Saúde e bem estar

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Novidades no tratamento do câncer de mama

Postado em 28 de outubro de 2021


Você já sabe que o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. O tratamento da doença varia de acordo com o estágio dela e as condições do paciente, bem como com a indicação do médico.

Atualmente existem diversos tipos de tratamentos para o câncer de mama. Alguns deles costumam ser utilizados de forma multidisciplinar buscando obter um melhor resultado no tratamento. Você deve lembrar que em outros blogs já falamos sobre cirurgia, radioterapia, quimioterapia e a hormonioterapia, que são utilizadas para tratar a doença em sua forma sistêmica, uma vez que são medicamentos que atingem diversas regiões do corpo através da corrente sanguínea. Mas hoje, vamos falar um pouco sobre as novidades.

Já existem no mercado medicamentos desenvolvidos especificamente para atuar sobre determinadas células cancerosas, diminuindo os efeitos colaterais e tendo um resultado mais eficaz. É importante enfatizar que as cirurgias têm evoluído e estão cada vez menos invasivas e mais modernas, permitindo inclusive que as mamas sejam reconstruídas imediatamente, preservando cada vez mais a pele e a aréola. Uma das novidades é um medicamento recém-chegado ao Brasil, que é voltado para o subtipo mais comum do tumor de mama em estágio avançado, e a vantagem é que ele vem em pílulas, facilitando o tratamento. Os anticorpos monoclonais vem sendo cada vez mais utilizados: esses remédios são medicamentos de origem biológica, são famosos pela precisão e foram criados para combater de câncer a doenças autoimunes. Existe ainda o tratamento que combina um anticorpo artificial, capaz de se ligar à célula cancerosa, e um remédio que entra para atacá-la. É importante sempre mencionar que o monitoramento constante da equipe médica e de um plano multidisciplinar com mastologista, oncologista, cirurgião, patologista e radiologista é sempre um bom caminho para a eficácia do tratamento, definindo assim o melhor caminho para cada paciente.

A maior novidade em 2021 no Rio Grande do Sul, mais precisamente na capital, é a chegada da Touca Inglesa. Esta touca nada mais é do que um capacete revestido por um gel com a temperatura de 4º C. Ela fica conectada através de um tubo circulador de ar e o paciente o utiliza por cerca de 60 minutos antes da quimioterapia, evitando a temida queda de cabelos. A touca inglesa garante bons resultados em cabelos livre de produtos químicos ou com coloração. Esta tecnologia está acessível para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

Com a pandemia, milhares de diagnósticos acabaram não se concretizando, por conta da não realização dos exames. Em 2021, o câncer de mama ultrapassou o de pulmão e se tornou o tipo de doença mais frequente no planeta ¿ os tumores de pele, que são muito mais comuns e benignos, não entram nessa conta. Por mais que a tecnologia contribua no tratamento, é fundamental seguir mantendo os exames em dia como forma de prevenção e diagnóstico precoce da doença.

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Como se formam os nódulos nos seios?

Postado em 21 de outubro de 2021


Você sabia que nem todo nódulo nos seios é câncer? Sim! Oito entre 10 mulheres, que relatam sentir um nódulo mamário, não são diagnosticadas com câncer de mama. Alguns nódulos podem aparecer e desaparecer, isso pode inclusive acontecer durante o ciclo menstrual, o que geralmente representa um cisto ou um fibroadenoma. Os nódulos mamários podem ser de qualquer tamanho, sejam pequenos ou grandes, as chances de serem um câncer são as mesmas. Conhecer seu corpo é muito importante, pois a qualquer sinal de alteração você perceberá e poderá buscar ajuda médica e, se for o caso, o médico poderá avaliar o nódulo e a necessidade de repetir a mamografia ou solicitar mais exames, como uma ressonância magnética, um ultrassom ou até mesmo uma biópsia.

Saiba que é possível desenvolver nódulo na mama em qualquer idade e que alterações hormonais podem ser uma das causas de pequenos nódulos que, em alguns casos, desaparecem naturalmente. Adolescentes também podem ter nódulos, geralmente ocorrem naquelas meninas que não menstruam, mas com o tempo eles desaparecem naturalmente. Os nódulos na mama podem variar na forma e tamanho e alguns nódulos benignos costumam ocorrer em mulheres com mais de 30 anos; com relação a eles é importante ficar atento aos que não têm forma definida ou ainda que contêm áreas mais proeminente em seu peito e que são diferentes do tecido mamário, aqueles que têm assimetria de mama, vermelhidão, ondulações, sulcos da pele, entre outros tantos. E, para reconhecer esses sinais, é preciso conhecer bem o seu corpo.

A formação dos nódulos pode ter inúmeras razões, como por exemplo as alterações fibrocísticas, que estão relacionadas com as alterações hormonais, ou os cistos simples que costumam ocorrer em mulheres na pré-menopausa, com idade acima dos 40 anos. Outro tipo é o fibroadenoma, este é provocado pelo crescimento exagerado de glândulas produtoras de leite e de tecido da mama; há ainda o lipoma, que resulta do acúmulo de tecido gorduroso na mama; e a mastopatia diabética: este é um tipo raro e grave de mastite, uma inflamação na mama que causa dor, vermelhidão e aparecimento de um ou mais caroços nos seios. Existem outros, mas estes costumam ser mais comuns. Quando realizado o exame da mamografia, o resultado é padronizado e utiliza o sistema de classificação BI-RADS:

Categoria 0: exame não conseguiu caracterizar alterações e é necessário outros exames complementares;
Categoria 1: resultado normal, devendo ser repetido em 1 ano;
Categoria 2: alterações benignas, sem risco de câncer, devendo ser repetido em 1 ano;
Categoria 3: alterações provavelmente benignas, com risco de câncer de 3% e é recomendado repetir o exame em 6 meses;
Categoria 4: alterações suspeitas de malignidade e o risco de câncer é de 20%, sendo necessária a realização de biópsia e avaliação anatomopatológica do tecido da mama;
Categoria 5: alterações provavelmente malignas com risco de câncer de 95%, estando indicada cirurgia para remover a alteração, podendo ser feita biopsia pré-operatória;
Categoria 6: diagnóstico de câncer de mama estabelecido.

O câncer não tem idade e se você perceber algum nódulo na mama que é novo ou incomum e parece diferente do tecido circundante ou do tecido correspondente na outra mama, ou que não vai embora ou fica maior na menstruação seguinte, e se ele está tendo transformações no formato é importante que se consulte um médico. Câncer de mama pode ser prevenido e tem cura, desde que você se cuide!

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Por que tive câncer de mama?

Postado em 14 de outubro de 2021



Por que tive câncer de mama? Calma, fique tranquila e não se culpe. Quando a doença acontece, parece que não estamos prontos para enfrentá-la, não é mesmo? A saúde mental estremece e vem a ansiedade, o medo, a preocupação, a tristeza e até a depressão. Mas, se entendermos o que está acontecendo com o corpo, fica mais fácil enfrentar a doença e vencer os desafios.

Não há uma causa única associada ao câncer de mama, mas sim, diversos fatores que associados ocasionam o câncer. Alguns destes fatores são genéticos, têm relação com a idade, fatores endócrinos e também comportamentais, pois o ambiente em que se vive pode influenciar. Mas saiba que o câncer surge a partir de uma alteração genética da célula e ela pode acontecer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas. É preciso estar atento ao estilo de vida: excesso de peso corporal, falta de atividade física e consumo de bebidas alcoólicas são alguns dos fatores de risco relacionados aos comportamentos que contribuem para o desenvolvimento do câncer de mama.

Controlar os fatores de risco podem diminuir as chances de se ter o câncer de mama. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco da mulher desenvolver câncer de mama. Ainda conforme informações divulgadas pelo INCA, amamentar também protege contra a doença pois isto diminui o risco da mãe ter câncer de mama pois, durante o período de aleitamento, caem as taxas de alguns dos hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer nas mulheres.

PREVENÇÃO! A prevenção tem como objetivo impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição aos fatores de risco de câncer e a adoção de um modo de vida saudável. E sim, esta é a melhor opção para evitar o câncer de mama. E você sabe como prevenir? Não? Então vamos deixar algumas dicas:

1- Realizar o autoexame, fazer visitas regulares ao médico e manter os exames preventivos, como mamografia e ecografia, são importantes para identificar a doença na fase inicial.
2- Mantenha uma alimentação equilibrada! Ingerir alimentos ricos em nutrientes e de origem vegetal como frutas, legumes, verduras e cereais integrais ajudam na prevenção.
3- Manter o peso corporal adequado também é recomendado para prevenir o câncer de mama.
4- Amamentar diminui o risco de se ter câncer de mama.
5- Praticar atividades físicas como caminhada, dança, ginástica, entre outras opções, são importantes para manter o corpo ativo.
6- Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e carnes processadas ajudam a evitar o câncer de mama.

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Outubro: o mês rosa

Postado em 07 de outubro de 2021


Você já parou para pensar em por que o mês de outubro é rosa? Para ajudar a responder esta pergunta, precisamos te contar sobre o movimento do controle do câncer de mama.

O movimento do Outubro Rosa foi criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. O objetivo do Outubro Rosa é compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização, diminuindo assim a taxa de incidência da doença e de mortalidade. Cada cor tem uma representatividade e a cor rosa, utilizada no mês de outubro, além de simbolizar mundialmente a luta contra o câncer de mama, representa amor, inocência, saúde, felicidade, satisfação, romantismo, charme, brincadeira, leveza, delicadeza e feminilidade. Esta cor se estabeleceu como uma cor feminina na década de 1980. Na última década do século 20, o laço cor-de-rosa foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York em 1990 e, desde então, se tornou símbolo da campanha.

Aqui no Brasil, uma das primeiras ações que rendeu maior visibilidade para a campanha de conscientização foi em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor de rosa. E, desde então, a campanha vem ganhando força na divulgação de informações para a conscientização, prevenção e diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, serão diagnosticados no Brasil mais de 60 mil novos casos de câncer de mama.

O diagnóstico do câncer de mama também tem grande influência na autoestima feminina, principalmente por causa do medo de perder a mama, do preconceito e da queda dos cabelos. E é este um dos motivos da campanha deste ano da Cabergs ter como slogan: Força, determinação e coragem vencem os preconceitos.

A live realizada na última terça-feira (dia 5), transmitida pelo Facebook da Cabergs e com a participação da Mastologista Dra. Marcelle Morais e a Oncologista Dra. Juliana Scheffer, da Oncoclínicas, foi sobre "Os efeitos colaterais da falta de prevenção ao câncer de mama"; nela o presidente da Cabergs, Fernando Zingano, reforçou a importância de desmistificar o diagnóstico, o tratamento e os exames preventivos.

