que uma alimentação mais saudável ajuda o paciente que está parando de fumar a não aumentar de peso. "Na prática clínica, temos pacientes que inclusive emagrecem devido uma orientação nutricional adequada, bem como adesão ao tratamento sugerido. Dessa forma além de para de fumar, é possível melhorar os hábitos e estilo de vida", afirma Bianca.

Seguem abaixo algumas dicas:

- Beba muita água! Dentro do possível priorizar água mais gelada. A água é importante na eliminação de produtos tóxicos do metabolismo e no sangue atua como meio de transporte para que o oxigênio e os nutrientes alcancem as células;
- Mastigue chiclete de canela e balas ou cristais de gengibre;
- Sempre carregue alimentos de baixa caloria como frutas ou barra de cereal pouco calórica, lembrando que as frutas sempre são mais indicadas. Se estiver em casa e tiver vontade de fumar ou de comer algo para "atenuar" a ansiedade prefira gelatina, iogurte light, leite desnatado ou frutas;
- Ingira primeiro as saladas;
- Realize 6 refeições/dia;
- Planeje com antecedência. Tenha comidas saudáveis à disposição para as refeições;
- Prefira alimentos que precisem ser bem mastigados;
- Para evitar a insônia ou os "assaltos" à geladeira, tome uma xícara de chá ou um copo leite desnatado ou iogurte light ou uma fruta ou gelatina antes de deitar;
- Escove mais vezes por dia os dentes do que o habitual;
- Faça exercícios físicos regulares;
- Respire profundamente;
- Evite ingerir álcool e cafezinho durante os primeiros dias de abstinência do cigarro, pois existe uma forte associação entre bebida alcoólica e café com o cigarro.


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Atenção às frutas e legumes

Postado em 29 de outubro de 2012


A chegada dos dias quentes é uma boa oportunidade para aumentar a ingestão de alimentos frescos. As razões são variadas. Uma delas é o aumento da oferta de variedades, como acontece com as frutas. Uva, pêssego e ameixa, por exemplo, têm, nesta época do ano, o seu período de colheita. Outras ficam mais gostosas, como o abacaxi. Além disso, ele é rico em fibras - ajuda na hora da digestão - como boa parte das frutas e dos legumes. Por isso, especialmente no caso do abacaxi, o seu consumo é indicado após as refeições. Outra dica preciosa é o pepino. É um legume rico em vitamina E. Por isso, contribui com a saúde do cabelo, da pele e das unhas.

Particularidades a parte, frutas e legumes são ricos em água. A melancia é um exemplo muito lembrado no verão. Mas o consumo de outros alimentos, como as hortaliças, é uma boa indicação para hidratar o corpo de dentro para fora. E além de refrescar, estes alimentos são fáceis de consumir. Boa parte deles está pronto para ingestão, após a lavagem. E o melhor mesmo é que sejam consumidos crus, pois a fibra presente na sua composição perde parte dos nutrientes após o cozimento.

Fonte: Cristine Santarém
Nutricionista (CRN 26194) - Centro Social Banrisul

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Dia Nacional de Combate à Obesidade

Postado em 11 de outubro de 2012


O Dia 11 de outubro foi escolhido para lembrarmos da importância de evitar a obesidade. Desde 1998, quando foi aprovada a Lei 11.721, os brasileiros tem o Dia Nacional de Combate a Obesidade oficialmente instituído em 11 de outubro de cada ano.

No Brasil, a obesidade é encarada como um problema de saúde pública, pois estima-se que 40% da população seja obesa, ou seja, o peso dessa parcela é no mínimo 20% maior do que o ideal para o que seria indicado para sua altura. Além disso, a obesidade é caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e é considerada um fator de risco para muitas outras doenças.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) destaca um dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que existem 1,6 bilhão de adultos acima do peso, e 400 milhões deles são considerados obesos. Se o ritmo persistir, estima-se que até 2020 8% dos homens e 18% das mulheres no mundo serão obesas. E até lá, praticamente metade da população de cada sexo estará acima do peso ideal.

O site www.abeso.org.br é uma boa fonte de informações sobre a obesidade, os cuidados necessários e as novidades no combate a esta doença.

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