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A importância da família em tempos de isolamento

Postado em 24 de setembro de 2020



Neste último blog do mês de setembro, vamos falar sobre o apoio e a importância da família quando o assunto trata-se de suicídio em meio a uma pandemia. Já falamos aqui que o comportamento suicida é resultado de um conjunto de fatores e que varia em cada caso.

Nos últimos meses, todos fomos atropelados por sentimentos e emoções ainda não experimentados. A possibilidade de contrair o vírus Covid-19, perder o emprego e até a vida, com certeza mexeu com todos. A participação e a presença da família contribui significativamente nas inquietações das pessoas em face do isolamento. E, uma vez que a família se sinta limitada em sua capacidade de apoiar, é preciso buscar novas oportunidades, como profissionais especializados que possam contribuir neste momento tão delicado e cheio de sentimentos.

O sofrimento se apresenta no indivíduo através das emoções, e na dificuldade de lidar com elas pode surgir o comportamento suicida como alternativa. É necessário ter paciência para conviver com a pessoa que está precisando de ajuda, incentivar a atividade física e, sobretudo, respeitar este momento que ela está passando. A ansiedade é natural neste período, pois é uma situação com fatores desconhecidos e incertos, que fazem com que todos se sintam inseguros.

Algumas dicas mencionadas no blog sobre saúde mental e coronavírus, ainda em março, continuam sendo válidas, pois ainda atravessamos um período conturbado. A família pode contribuir com diferentes distrações, como sugerir fazer o que nunca tem tempo de realizar, ler livros, ver filmes, conversar com quem está junto em casa. Estas são excelentes dicas para ajudar a ressignificar o momento. Viver esta fase pensando nos pontos positivos que existem ajudam a desacelerar a vida e dá maior proximidade da família. Para espantar a solidão é importante manter o contato com as pessoas, mesmo que virtual, mantendo desta forma o círculo afetivo.

Conversar sobre o assunto é uma das melhores formas de ajudar a quebrar o tabu de falar sobre suicídio, e contribuir fortalecendo o círculo afetivo da pessoa que precisa de apoio também encoraja e fortalece o emocional. O suporte, o carinho, a atenção e, especialmente, a atitude de escuta empática, por parte da família, ajudam a superar o momento. O familiar pode ajudar respeitando e sendo um ouvinte, buscando entender os sentimentos. Manter um diálogo aberto também está entre as ações favoráveis. Contudo, o auxílio médico especializado contribui ainda mais, fortalecendo a rede de apoio. Se precisar de ajuda, não hesite! O CVV, através do número 188, também é uma das opções à disposição de quem precisa.

  • Categoria: Saúde Mental
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