A prevenção primária tem como objetivo impedir que o câncer se desenvolva, por este motivo é tão importante realizar os exames preventivos, como mamografia, ecografia mamária e realizar o autoexame. Prevenir o câncer de mama também significa evitar a exposição aos fatores de risco dele, adotando assim um modo de vida saudável como: não fumar, evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas e amamentar, por exemplo. Investir no autocuidado contribui para uma vida mais saudável e feliz.

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POG: Programa de Orientação à Gestação

Postado em 26 de agosto de 2021


A gestação e o nascimento do bebê são períodos de grandes descobertas na vida daquelas mulheres que optam pela maternidade. E, muitas vezes, repleto de dúvidas e incertezas também. Foi pensando em prestar orientação especializada para as futuras famílias e incentivar a troca de informações com profissionais da área da saúde que a Cabergs criou o Programa de Orientação à Gestação – POG.

O POG, desenvolvido em novembro de 1989, com organização da primeira turma em março de 1990, tem como objetivo proporcionar um momento de troca de ideias entre os casais, incentivar o aleitamento materno, apresentar técnicas de cuidados aos bebês e fortalecer a rede de contatos entre as famílias da gestante. Disponível a todos os beneficiários dos Planos de Assistência Médico-Hospitalar – PAM e PAM II, o programa proporciona encontros virtuais e grupos de conversas através do aplicativo Whatsapp. As reuniões se tornaram virtuais motivadas pela Pandemia do Coronavírus, mas, também, a partir do intuito de expandir o acesso aos participantes de outras cidades.

De acordo com Ana Michelle Rocha Torres, Enfermeira e Coordenadora de Prevenção e Proteção à Saúde da Cabergs, o POG possui de quatro a cinco grupos ao ano, com cinco encontros cada, formado por até 20 pessoas, entre pais e mães. "O programa é composto por pequenos grupos e estamos buscando fortalecer a presença do pai nesses encontros", afirma Ana. Os debates possuem assuntos variados, como por exemplo: tipos de parto, amamentação e cuidados domiciliares. Durante os encontros, as mamães conversam com profissionais especializados, tiram suas dúvidas e aprendem novas técnicas para cuidar dos pequenos.

Para saber mais informações, entre em contato pelo telefone (51) 3262.9212 ou pelo e-mail prevencao@cabergs.org.br.

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Conheça os benefícios do aleitamento materno

Postado em 19 de agosto de 2021


A amamentação é o primeiro passo para o desenvolvimento de forma saudável dos bebês, pois o leite materno é um alimento vivo, composto por sais minerais, proteínas e vitaminas que suprem todas as necessidades dos pequenos até os seis meses de vida. De acordo com o Ministério da Saúde, ele reduz em 13% a mortalidade até os cinco anos e evita diversos problemas, sendo alguns deles: diarreia, infecção respiratória, diabetes, colesterol alto, hipertensão, reduz o risco de alergias e melhora a nutrição das crianças.

Em comemoração ao mês Agosto Dourado, que tem como lema, "Promoção, Proteção e Apoio ao aleitamento materno", a Cabergs promove a campanha em suas redes sociais e faz um alerta sobre o tema com dicas e informações de profissionais. A Enfermeira e Coordenadora de Prevenção e Proteção à Saúde da Cabergs, Ana Michelle Rocha Torres, fala sobre a importância da amamentação na saúde dos bebês. "Indico para todas as gestantes como prioridade para o desenvolvimento das crianças até os seis meses de vida", informa. Para a enfermeira, o alimento é essencial, pois hidrata e possui os nutrientes necessários.

Para as mamães de primeira viagem, estar cercada de informações irá facilitar o aprendizado e também as técnicas nos cuidados das crianças. Sendo assim, a enfermeira é resoluta nesse sentido e garante que buscar por informações sobre o aleitamento materno é a melhor solução para manter os filhos saudáveis.

Em contrapartida, Angelita Matias, nutricionista do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, garante que mulheres que optam pela amamentação como fonte de alimentação aos recém-nascidos garantem um futuro mais saudável aos pequenos, assim como maior imunidade. Para a especialista, não existe leite fraco, pois ele é completo para a alimentação de cada bebê. Com isso, não é recomendado o uso de fórmulas infantis, pois uma mãe saudável garante que o filho esteja forte e vigoroso.

A amamentação dos recém-nascidos durante os primeiros meses é, aproximadamente, a cada 40, 50 minutos. Nesse período é recomendado que a mãe mantenha o bebê próximo ao corpo, pois são nesses momentos que eles ouvem os batimentos cardíacos e sentem o cheiro materno que os fazem recordar do período em que estavam no ventre.

As duas profissionais são categóricas quando questionadas sobre os benefícios do aleitamento materno, e garantem que com a aplicação e auxílio de profissionais especializados, os bebês se tornarão crianças saudáveis e com um vínculo maior com as mães. Porém, as mamães que não podem amamentar, podem optar pelo uso do banco de leite. Eles são específicos ao atendimento de mulheres com dificuldades para a amamentação, como falta de leite e são totalmente gratuitos.

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Quais os tipos de aleitamento materno?

Postado em 12 de agosto de 2021


No blog anterior falamos um pouco sobre a amamentação. Hoje vamos abordar sobre os tipos de aleitamento materno, mas também queremos ressaltar a importância da amamentação. Todo o bebê que é amamentado fica menos doente e em relação a outros tipos de aleitamento, por exemplo, em relação aos que não são amamentados com o leite materno.

Amamentar também é um momento de fortalecimento da relação da mãe com o filho. É um processo que envolve interação profunda entre os dois. Amamentar o bebê evita inclusive a morte infantil em virtude das propriedades do leite.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, em torno de seis milhões de vidas de crianças estão sendo salvas a cada ano por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva. Todas as crianças até os seis meses de idade devem ser alimentados somente com leite materno. Neste caso, não é necessário ofertar chás, sucos, água ou outro tipo de leite.

Quando chegar a hora, geralmente aos seis meses, o pediatra irá orientar a introdução de outros alimentos, mas sem excluir a amamentação ofertada pela mãe. É importante lembrar que o aleitamento materno na primeira hora de vida é muito importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Lembre-se que o leite materno é produzido nas glândulas mamárias e é próprio para o bebê, pois ele tem tudo o que os pequenos precisam, como proteínas, carboidratos, lipídios, anticorpos, substâncias antimicrobianas, anti-inflamatórias e enzimas, isso sem falar nas propriedades do colostro. Fique atenta, pois durante a mamada os nutrientes presentes no leite variam pois não existe tempo exato para cada mamada, quando o bebê estiver satisfeito ele irá soltar o peito espontaneamente.

Conheça os tipos de amamentação:
Aleitamento materno exclusivo: é realizado exclusivamente com o leite materno, direto da mama ou ordenhado.
Aleitamento materno predominante: neste caso, o leite materno é a principal fonte de nutrição da criança, ainda que ela já esteja recebendo água ou sucos de frutas.
Aleitamento materno complementado: além do leite materno, o bebê recebe outros tipos de alimentação, como alimentos sólidos ou semissólidos. Neste caso, a finalidade da alimentação é de complementação e não de substituição.
Aleitamento materno misto ou parcial: é quando a criança recebe outros tipos de leite além do leite materno.

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Bem-vinda ao mundo da amamentação!

Postado em 05 de agosto de 2021


Amamentar é o ato natural de alimentar o bebê com o leite produzido pela mãe. É um momento que para muitas mães é mágico, fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê além, é claro, de ser imprescindível para o desenvolvimento infantil. O leite materno é um alimento completo que fortalece o sistema imunológico e é decisivo para o desenvolvimento orofacial.

A mulher começa a produzir o leite a partir do segundo trimestre de gestação e é produzido através da prolactina, um hormônio produzido pela adeno-hipófise. Já o colostro é produzido pelas mamas antes do leite materno. É lá no final da gravidez que os seios são capazes de produzir o colostro, que é muito rico em proteínas para o bebê. O leite materno é rico em gordura, minerais, vitaminas, enzimas e imunoglobulinas, que protegem contra doenças. Em sua composição tem 87% de água e 13% de uma combinação de elementos que são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento do bebê.

São várias as vantagens da amamentação para as mulheres como, por exemplo, acelerar a recuperação pós-parto e prevenir contra o câncer de mama, de ovários e de endométrio. Amamentar também protege contra o diabetes tipo 2 e ajuda a recuperar o peso anterior à gestação, pois demanda uma alta queima de calorias. Em média no Brasil, 41% das mães amamentam seus bebês exclusivamente até 6 meses.

Há diversas formas de se preparar para amamentar, a busca por informações é muito importante, especialmente se é a primeira vez da mãe. Existem dicas simples que podem ajudar, como por exemplo: no banho, lavar o seio somente com água, sem o uso de sabonetes ou cremes, pois os mamilos já têm uma hidratação natural; use sutiãs confortáveis, com alças largas e boa sustentação, pois o seio vai aumentando de tamanho conforme as semanas vão passando. Saiba também que existem diferentes tipos de mamilos, até mesmo os invertidos e, na verdade, o formato pouco interfere na amamentação, pois bebê deve abocanhar a aréola e não o mamilo. Mas fique tranquila pois com informação e esclarecimento, você vai poder amamentar tranquilamente seu filho. Se você está gestante, acompanhe nossas redes sociais ao longo deste mês de agosto, pois estaremos falando sobre a amamentação.

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O que preciso saber sobre o envelhecimento?

Postado em 29 de abril de 2021


Hoje você vai precisar de papel e caneta na mão para anotar, ou que tal dar uma modernizada e anotar no seu celular ou tablet? Saber envelhecer é um aprendizado que começa desde criança, adotando hábitos saudáveis ao longo da vida que devem ser mantidos sempre. Viver por muito tempo é um desejo que todos têm e, viver com saúde e qualidade para aproveitar a vida faz diferença. Os hábitos higiênicos também estão entre os principais requisitos para uma vida saudável, permitindo uma sensação de bem-estar e conforto. A chegada da idade avançada é um processo normal e natural do desenvolvimento que acarreta mudanças no organismo do indivíduo. O envelhecimento é um fenômeno fisiológico e é um processo progressivo que acontece todos os dias e o tempo todo que vai desde a diminuição da energia livre disponível no organismo, perdas celulares e até mesmo uma perda gradual da capacidade de adaptação ao meio ambiente. Para envelhecer com energia e segurança é preciso estar preparado. Então, separamos algumas perguntas que podem ajudar neste processo ao longo da vida.

O que é envelhecimento saudável? Se fossemos resumir, seria um processo contínuo de otimização da habilidade funcional e de oportunidades para manter e melhorar a saúde física e mental, promovendo independência e qualidade de vida ao longo da vida.

O que é Envelhecimento cutâneo intrínseco ou cronológico? É aquele envelhecimento decorrente da passagem do tempo, determinado principalmente por fatores genéticos, estado hormonal e reações metabólicas, como estresse oxidativo. Nele estão presentes os efeitos naturais da gravidade ao longo dos anos, como as linhas de expressão, a diminuição da espessura da pele e o ressecamento cutâneo.

Quem são consideradas as pessoas "mais velhas"? O padrão de idade de 60 anos, foi estabelecido pelas Nações Unidas, para descrever pessoas "mais velhas". Mas, se você já tem esta idade e se sente jovem, não se preocupe, pois é importante reconhecer que a idade cronológica não é um marcador preciso para as mudanças que acompanham o envelhecimento.

O que é a geriatria??
Esta é uma especialidade médica com o objetivo específico para atender a promoção da saúde, da prevenção e do tratamento das doenças, da reabilitação funcional.

Saúde muscular é importante? Sim e muito! Com a passagem dos anos a perda muscular pode vir a diminuir a mobilidade. Como esta perda está diretamente ligada a quantidade de atividade física regular realizada ao longo da vida. Então, não fique parado, pratique exercícios sempre.

Quando começamos a envelhecer? O corpo atinge seu ápice entre os 20 e 30 anos. É a partir daí que ele começa a ter modificações. Estas alterações corporais vão desde o desenvolvimento motor, intelectual, emocional e afetiva e todos esses precisam de cuidados e atenção.

Exercícios físicos, quando começar? Agora mesmo! Nunca é tarde para iniciar e em todas as fases da vida há benefícios que podem ser adquiridos com a prática da atividade física. Faça uma avaliação com um profissional da área para verificar qual a melhor indicação em sua faixa etária.

Exercitar a mente também é importante? Sim, fundamental! Nosso cérebro é como os músculos, ele precisa de exercícios para se manter ativo e saudável! Você pode exercitá-lo realizando palavras cruzadas, trabalhos manuais, jogos de tabuleiros, ou o jogos de raciocínio por exemplo. Manter hábitos afetivos, como curtir amigos e a família também é importante.

É importante praticar atividade física? Sim, ela faz bem para o corpo e para a alma. Com reforço muscular, é possível inclusive aumentar a segurança nas tarefas diárias e combater a depressão. Dependendo do tipo de exercício, eles ajudam os músculos a ficarem mais resistentes, a combater obesidade, diabetes, colesterol, pressão alta, diminuindo o risco de doenças do coração e muitos outros benefícios.

E a alimentação, o que comer? Em cada fase da vida é importante estar atento ao que o seu corpo precisa, que tipo de alimentação e também se é necessário algum tipo de dieta especial. Neste caso é muito importante consultar um médico e até mesmo ter o apoio de uma equipe multidisciplinar, onde um nutricionista possa orientar corretamente. No geral, ao longo da vida, para ter um envelhecimento saudável deve-se manter uma dieta equilibrada e buscando ser o mais saudável possível, consumindo sempre que possível frutas, verduras, grãos e carnes.

E o sono? Dormir bem também faz parte de uma vida saudável e é importante para o descanso do corpo e da mente.

Devo fazer consultas com o médico? Sim! Ao longo de toda a vida, as visitas regulares ao médico contribuem para manter a saúde e até mesmo identificar doenças pré-existentes. Muitas pessoas marcam suas consultas apenas quando sentem uma dor. Realizar as consultas médicas regulares ajudam a prevenir uma série de problemas que podem ser evitados.

Você sabia? A Década do envelhecimento saudável começou 2020 e se estende até 2030. A Organização Mundial da Saúde - OMS, estabeleceu diferentes diretrizes para apoiar ações de construção de uma sociedade para todas as idades. A Década do Envelhecimento Saudável é uma estratégia Global da OMS sobre Envelhecimento e Saúde, no Plano de Ação Internacional das Nações Unidas para o Envelhecimento e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda das Nações Unidas 2030. Esta é uma oportunidade para reunir tanto a sociedade quanto profissionais e o governo em ações colaborativas para melhorar a vida das pessoas e as comunidades onde que vivem.

Envelhecer envolve diversas situações, algumas delas afetam a qualidade de vida, a forma para se locomover, compromete a saúde bucal, problemas de memória, além de várias doenças crônicas comuns da idade. Conhecer a si mesmo e manter a saúde em dia, ajudam a amenizar as dificuldades com a realização de atividades físicas, atividades intelectuais, acompanhamento nutricional, convívio social e educação em saúde. Então, comece hoje a cuidar da sua saúde!

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Se você ainda é jovem ou tem mais de 60 anos, este blog é para você!

Postado em 01 de abril de 2021



Qual é a melhor fase da vida? Já parou para pensar nisso? O relógio biológico não pára nunca, mas você pode ajustar os ponteiros para envelhecer saudavelmente. E hoje, vamos falar sobre o que há neste caminho e o que é preciso saber para que o envelhecimento aconteça naturalmente com uma boa condição de saúde?

Fazer escolhas sábias na alimentação e nos exercícios são boas dicas para iniciar seu percurso até a melhor idade. Conhecer a si mesmo é um passo importante, pois cada pessoa reage de forma única ao avanço da idade.

O envelhecimento é algo que ninguém pode evitar ou fugir e chega um momento em que a ampulheta vira e a areia começa a escorrer, mas você pode chegar na melhor idade com muita saúde. O início do envelhecimento saudável começa hoje e passa por começar a reconhecer as mudanças do corpo e das perspectivas na vida. Com conhecimento e informação é possível passar por todo este processo de forma muito saudável.

Mas como envelhecer bem? Em cada fase da vida existem necessidades corporais e também nutricionais que são diferentes. Fazer cruzadinhas ou jogar xadrez e até jogos online, por exemplo, mantém a mente ativa e ajuda a melhorar o humor. Mas é importante dizer que é necessário se concentrar no que você pode fazer, em vez de quaisquer limitações que você possa ter, incluindo na sua mobilidade. No final das contas, envelhecer significa inúmeras vitórias ao longo da vida: aprendizados, relacionamentos cultivados e muita história para contar! Aproveite a oportunidade de ser feliz, cerque-se de quem você ama, mesmo que seja de forma online, e cuide da sua saúde. Compartilhe suas experiências e divida seu conhecimento. A vida é bem melhor de viver quando encontramos o real sentido dela

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Previna-se ao longo de toda a vida

Postado em 29 de outubro de 2020



Outubro é o mês escolhido mundialmente para marcar a prevenção ao câncer de mama, contudo, algumas ações de prevenção devem ser lembradas e exercidas de forma permanente e não apenas durante este mês. O diagnóstico precoce contribui aumentando as chances de cura e, para que isso ocorra, é fundamental que mulheres e homens - sim, homens também podem ter câncer de mama - fiquem atentos, pois a prevenção ao longo de toda a vida aumentam as chances de cura.

Em todos os momentos da vida é importante estar atento à saúde, incluindo a pandemia em que estamos vivendo. Para prevenir às doenças, é necessário manter de forma rotineira, um conjunto de práticas que buscam melhorar e manter a saúde continuamente. Na live transmitida no dia 26, a psicóloga Juliana Schwanke Martini, que é especialista em Oncologia e Terapia Sistêmica de Família e Individual e membro da equipe da Oncoclínicas, relembrou a importância de não deixar de lado os exames de rotina, mesmo durante este período em que estamos vivendo. Juliana também reforçou a relevância destes exames, pois são eles que darão a possibilidade de um diagnóstico precoce; para as mulheres acima dos 40 anos, mencionou a realização destes pelo menos uma vez por ano. O tratamento do câncer envolve uma grande rede de apoio como forma de fortalecer o paciente, ou seja, o tratamento ocorre com uma equipe multidisciplinar, com uma série de profissionais trabalhando em conjunto. Já a Dra. Geraldine Eltz de Lima, Oncologista da Oncoclínicas, lembrou durante a live do dia 13 de outubro que, anualmente, cerca de 60 mil novos casos surgem e que 28% dos casos poderiam ser prevenidos com hábitos saudáveis, como ter atividades físicas, alimentação saudável, evitando-se fumar e ingerir álcool. É importante mencionar que a partir dos 35 anos de idade deve-se acentuar a prevenção e realizar a mamografia uma vez por ano.

Ainda que você tenha uma rotina agitada e com pouco tempo para você, é importante dar atenção ao seu bem-estar e cuidar da sua saúde ao longo de toda a vida. Esta atitude contribui para aumentar a expectativa de vida e melhorar a qualidade dela! Cuide-se sempre! Só depende de você!

CURIOSIDADES:
-Foi nos Estados Unidos, durante a década de 1950, que surgiu o autoexame.
O objetivo dele é que a mulher conheça seu corpo, para que desta forma perceba pequenas alterações mamárias suspeitas, possibilitando uma maior agilidade na descoberta de tumores malignos.
-O câncer de mama costuma não doer.
-Nem todo nódulo na mama é câncer, por esta razão o exame de imagem é tão importante.
-Os cistos na mama costumam ser benignos.
-Cerca de 10% dos cânceres de mama são hereditários.

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Saiba quais são os principais mitos e verdades sobre o câncer de mama

Postado em 15 de outubro de 2020


O câncer de mama é o tumor maligno que mais causa morte entre as mulheres. Juntamente com a prevenção e o diagnóstico precoce, a informação é uma das principais armas contra a doença.

Nesses casos, a internet pode ser uma ótima aliada, prestando informações relevantes ao público feminino. Mas também pode ser uma armadilha, pois está lotada de informações imprecisas e mitos que atrapalham o tratamento eficaz da doença.

Por isso, convidamos o médico oncologista Pedro Emanuel Rubini Liedke para esclarecer os principais mitos e verdades sobre o assunto. Confira!

Ninguém na minha família tem câncer de mama. Por isso não corro risco de desenvolver a doença.

Mito: a maioria dos diagnósticos de câncer de mama são os chamados esporádicos, isto é, ocorrem sem fatores de risco familiares.

Todo caroço na mama é câncer.

Mito: a maioria dos nódulos mamários são benignos, especialmente em mulheres jovens e que ainda menstruam. Na dúvida, consulte seu médico.

Se eu fizer o autoexame regularmente, não preciso de outros exames.

Mito: para detectar um câncer de mama por autoexame, é necessário que ele já tenha cerca de 1cm de tamanho ou mais. Tumores menores geralmente são detectados apenas com exames de imagem. Por esta razão é que a mamografia hoje é recomendada, mesmo em mulheres sem nódulos palpáveis, como exame de rastreamento.

A biópsia do câncer de mama pode causar metástase.

Mito: não há evidências médico-científicas que biópsia do câncer aumente o risco dele se disseminar e causar metástases. A biópsia é essencial para diferenciar alterações mamárias benignas e malignas, bem como para decidir o melhor tratamento no caso de diagnóstico de câncer.

Mulheres obesas ficam mais suscetíveis à doença.

Verdade: obesidade é um fator de risco para desenvolvimento de câncer de mama, especialmente em mulheres na menopausa. Em mulheres na pré-menopausa esta relação não é tão clara.

Mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama.

Mito: o tamanho do seio não impede o desenvolvimento de tumores de mama. Fatores como a densidade da mama, isto é, a quantidade de glândulas mamárias dentro do seio, são mais importantes para definir risco de câncer.

Quem inicia a menstruação muito cedo ou é mãe depois dos 30 anos tem maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama.

Verdade: um período mais longo entre a menarca (início da menstruação) e a menopausa (parada da menstruação) é um fator de risco para câncer de mama. Em relação à gestação, mulheres que têm a primeira gestação completa antes dos 30 anos de idade têm uma redução de risco para ocorrência de câncer de mama em comparação às mulheres que têm a primeira gestação completa após os 30 anos de idade. Nuliparidade, isto é, não gestar, por sua vez parece aumentar um pouco o risco de câncer de mama.

Amamentar ajuda a proteger a mulher contra o câncer de mama.

Verdade: mulheres que amamentam por mais tempo têm menor risco de câncer de mama dos que as que nunca amamentaram.

A terapia de reposição hormonal pode ser um fator de risco para o câncer de mama.

Verdade: a terapia de reposição hormonal consiste em uso de hormônios femininos em mulheres que já pararam de menstruar pela menopausa. O uso por períodos prolongados pode aumentar um pouco o risco de câncer de mama e isto deve ser pesado em relação aos potenciais benefícios em termos de sintomatologia e qualidade de vida da menopausa e outros aspectos da saúde. O uso por períodos menores de 3 anos não parece aumentar o risco de câncer de mama. Para mulheres com história pessoal prévia de câncer de mama, terapia de reposição hormonal é contraindicada.

Pílulas anticoncepcionais aumentam o risco para o câncer de mama.

Controvérsia: o uso de anticoncepcionais tem sido considerado seguro para a absoluta maioria das mulheres havendo vários estudos que não mostraram aumento de risco para câncer de mama em usuárias. Um estudo recente que teve uma grande repercussão sugere um pequeno aumento de risco de câncer de mama, na ordem de 1 caso a mais por ano para cada 7690 mulheres. Quando considerado apenas mulheres abaixo de 35 anos de idade, o risco foi de 1 caso a mais por ano para cada 50 mil mulheres. Por outro lado, seu uso parece reduzir o risco de câncer de ovário. Os riscos da anticoncepção devem ser pesados em relação aos benefícios em termos de planejamento familiar e isto deve ser discutido com seu(sua) médico(a). Para mulheres com histórico pessoal de câncer de mama, anticoncepção hormonal é contraindicada.

Desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama.

Mito: uso de desodorantes não afetam o risco de câncer de mama nem para mais, nem para menos.

Praticar uma atividade física ajuda a reduzir os riscos de desenvolver a doença.

Verdade: Estudos sugerem que atividade física regular pode reduzir o risco de câncer de mama, especialmente em mulheres que estão na menopausa.

Pancadas nos seios pode causar câncer de mama.

Mito: o traumatismo da mama é frequentemente relacionado à ocorrência de câncer, mas não há nenhuma evidência médico-científica de que isto ocorra.

Homens também podem ter câncer de mama

Verdade: apesar de não ter a glândula mamária desenvolvida como as mulheres, os homens também têm tecido mamário e podem desenvolver câncer de mama. O tratamento do câncer de mama masculino é similar ao tratamento do câncer de mama em mulheres.

É preciso retirar toda a mama para tratar o câncer.

Mito: hoje já é bem conhecido que o tratamento do câncer de mama não necessita da retirada total da mama para ser eficaz. A maioria dos casos pode ser tratada com a cirurgia parcial da mama seguido por radioterapia, e as chances de cura da doença não são diferentes da cirurgia com a retirada total da mama (mastectomia). Em alguns casos de tumores mais avançados, a mastectomia ainda pode ser recomendada.

Quimioterapia causa enjoos.

Verdade: enjoos e vômitos são sintomas comuns de quimioterapia, porém muito variáveis entre indivíduos e também entre os diferentes tipos de quimioterapia. Hoje existe uma série de medicações disponíveis para uso antes da quimioterapia e em casa que reduzem muito a sensação de enjoo e ocorrência de vômitos, fazendo com que o tratamento seja bem tolerado na maioria dos casos.

Quimioterapia é o único tratamento para o câncer de mama.

Mito: o tratamento do câncer de mama é considerado multimodal e pode envolver diferentes combinações de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonoterapia e terapia alvo. A necessidade ou não de cada uma destas modalidades de tratamento vai depender do tipo de câncer de mama e do estágio em que o câncer se encontra, bem como de fatores da paciente como idade e doenças prévias.

Todos os pelos do corpo caem com a quimioterapia.

Verdade parcial: quimioterapia é um nome geral que se dá para diferentes remédios. Alguns destes remédios, que comumente são usados no tratamento para câncer de mama, podem causar queda do cabelo e de outros pelos do corpo. Então a queda dos cabelos e pelos vai depender do tipo de quimioterapia utilizada. Hoje em dia existem métodos para se tentar minimizar a queda dos cabelos, utilizando aparelhos que resfriam o couro cabeludo durante a infusão de quimioterapia.

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Inspire-se nos avanços da medicina para a cura do câncer de mama

Postado em 08 de outubro de 2020


O câncer de mama é uma das doenças mais antigas da humanidade. O Egito, por exemplo, identificou o mais antigo caso do tumor já registrado, encontrado nos restos mortais de uma mulher que viveu próximo do ano 2.200 a.C.

Desde então, a ciência tem evoluído muito. As chances de cura aumentam gradativamente, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. Já as opções de tratamento tendem a ser bem menos agressivas, preservando o bem-estar da paciente na medida do possível.

Para falar um pouco mais sobre esse assunto, convidamos o Médico Oncologista Clínico, Tomás Reinert, para uma conversa.

Confira o bate-papo:

CABERGS - Para traçar um paralelo entre os métodos mais antigos e os atuais, podemos falar sobre os tratamentos mais comuns do câncer de mama que, aos poucos, têm sido substituídos por técnicas mais modernas?

Dr. Reinert - Existem vários tipos de tratamentos empregados no cuidado da paciente com câncer de mama, que são usualmente utilizados de forma integrada (ou multidisciplinar). A cirurgia e a radioterapia são modalidades terapêuticas para o tratamento local da doença, enquanto outras modalidades como a quimioterapia e a hormonioterapia são utilizadas para tratar a doença em sua forma sistêmica, uma vez que são medicamentos que atingem diversas regiões do corpo através da corrente sanguínea.

Normalmente a primeira etapa no tratamento consta na cirurgia da mama e avaliação dos linfonodos axilares. Em casos específicos, podem ser utilizados tratamentos como a quimioterapia neoadjuvante (ou pré-operatória). Usualmente, após a cirurgia a paciente é avaliada pelo oncologista, que pode recomendar um ou mais tratamentos complementares de acordo com o tipo e a extensão do tumor.

CABERGS - A primeira geração dessas novas estratégias de combate ao câncer são as terapias alvo. Como elas funcionam?

Dr. Reinert – Trata-se de medicamentos desenvolvidos especificamente para atuar sobre determinadas células cancerosas. O grande diferencial das terapias alvo é que elas são dirigidas contra as células tumorais com maior precisão. Com isto, evita-se muitos efeitos adversos que alguns tratamentos oncológicos trazem por também atingir células sadias. O resultado é mais eficaz e com menos efeitos adversos.

CABERGS - Em quais situações as terapias alvo podem ser indicadas?

Dr. Reinert - As terapias alvos já são utilizadas de forma rotineira no tratamento de diversos tipos de câncer. Elas são indicadas após a realização de exames genéticos e de biologia molecular, que avalia biomarcadores. No tratamento do câncer de mama, o melhor exemplo são as terapias alvo anti-HER2, como trastuzumabe e TDM1, que agem especificamente em um tipo agressivo de câncer de mama (HEr2-positivo) e trazem importantes benefícios para as pacientes.

CABERGS - Essas já são técnicas usadas no Brasil?

Dr. Reinert - Sim. A maioria das terapias alvo modernas já são utilizadas no Brasil. Entretanto, cabe ressaltar que infelizmente muitos destes avanços da medicina não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

CABERGS - A imunoterapia também é uma boa opção no tratamento do câncer de mama?

Dr. Reinert - A imunoterapia já é considerada o tratamento de primeira escolha em vários tipos de câncer, como melanoma e tumores de pulmão. No câncer de mama, a imunoterapia é um tratamento muito promissor e que já é aplicada em pacientes selecionadas com um tipo agressivo de doença, conhecida como câncer de mama triplo-negativo. Este é um campo no qual a pesquisa clínica vem avançando bastante e devemos ter muitas novidades nos próximos anos.

CABERGS - Um dos efeitos colaterais mais conhecidos do tratamento oncológico, e que costuma causar ansiedade nas pacientes e mexer com a autoestima delas, é a queda de cabelo. Já existe alguma alternativa que evite a alopecia?

Dr. Reinert - Existem algumas alternativas. Porém, para a maioria das pacientes com câncer de mama, ainda é importante o tratamento com alguns quimioterápicos que estão associadas com a queda de cabelo. Este é, muitas vezes, um dos maiores desafios e dificuldades que nossas pacientes enfrentam. A grande esperança é que no futuro as terapias inovadoras (como terapias alvo e imunoterapia) venham a substituir a quimioterapia em grande parte dos casos. Por serem mais específicos contra as células cancerosas, estes tratamentos usualmente não estão associados com alopecia.

CABERGS - Mesmo com novos avanços surgindo na medicina para a cura do câncer de mama, a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são as armas mais seguras contra a doença, correto?

Dr. Reinert – Com certeza! A oncologia mamária é um campo com avanços significativos, tanto na parte de pesquisa como na prática clínica atual. Além dos avanços citados que estão relacionados com o tratamento medicamentoso, também existem importantes avanços nos tratamentos cirúrgicos e radioterápicos. Entretanto, o diagnóstico precoce e a conscientização das mulheres sobre a necessidade da realização de exames de mamografia, seguem sendo a prioridade para mudarmos o impacto desta doença na sociedade. Por isso, campanhas como o Outubro Rosa são de extrema relevância.

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Inspire-se na prevenção do câncer de mama através de um novo canal de comunicação

Postado em 01 de outubro de 2020


A pandemia aproximou o futuro. Reuniões e encontros passaram para as plataformas on-line, a telemedicina virou uma realidade e o mundo nunca esteve tão conectado. Por isso, a Cabergs vem se transformando e se reinventando constantemente e a campanha de prevenção do mês de outubro, sobre o câncer de mama, ganhou um novo canal de informação.

A partir de hoje, um site recheado de conhecimento e dicas importantes de saúde está à sua disposição. Lá, a tecnologia é uma das protagonistas e você fica sabendo de todas as informações relevantes sobre o câncer de mama, além de todas as novidades da medicina para combater a doença e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes. Em grande parte dos casos, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. A detecção precoce é um dos métodos mais eficientes utilizados para o diagnóstico. No caso do câncer de mama, sabe-se que 95% dos casos diagnosticados no início têm possibilidade de cura.

Acesse www.vivamais.cabergs.org.br e aproveite um conteúdo exclusivo, feito especialmente para você. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura. Essa é mais uma iniciativa da Cabergs para promover saúde e inspirar você a cuidar-se sempre!

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Hábitos que auxiliam na prevenção do câncer de mama

Postado em 31 de outubro de 2019



Você sabia que uma em cada 10 mortes de mulheres por câncer de mama poderia ser evitada pela prática regular de atividade física? A pesquisa, lançada pelo Ministério da Saúde, liga ainda outros hábitos à ampliação do risco, como o uso abusivo de álcool e dietas com excesso de açúcar. Por isso, separamos 6 hábitos para você incluir na sua rotina que podem te auxiliar na prevenção do câncer de mama.

1 - Alimentação saudável:
Uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, e pobre em alimentos ultraprocessados, como os prontos para consumo ou para aquecer e as bebidas açucaradas, podem prevenir novos casos de câncer.

2 - Pratique atividades físicas:
O exercício físico equilibra os níveis de hormônios, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de mama. Escolha atividades físicas que lhe deem prazer, como caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar. Quanto mais se movimenta o corpo, maior a proteção contra o câncer.

3 - Evite o sobrepeso:
A obesidade está associada a um risco maior de câncer de mama em mulheres que já passaram pela menopausa. Isso acontece por causa dos altos níveis do hormônio estrogênio nessa fase da vida.

4 - Pare de fumar e reduza a ingestão de bebidas alcoólicas:
Pesquisas demonstram que o cigarro pode aumentar o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o de mama. O risco é particularmente maior para mulheres que começam a fumar na adolescência, uma vez que os cigarros afetam as vias hormonais durante o desenvolvimento das mamas.

O consumo frequente de álcool também está diretamente associado ao aumento de risco do desenvolvimento do câncer, não só o de mama, mas como em outras partes do corpo.

5 - Autoexame:
O hábito de realizar autoexame é fundamental, pois auxilia no diagnóstico precoce da doença.

6 - Vá ao médico periodicamente:
Consultar o médico periodicamente, de acordo com a orientação dada por ele
à paciente, é primordial para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Muitos casos, quando descobertos no início, representam maiores chances de tratamento ou até mesmo de cura.

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Tratamento e Efeitos Colaterais

Postado em 24 de outubro de 2019


O tratamento do câncer da mama varia de acordo com o estágio da doença e com as condições do paciente. Ele pode ser chamado de terapia local, quando visa tratar o tumor localmente por meio de cirurgia e radioterapia sem afetar o resto do corpo, ou de terapia sistêmica. Nesse caso, se refere ao uso de medicamentos que podem ser administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea por meio da terapia alvo, da quimioterapia ou da terapia hormonal.

O tratamento é escolhido pelo médico de acordo com o tipo de câncer, o estágio da doença e as condições da paciente. No entanto, é importante discutir todas as opções, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para tomar a decisão que melhor se adapte às necessidades da mulher. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão: a queda de cabelo; o enfraquecimento das unhas; descamação da pele em algumas partes do corpo; enjoo e sensação de mal-estar. Sintomas depressivos e de ansiedade também podem aparecer.

No entanto, devemos lembrar que os efeitos colaterais são reversíveis e existem medidas que podem ser feitas durante o tratamento para amenizá-los. Por isso, converse abertamente com o seu médico sobre cada um deles e, principalmente, sobre como enfrentá-los. O amparo da família e dos amigos nessa etapa é fundamental. A Cabergs Seguros também faz parte dessa rede de apoio, e garante a segurada o pagamento de uma indenização, em decorrência de Diagnóstico Definitivo de Câncer Primário de Mama.

Por fim, não tenha vergonha de procurar um acompanhamento psicológico. Estar saudável mentalmente faz toda a diferença na vitória sobre o câncer de mama.

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Descoberta Precoce

Postado em 17 de outubro de 2019


O câncer de mama, quando detectado em fases iniciais, reduz a necessidade de tratamentos agressivos e aumenta as chances de cura. Por isso, todas as mulheres, independentemente da idade, devem conhecer seu corpo e fazer o autoexame. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias pacientes.

O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento, exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos, seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos. A recomendação brasileira segue a orientação da Organização Mundial da Saúde.

A mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X. Ele identifica as alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas. Esse exame pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama em função do tratamento precoce.

Além da mamografia, outros exames de imagem auxiliam na investigação e na descoberta da doença, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. No entanto, a confirmação diagnóstica é feita apenas por meio de uma biópsia.

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O que aumenta o risco?

Postado em 10 de outubro de 2019


Como já vimos aqui no blog anteriormente, a idade é um dos mais importantes fatores de risco para o câncer de mama. No entanto, existem outros fatores que aumentam as chances da doença.

Entre os fatores comportamentais, podemos citar a falta de uma alimentação saudável, o sedentarismo e a exposição frequente a radiações ionizantes. Entre os fatores reprodutivos e hormonais estão a primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter tido filhos, primeira gravidez após os 30 anos, menopausa após os 55, uso de contraceptivos hormonais e ter feito reposição hormonal pós-menopausa são relevantes.

Também é importante levar em consideração os fatores genéticos e hereditários. Histórico familiar de câncer de ovário, casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos, e alterações genéticas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, devem acender o sinal de alerta.

A mulher que se identifica com um ou mais desses fatores de risco não terá, necessariamente, a doença, mas tem grandes chances de desenvolvê-la. Por isso, deve estar atenta e manter seus exames preventivos sempre em dia. A Cabergs Seguros reembolsa 100% das despesas dos exames preventivos para as beneficiárias ou dependentes.

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Fique atento ao Câncer de mama

Postado em 03 de outubro de 2019


O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, depois somente do de pele não melanoma, correspondendo a cerca de 25% dos novos casos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29%.

A prevenção ainda é o melhor caminho no combate à doença. Por isso, a Cabergs cobre 70% das despesas com exames preventivos de suas beneficiárias, além de oferecer uma ampla rede credenciada, relacionada no aplicativo e no site da instituição.

Mas você sabia que existem vários tipos de câncer de mama? Por isso, a doença pode evoluir de diferentes maneiras. Às vezes de forma mais rápida, outras vezes mais lentamente, dependendo das características próprias de cada tumor. No entanto, todos eles têm a mesma origem: a multiplicação desordenada de células da mama, gerando anomalias.

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, pelos seguintes sinais e sintomas:
¿ Nódulo fixo e geralmente indolor.
¿ Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.
¿ Alterações no bico do peito.
¿ Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço.
¿ Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Ao notar qualquer um desses sintomas, a paciente deve procurar um médico imediatamente.

É importante que as mulheres observem suas mamas, seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano. A atenção das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama. Também é indispensável manter sempre os exames preventivos em dia.

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O que são hepatites virais?

Postado em 04 de julho de 2019


A hepatite é uma inflamação do fígado causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Na maioria das vezes ela é assintomática. Mas pode causar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Mas também existem, ainda, os vírus D e E. Muitas pessoas são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem, tornarem-se crônicas e causarem danos graves ao fígado, como cirrose e câncer.

Condições precárias de saneamento básico, sexo desprotegido, partilha de objetos cortantes e perfurantes e a transmissão sanguínea durante a gravidez, o parto e a amamentação são fatores de risco para contaminação. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

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Prevenção: Alimentação e Exercícios físicos

Postado em 25 de outubro de 2018


Você sabia que a alimentação e a atividade física são partes fundamentais da estratégia de prevenção de diversos tipos de câncer, inclusive o de mama? Isso mesmo. Cerca de um terço de todos os diagnósticos da doença estão relacionados a uma alimentação incorreta e inadequada, além da falta de atividade física frequente.

Se você deseja adotar hábitos mais saudáveis, em primeiro lugar, reduza a ingestão de gordura, principalmente animal. O ideal é também diminuir o açúcar e o sal da sua rotina alimentar. Dê prioridade para frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais. Esses alimentos contêm nutrientes que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruir os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células.

A prática de exercício também faz toda diferença na saúde e bem-estar. Pesquisadores publicaram recentemente, na renomada Revista da Associação Médica Americana, a maior análise realizada até hoje sobre o exercício e o câncer. Ficou comprovado que 50 minutos de exercício três vezes por semana podem:

- Equilibrar hormônios, como o estrógeno por exemplo, que favorecem o desenvolvimento de alguns tipos de tumores no câncer de mama;
- controlar os fatores pró-inflamatórios, que poderiam estimular um processo inflamatório crônico favorecendo o desenvolvimento tumoral;
- regular a insulina, evitando assim sua resistência a ela, o que está associado com diversas condições clínicas não benéficas.Agora que você já sabe que uma vida saudável é super importante na prevenção ao câncer, mude seus hábitos e garanta mais qualidade de vida para você e sua família. Comece aos poucos e logo você vai alcançar grandes mudanças.

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Saúde emocional durante o tratamento do câncer

Postado em 18 de outubro de 2018



Quando se fala em câncer, é comum que nossos pensamentos estejam focados nos aspectos físicos da doença como a rotina de sessões de quimio ou radioterapia, a queda de cabelo, a perda de peso etc. Porém, a saúde mental da paciente e dos seus familiares também precisa de atenção.

Embora cada pessoa responda de uma forma diferente, quem recebe um diagnóstico de câncer muitas vezes experimenta várias emoções que são comuns como o estresse, a ansiedade e o medo, além de questões relacionadas à autoimagem. Essas emoções causam grande impacto na saúde emocional e podem produzir fases de luto neste processo.

Por isso, uma parte fundamental durante essa etapa da vida é o apoio familiar. Quando a família e os amigos tornam-se verdadeiros parceiros, enfrentar o câncer torna-se menos doloroso. Essa participação favorece a aceitação da doença e a reabilitação, influenciando diretamente na melhora da qualidade de vida da paciente.
Além disso, o suporte psicológico durante todas as fases do tratamento pode ser tão importante quanto a medicação. Um profissional que cuide da mente pode identificar sentimentos difíceis de serem expressados e saberá indicar a melhor forma de superar essa fase.

Por isso, se você conhece alguém que está enfrentando o câncer, ofereça ajuda e seja presente. Se você é a paciente, não tenha medo ou vergonha de pedir ajuda. Não há nada de errado em precisar de suporte para vencer a doença. Será melhor para você e para todos que você ama.

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Outubro Rosa e o Câncer de mama em 2018

Postado em 04 de outubro de 2018



Outubro é o mês de falarmos sobre prevenção e combate ao câncer de mama. E não tem como falar disso sem falar no movimento conhecido como Outubro Rosa, nascido nos Estados Unidos na década de 1990, para estimular a participação da sociedade nesse tema tão importante.

Os dados da doença são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres. Todos os anos 1,5 milhão de novos casos são diagnosticados. Em relação ao Brasil, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o nosso país deve registrar cerca de 600 mil novos casos de câncer por ano em 2018 e 2019.
Pensando nisso, a Cabergs promoveu na última segunda-feira (02) a palestra "Câncer de Mama em 2018", com o Dr. Sérgio Lago, Oncologista da Clínica Oncotrata e do Hospital Moinhos de Vento. Segundo ele, alguns fatores de risco podem deixar as pacientes alertas com a prevenção e diagnóstico precoce. Entre esses fatores estão: primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos); nuliparidade (nunca ter engravidado); primeira gravidez após os 30 anos; nunca ter amamentado; ter realizado terapias de reposição hormonal; além do risco genético, ou seja, quando mãe, avó ou irmã já tiveram câncer de mama.

Manter hábitos saudáveis, com uma alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos, é a melhor forma de prevenir a doença. Em alguns casos, quando a propensão à doença é comprovada por um médico qualificado, algumas pacientes optam pela mastectomia profilática. Esse procedimento consiste em remover as mamas e substitui-las por próteses, antes mesmo de o câncer ser encontrado. A quimioprevenção, que utiliza agentes químicos naturais ou sintéticos na reversão, bloqueio ou prevenção do surgimento do câncer, também é bastante usada em casos específicos de pacientes de altíssimo risco.

Porém, mesmo com a medicina avançando constantemente, é fundamental que as mulheres mantenham o hábito de fazer o autoexame mensalmente, logo após o período menstrual, e a mamografia periodicamente, de acordo com a orientação do médico. "Esses exames detectam o câncer já em tamanho relativamente grande, mas mesmo assim, são a melhor opção de diagnóstico precoce", afirmou o médico oncologista.

Na palestra, o Dr. Lago também falou sobre a biópsia líquida. O novo método chegou recentemente ao Brasil e promete melhorar consideravelmente o tratamento do câncer. Ele garante mais eficácia e menos sofrimento. A biópsia líquida é simples e indolor. Basta uma coleta de sangue convencional para fazer uma análise molecular sofisticada, capaz de identificar fragmentos de DNA de tumores na corrente sanguínea e indicar sua presença, antes mesmo deles se tornarem visíveis em análises convencionais, numa fase em que podem ser bloqueados. Além disso, segundo o palestrante, pessoas que não tem câncer, ao fazerem a biópsia líquida, terão um painel genético capaz de revelar se existe a possibilidade daquele individuo desenvolver a doença ou não.

No encerramento da palestra, o Dr. Lago falou sobre as opções de tratamento como radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e a terapia alvo, um novo tipo de tratamento. Este tratamento surgiu através do melhor entendimento da ação dos genes, das proteínas e de outras moléculas presentes nas células tumorais, criando o conceito da terapia personalizada. Esses medicamentos são compostos de substâncias que foram desenvolvidas para identificar e atacar características específicas das células cancerígenas, bloqueando assim o crescimento e a disseminação do câncer.

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O papel da atividade física na prevenção e no tratamento do câncer de mama.

Postado em 26 de outubro de 2017


Quando o câncer de mama é diagnosticado, o tratamento passa pelas mãos de mais de um especialista. Além da importante atuação do mastologista, do oncologista, do nutricionista e do psicólogo, outros dois profissionais da saúde entram em ação: o educador físico e o fisioterapeuta. Conversamos com o educador físico Rodrigo Nascente dos Santos e a fisioterapeuta Bárbara Silveira, ambos da clínica Oncotrata Oncologia, para entender seu papel nessa luta.

A atividade física melhora o funcionamento do corpo, além de contribuir para a autoestima e bem-estar geral. "Qualquer atividade física estará contribuindo para a prevenção do câncer e outros males associados ao sedentarismo", afirma Rodrigo Nascente. Mas para serem executados, é essencial o acompanhamento de profissionais, pois estes "tem condições técnicas de promover uma evolução de acordo com o nível de condicionamento atual, isso resulta em segurança para o praticante", diz ele.

Em pacientes com câncer de mama, as atividades mais recomendadas são caminhada ou corrida, ioga e dança. Contudo, o planejamento físico vai depender de cada caso, da complexidade do estado de saúde, histórico clínico e a funcionalidade do paciente com câncer, explica Rodrigo. A situação é diferente com a fisioterapia, que atua no tratamento de complicações causadas pelo câncer e pelos medicamentos utilizados.

Bárbara Silveira conta que a fisioterapia precoce previne complicações, como limitação dos membros superiores, promove a recuperação funcional adequada, além de prevenir e controlar possíveis dores. Dentre os tratamentos estão os exercícios de fortalecimento muscular, drenagem linfática, manobras manuais para controle da dor e redução das fibroses.

A fisioterapia atua em todos os estágios, inclusive após a cura do câncer de mama. "Ela tem um importante papel na prevenção, minimização e tratamento dos efeitos adversos após o câncer". Esses efeitos podem ser perda de massa muscular, presença de linfedema, limitações dos movimentos, entre outros.

Todo o trabalho realizado por estes profissionais pretende melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Se você está passando ou já passou pela luta contra o câncer de mama, procure um educador físico e fisioterapeuta de sua preferência. Cuide-se!

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A importância do Outubro Rosa

Postado em 19 de outubro de 2017


O tipo de câncer que mais mata mulheres no mundo é o câncer de mama, segundo a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC). Com o intuito de chamar atenção para esse índice, o Outubro Rosa ocorre todo ano e já ganhou proporção internacional. Neste mês, as instituições públicas e privadas apoiam a campanha, o que promove aumento na procura de realização dos exames preventivos.

O INCA estima que o câncer de mama cause cerca de 500 mil mortes por ano. O alto índice pode estar relacionado pelo aumento da urbanização e do desenvolvimento, refletindo em uma sociedade industrializada com consumo exagerado de alimentos inadequados, excesso de peso e estresse. Esses fatores aumentam consideravelmente as chances de desenvolver um câncer. Pesquisas do INCA revelam que 30% dos casos poderiam ser evitados com uma vida mais saudável.

A melhor forma de diminuir os casos de câncer mamário é a prevenção, e o primeiro passo é adquirir bons hábitos de saúde. O INCA recomenda evitar o consumo de bebidas alcoólicas combinado com a prática regular de atividade física e alimentação balanceada. Além disso, os exames preventivos são de extrema importância para o diagnóstico precoce, responsável pela sobrevida de 88,3% dos casos, de acordo com o Instituto.

Leve uma vida mais saudável e mantenha seus exames em dia. Pratique o autoexame da mama ao menos uma vez por mês. Cuide-se

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A importância de manter os exames preventivos em dia

Postado em 16 de outubro de 2017


O diagnóstico de câncer de mama pode ser detectado precocemente, o que aumenta as chances de cura. Para isto, é necessário que as mulheres estejam em dia com seus exames de rotina e conheçam seu corpo, realizando o autoexame sempre que possível. A mastologista Ana Paula Muller, da clínica Oncotrata Oncologia, explica que a mamografia é recomendada a partir dos 40 anos, em períodos anuais. 

Segundo a Dr. Ana Paula, a prevenção começa já na infância, com a quantidade de informações sobre o autocuidado com o corpo em geral. A comunicação e o contato com a família é essencial, pois pode ser a melhor forma de estar informado sobre os cuidados com o próprio corpo já nos primeiros anos da puberdade, além de criar um vínculo de confiança entre os familiares. "A prevenção envolve desde a parte emocional, até a realização de atividades físicas e alimentação", completa ela. 

A realização da mamografia é recomendada anualmente, para mulheres a partir de 40 anos.  Contudo, o aumento da incidência de câncer de mama em mulheres com idade entre 20 e 30 anos, chama atenção para o cuidado com as mamas já neste período da vida. "Muitas pacientes com 20 a 30 anos já vem fazendo anualmente a mamografia e a ecografia mamária", comenta Dr. Ana Paula.

Os casos que enquadram uma pessoa no grupo de risco são histórico familiar de câncer de mama tanto em homens quanto mulheres, sobretudo em idade jovem, e histórico de câncer de ovário. Dessa forma, deve haver maior cuidado e acompanhamento profissional de prevenção, mantendo os exames em dia. É importante lembrar que o autoexame não substitui a consulta profissional, ele é apenas um recurso que, dependendo do caso, pode demonstrar precocemente o aparecimento de um nódulo.

A mastologista Ana Paula lembra que a prevenção também está associada a cuidados com a saúde em geral, como alimentação e prática de exercícios físicos. "Estudos recentes, demonstraram que, com mudanças de hábitos de vida, temos uma redução de até 30% de incidência de câncer" aponta. Mantenha seus exames em dia e conheça seu corpo. O câncer tem cura e o diagnóstico precoce é o primeiro passo para chegar a ela. Cuide-se! 

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Descobrindo o câncer de mama

Postado em 05 de outubro de 2017


Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC), o câncer de mama é o tipo mais comum de todos, além de ser o que mais mata mulheres no mundo. Receber o diagnóstico do câncer mamário é a preocupação de muitas mulheres, principalmente aquelas que possuem maior risco, por fatores genéticos ou idade avançada. O que muda na vida de alguém após ser diagnosticado com câncer de mama? A psicóloga Natalia Frizzo fala um pouco sobre o assunto, juntamente com a funcionária pública Maria Luz da Silva, que venceu o câncer mamário.

Assim que o diagnóstico de câncer de mama é revelado, o importante é que as mulheres mantenham o pensamento positivo, lembrando sempre que a cura é possível sim. A psicóloga Natalia Frizzo explica que estados emocionais alterados funcionam como abridores de portas para doenças oportunistas aparecerem. Da mesma forma, o tratamento de doenças pode ser afetado por nosso psicológico. "As emoções acabam atuando, ao longo de toda nossa história de vida, como grandes fatores de resiliência a processos de tratamento, inclusive", afirma.

No momento de descoberta do câncer de mama, a rede de apoio do paciente influencia muito no sucesso de seu tratamento. "As orientações básicas a respeito disso é: mantenham a proximidade e o afeto emocional", indica Natalia. A comunicação é essencial na qualidade do processo de cura, e deve ocorrer abertamente entre pacientes e familiares. A psicóloga diz que é preciso evitar o excesso de proteção, mas procurar entender os limites e capacidades de quem está passando por isso.

"Enfrentamos, assim como enfrentaremos todas as outras situações na vida", diz Maria sobre a luta contra o câncer de mama. Ela também incentiva que todas as mulheres busquem um tempo para a realização do exame preventivo, pois com ele foi possível descobrir a existência do seu nódulo em tempo viável de cura. "Nós nunca achamos tempo para nós mesmos, depois de um susto grande que nos lembramos: eu existo também."

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Entenda como é ser um doador de sangue

Postado em 28 de junho de 2017


A doação de sangue é um ato de solidariedade e amor. Quem doa oferece muito mais que sangue, presenteia com vida, esperança, carinho, tempo e compaixão. Com apenas uma doação é possível mudar a vida de até 4 pessoas, ajudando vítimas de acidentes e até pacientes com doenças crônicas. O blog Vida em Equilíbrio entrevistou Rogério Sola, doador de sangue há 25 anos.

Blog Vida em Equilíbrio: O que incentivou você a doar sangue?
Rogério Sola: Em 1992 tomei conhecimento do Projeto PROSANGUE da Cabergs. Como meu padrasto fazia hemodiálise, e eu já doava para ele, logo percebi a importância do Projeto e de imediato comecei a participar.

BVE: Qual seu tipo sanguíneo?
RS: A negativo (A-)

BVE: Porque você continua doando sangue regularmente?
RS: Todos sabem da importância deste ato, da necessidade das pessoas e da carência que existe nos hemocentros, eu faço a minha parte.
Em uma situação mais específica, no caso da boate KISS, por exemplo, havia a necessidade de doadores de plaquetas para gêmeas internadas no Hospital Mãe de Deus. Fui até lá e perguntei se queriam só as plaquetas ou todo o sangue. Ficaram com tudo.
É um ato que, além de fazer bem para a alma, faz bem para o sistema cardiovascular também.

BVE: Há quanto tempo você é doador?
RS: Há mais de 25 anos.

BVE: Em que local você doa sangue?
RS: Já doei em hospitais, hemocentro e clínicas particulares. Ultimamente estou doando no Banco de Sangue Mãe de Deus.

BVE: Quanto tempo leva o processo de doação?
RS: Todo o processo, que envolve chegada ao local, identificação, entrevista, doação, lanche (sim, ainda nos oferecem um saboroso lanche) até a saída, dura em torno de uma hora. Desconsiderando alguma fila de doadores aguardando sua vez.

BVE: Doar sangue dói?
RS: Não! Doar não doí. A atitude é mais forte.

BVE: Como você se sente depois de doar?
RS: Normal. Não muda em nada a rotina. Ouso em dizer que até mais leve e feliz.

BVE: Já teve contato com alguém que foi beneficiado pela doação de sangue? Se sim, como foi?
Não doamos o sangue em si para a pessoa, fazemos uma reposição. Porém, já tive contato com beneficiados da reposição ou parente do mesmo (colega do banco). O sentimento das pessoas por este simples ato sempre é gratificante. A sensação em saber que ajudei alguém, de alguma forma, me faz lembrar os sinônimos de humanidade: bondade, benevolência, benignidade, magnanimidade, compaixão, piedade, misericórdia, clemência, caridade, compadecimento, enternecimento, beneficência, generosidade, sensibilidade, compreensão, brandura, coração, mansidão. Por sinal, qualidades estas que parecem estarem perdidas neste grande planeta chamado terra.

Torne-se um doador e ajude a salvar vidas também. Aqui no blog já falamos um pouco sobre a importância da doação e os pré-requisitos do doador, você pode conferir no link https://goo.gl/KSZBT7

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Veja como viver melhor com a asma

Postado em 22 de junho de 2017


A asma é uma doença inflamatória nas vias aéreas ou brônquios. Ela é muito comum e atinge cerca de 235 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Aqueles que sofrem da doença possuem a musculatura em volta do brônquio muito mais sensível a agentes irritantes do que as pessoas saudáveis. Ainda não se sabe a causa exata da doença, contudo suspeita-se que é desencadeada por fatores genéticos e ambientais. Uma vez que é manifestado o problema da asma, é preciso estar atento com situações que podem gerar uma crise e até levar a hospitalização, em casos mais graves.

A crise de asma é caracterizada pela falta de ar ou dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito ou peito pesado, chiado no peito e tosse. Esses sintomas variam e podem piorar à noite e na madrugada, ou com atividades físicas. Em alguns casos, é necessária a hospitalização, pois a respiração fica fortemente comprometida. Segundo o DATASUS (banco de dados do Sistema Único de Saúde) no Brasil ocorrem em média 350 mil internações anualmente por conta da asma, sendo essa a terceira ou quarta causa de hospitalização pela rede pública.

O início do inverno também pode ser um problema para aqueles que sofrem de asma, isso porque o ar se torna muito frio e seco. Nos pulmões existem estruturas chamadas de receptores térmicos, que são ativados com as oscilações de temperatura, e podem provocar as crises. Além disso, as gripes são comuns nessa época, e provocam ainda mais as doenças respiratórias, portanto é preciso um cuidado maior ao longo dessa estação. É importante estar bem agasalhado e lavar as roupas que estiveram guardadas por muito tempo. Deve-se, também, evitar mudanças bruscas de temperatura, como sair de um local muito quente para outro muito frio.

Organismos como ácaros e fungos são potentes gatilhos para provocar a falta de ar no asmático. Animais de estimação, poluição ambiental, pólen e fumaça de cigarro também são desencadeadores do ataque de asma. Recomenda-se que, quem sofre da doença, procure evitar situações que podem desencadear a crise, para viver bem com o problema, sem necessitar do uso constante de medicamentos.

Infelizmente, essa doença não tem cura, e sua forma e intensidade de manifestação varia de pessoa para pessoa. Por isso, o tratamento é individual e, muitas vezes, intercalado, considerando que a asma pode se revelar mais agressiva ou até inexistente em algumas épocas. Existem diversos medicamentos utilizados para controlar a asma ou para conter uma crise forte. Contudo, se você sofre com esse problema, procure seu médico de confiança e peça o tratamento mais adequado. Cuide-se!

Fonte: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

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Doar sangue é salvar vidas

Postado em 14 de junho de 2017


O dia 14 de junho foi instituído, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o Dia Mundial do Doador de Sangue. O objetivo é homenagear a todos que ofertam seu sangue em prol da saúde do outro e incentivar quem ainda não doou a se tornar doador.  

O sangue é um tecido vivo que circula pelo corpo, essencial à vida. Todos os dias acontecem centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas que exigem transfusão, assim como os portadores de hemofilia, leucemia e anemias.

Além disso, doar sangue é um ato simples, tranquilo e seguro que não provoca risco ou prejuízo à saúde. Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente pelo menos duas vezes ao ano, os Hemocentros teriam Hemocomponentes suficiente para atender toda população. O sangue não tem substituto. Por isso a doação espontânea e periódica é fundamental. Uma única doação de sangue pode salvar várias vidas.

Doar sangue é uma atitude necessária, de solidariedade, cidadania e amor.

Requisitos básicos para doar sangue:

* Estar em boas condições de saúde;
* Apresentar documento oficial de identidade com foto;
* Ter idade entre 16 e 69 anos, sendo que os candidatos a doadores com menos de 18 anos deverão estar acompanhados pelos pais ou por responsável legal;
* Pesar no mínimo 50 Kg com desconto de vestimentas;
* O limite de idade para a primeira doação é de 60 anos;
* Não estar em jejum e evitar alimentação gordurosa;
* Ter dormido pelo menos 6 horas antes da doação;
* Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação;
* Não fumar pelo menos duas horas antes da doação.

Intervalos para doação de sangue:

» Homens - 60 dias (máximo de 04 doações nos últimos 12 meses).
» Mulheres - 90 dias (máximo de 03 doações nos últimos 12 meses).

Honestidade também salva vidas. Ao doar sangue, seja sincero na entrevista.

Algumas situações impedem a pessoa de doar sangue. São elas: 

- Pessoas com diabetes;
- Pessoas que sofrem de problemas neurológicos;
- Portadores de doenças da tireoide;
- Portadores de hepatite após os 11 anos de idade;
- Usuários de drogas injetáveis e/ou crack;
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas ao vírus HTLV I/II e doença de Chagas;
- Ter recebido sangue há menos de 10 anos;
- Ter realizado cirurgia importante há menos de 6 meses;
- Em caso de amamentação, se o parto ocorreu há menos de 12 meses;
- Ter realizado tatuagem, piercing ou acupuntura nos últimos 12 meses;
- Ter sido exposto a uma situação de risco para transmissão de doenças infecciosas, por via sexual ou pelo uso de drogas.
- Estar usando medicamentos como antibióticos, quimioterápicos, antibacterianos, corticoides, anticoagulantes, entre outros.

Após a doação, também devem ser tomados alguns cuidados, como por exemplo: 

- Antes de deixar o banco de sangue, permanecer sentado por 15 minutos, no mínimo, e aproveitar o momento para comer e beber o lanche oferecido;
- Ingerir quantidades extras de líquidos nas primeiras 24 horas após a doação. Isto ajudará na reposição do volume de sangue perdido;
- Não ingerir bebidas alcoólicas por 24 horas;
- Não fumar por 2 horas;
- Evitar exercícios físicos extenuantes por 12 horas, incluindo subir rampas e escadas. Isso porque existe o risco de o doador apresentar fraqueza, tontura ou até desmaiar.
- Manter o curativo no local da agulha por 4 horas, no mínimo. Caso volte a sangrar, pressionar o local por 2 a 5 minutos e então trocar a curativo, que deverá permanecer por mais 4 horas.

Os tipos sanguíneos são um fator importante, tanto para quem doa, quanto para quem recebe. Os tipos A e O são os mais comuns, enquanto AB e B são mais raros. Portadores do sangue na categoria O podem doar para qualquer pessoa, mas só podem receber doações de sangue da sua mesma categoria. Por outro lado, as pessoas com a tipologia do sangue AB podem receber de qualquer pessoa, porém só podem doar para receptores do seu mesmo tipo sanguíneo. Os portadores de sangue na categoria A podem doar apenas para outras do tipo A ou AB, assim como o sangue de tipo B só pode ser doado para receptores do tipo B e AB.

A Cabergs Saúde oferece aos seus beneficiários o Programa de Doação de Sangue - PROSANGUE, que tem o objetivo de incentivar a doação voluntária e oferecer o suprimento de sangue para quem necessita. Atualmente, o programa conta com 304 doadores voluntários cadastrados. Para fazer parte do PROSANGUE, entre em contato com a Gerência de Prevenção e Promoção da Saúde, através do telefone (51) 3262.9212 ou pelo e-mail prevencao@cabergs.org.br.

Observe se você possui os pré-requisitos e seja um doador. O seu ato pode salvar muitas vidas e ainda encorajar outros a se tornarem doadores também. Para quem precisa, todos os tipos de sangue interessam!

FONTE: Fundação Pró-Sangue, Hemocentro RP, Hepcentro, Hemorgs

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INCA alerta para os danos ao desenvolvimento causados pela produção de fumo

Postado em 31 de maio de 2017


O tema da campanha coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o dia 31 de maio, data estabelecida em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial sem Tabaco, será "Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento". Isto porque, além de danos à saúde pública, a produção e o consumo causam impactos socioambientais significativos e pouco conhecidos.

Para a produção, é necessário o consumo de lenha para aquecer as estufas que secam as folhas de tabaco, levando ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempos de mudança climática. Além disso, segundo o INCA, um estudo revelou que em 2011 foram gastos R$ 23 bilhões no Brasil com o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de algumas das mais de 50 doenças relacionadas ao tabaco.

Um estudo mundial publicado na revista BBC Brasil em abril deste ano, revelou que o tabagismo é responsável por uma em cada 10 mortes no mundo. O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes: 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens. Entretanto, a boa notícia é que, com impostos mais altos e avisos sobre danos à saúde nos maços de cigarro, o Brasil está entre os campeões de queda do número de fumantes. Em 25 anos, a porcentagem de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. No entanto, é preciso manter o alerta e o foco nas ações de conscientização e políticas, como a proibição do consumo em ambientes fechados.

De acordo com o INCA, dados de 2016 sobre a epidemia global do tabaco indicam que quase seis milhões de mortes por ano são causadas pelo consumo do cigarro. 
Destas, mais de 600 mil são fumantes passivos (pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes). Conforme a Fundação do Câncer - instituição sem fins lucrativos que, desde 1991, capta recursos e investe em prevenção, diagnóstico precoce e assistência - o ato de fumar no Brasil é responsável por: ¿ 200 mil mortes por ano (23 pessoas por hora).

- 25% das mortes causadas por doença coronariana – angina e infarto do miocárdio.

- 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos.

- 85% das mortes causadas por bronquite crônica e enfisema pulmonar (doença pulmonar obstrutiva crônica).

- 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos).

- 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).

- 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

A boa notícia é que nunca é tarde para parar de fumar e dar um basta na progressão destes danos! Cuide-se hoje, pare de fumar!

A Cabergs pode lhe apoiar. Conheça o Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que conta com abordagem multidisciplinar e orientação cognitivo-comportamental. Realiza atendimento por meio avaliação médica, grupos de apoio e acompanhamento pela equipe da Gerência de Prevenção e Promoção da Saúde e, ainda, se for necessário, proporciona subsídio à medicação prescrita.

Para maiores informações contate pelo telefone (51) 3262 9212 ou pelo e-mail: prevencao@cabergs.org.br

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Vacinação contra a hepatite: o que devo saber?

Postado em 24 de maio de 2017


As hepatites virais são doenças silenciosas que atacam o fígado, e dificilmente são detectadas no início do contágio, podendo desenvolver uma forma aguda e levar a hospitalização ou morte. Os cinco tipos de hepatite possuem diversas formas de contágio e prevenção - alguns tipos, inclusive, podem ser evitados através da vacinação. O Blog Vida em Equilíbrio entrevistou o médico clínico Dr. Paulo Alencastro, que esclareceu algumas dúvidas comuns em relação à vacina contra a hepatite.

De acordo com o Dr. Paulo, as hepatites A e E podem ser transmitidas através da má higiene dos alimentos, água contaminada e falta de saneamento básico. "Em relação às hepatites B, C e D, o cuidado se volta ao corpo. A transmissão ocorre por meio do contato com o sangue, esperma e outros fluídos corporais contaminados", aponta o Dr. Paulo. Para evitar o contágio, é importante não compartilhar agulhas, lâminas de barbear ou escovas de dente e usar preservativo em todas as relações sexuais. No combate às hepatites do tipo A e B, contamos, ainda, com a ajuda da imunização, pois são as únicas que podem ser prevenidas através da vacinação.

Para garantir a imunização completa, é necessário estar atento às doses da vacina. Alencastro explica que, no caso da hepatite A, devem ser realizadas duas doses com um intervalo de um mês, e de 6 a 12 meses depois, reforçar com uma terceira dose. Na imunização contra a hepatite B, são necessárias três doses, sendo a segunda e a terceira com um intervalo de 1 e 6 meses depois da primeira. As crianças também podem receber a imunização para as hepatites, aplicada em doses menores, sendo administrados 0,5 ml da vacina, enquanto nos adultos a aplicação é de 1 ml.

Em relação ao Calendário de Vacinação, a rede pública de saúde oferta a imunização contra a hepatite A para os seguintes públicos: crianças de 15 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias; crianças menores de 13 anos com HIV; adultos portadores de doenças hepáticas crônicas e problemas de coagulação; adultos portadores de HIV e das hepatites B ou C; pessoas com doenças genéticas, trissomias ou fibrose cística; candidatos a transplante de órgão; transplantados e doadores de órgão ou de medula óssea; pessoas com doenças do sangue e imunodeprimidos. Já a vacinação para hepatite B pode ser feita logo após o nascimento. Além disso, é realizada em adolescentes de 11 a 19 anos, adultos de 20 a 59 anos, gestantes e idosos acima de 60 anos (dependendo da situação vacinal). "A vacinação também é indicada para profissionais da saúde, hemofílicos, nefropatas e imunodeprimidos", afirma o especialista.

Como qualquer imunização, as vacinas contra as hepatites A e B podem ocasionar algumas reações. "As doses contra hepatite A podem causar vermelhidão, enduração e dor, todos de intensidade leve, em menos de 25% das crianças e 60% dos adultos. Efeitos como cefaléia, mal-estar geral, fadiga e febre são relatados em aproximadamente 15% dos vacinados, mais frequentemente em adultos, e a anafilaxia é rara", aponta Alencastro. Após a aplicação da vacina contra hepatite B, pode ocorrer dor no local da injeção, febre baixa, mal estar, cefaleia e fadiga.

Mas afinal, existe alguma contraindicação para receber a imunização? De acordo com o Dr. Paulo, a vacinação contra a hepatite A é contraindicada na ocorrência de hipersensibilidade imediata após o recebimento de dose anterior, ou de histórico de hipersensibilidade aos componentes da vacina. A vacinação contra a hepatite do tipo B também é contraindicada para pessoas com hipersensibilidade aos componentes da vacina. Além disso, Paulo explica que, "quando a vacina for com bactéria atenuada ou vírus vivo, ela é contraindicada em casos de imunodeficiência congênita ou adquirida, neoplasia maligna e tratamento com corticoides".

Apesar de todos os cuidados com a higiene e prevenção contra as hepatites, a vacinação é a forma mais segura de evitar que sejamos infectados pelo vírus A e B. Se você tem interesse pela imunização, procure seu médico de confiança. Cuide-se!

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Você já ouviu falar da Hepatologia?

Postado em 10 de maio de 2017


No mês de maio a atenção da Cabergs Saúde é voltada para as hepatites virais. É importante estar alerta aos sintomas e formas de contágio dessas doenças, que costumam ser silenciosas. Aqui no Blog Vida em Equilíbrio, já mostramos os principais sinais e formas de prevenção de cada um dos 5 tipos de hepatite - A, B, C, D e E (https://goo.gl/vTiMBY).

É essencial, ao perceber qualquer um dos sintomas dessa doença, procurar um médico especializado. A hepatologia é o ramo da medicina responsável pelo estudo e tratamento das doenças relacionadas ao fígado, dentre elas a hepatite. O farmacêutico Marcelo S. Samuel é coordenador de estudos clínicos do Grupo de Hepatites do Prof. Hugo Cheinquer - Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Em entrevista para a Cabergs, ele explica um pouco sobre o ramo da Hepatologia e os tipos de hepatites virais e não virais.

Blog Vida em Equilíbrio: Quais as principais funções exercidas pelo fígado, pela vesícula biliar, pela árvore biliar e pelo pâncreas sobre o organismo? A hepatologia atua sobre todos estes órgãos?

Marcelo Samuel: As principais funções do fígado são: metabolização dos nutrientes digeridos (gorduras, proteínas, glicose); metabolização das substâncias tóxicas; produção de bile; produção de substâncias essenciais ao organismo (proteínas importantes como albumina e fatores de coagulação), além de produzir, armazenar e metabolizar vitaminas e ferro, entre outras; destruição de bactérias e outros germes.

A vesícula biliar armazena bile, que emulsifica gorduras e neutraliza ácidos na comida parcialmente digerida. Ela é lançada apenas quando o alimento que contém lipídeos (gordura) entra no trato digestivo, estimulando a secreção de colecistoquinina (um hormônio gastrointestinal).

Depois de ser armazenada na vesícula biliar, a bile se torna mais concentrada do que quando saiu do fígado, aumentando sua potência e intensificando seu efeito nas gorduras. A maior parte da digestão ocorre no duodeno.

A árvore biliar é o termo anatômico dado à via pela qual a bile é secretada pelo fígado para o duodeno. Este é referido como árvore porque inicia com muitos ductos pequenos que terminam no ducto biliar comum.

O Pâncreas tem por função secretar o suco pancreático produzido com a finalidade de digerir o alimento e secretar os hormônios (insulina, glucagon e somatostatina) que regulam os níveis de glicose sanguíneos.

BVE: Quais as diferenças entre as hepatites decorrentes de complicações no fígado e as hepatites virais?

MS: A hepatite é uma doença que surge quando há inflamação do fígado, células hepáticas, denominadas hepatócitos. Muitas doenças e complicações podem causar essa inflamação, entre elas, o uso de drogas, medicamentos, excesso ou uso crônico de álcool, produtos químicos, doenças autoimunes, infecções por diversos tipos de vírus ou acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática).

BVE: Quais são as principais formas de contágio das hepatites virais?

MS: As principais formas de contágio das hepatites virais são:
- Hepatites dos tipos A e E: contaminação através de água, condições inadequadas de saneamento básico e alimentos contaminados devido a condições inadequadas de higiene.
- Hepatites do tipo B, C e D: contato com sangue, através do compartilhamento de objetos perfurocortantes (agulhas ou lâminas de barbear) utilizados em transfusões sanguíneas no passado, estúdios de tatuagem e piercing, procedimentos odontológicos e cirúrgicos; procedimentos de manicure e pedicure (que não utilizam objetos descartáveis ou seguindo procedimentos de biossegurança); relações sexuais desprotegidas.

BVE: No caso das hepatites não virais, quais são as principais causas e sintomas?

MS: As hepatites não virais podem ser causadas pelo uso de drogas, medicamentos, excesso ou uso crônico de álcool, produtos químicos, doenças autoimunes ou acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática).
Os sintomas podem ser icterícia (amarelamento de pele e olhos), fezes claras, urina escura, coceira difusa na pele, dor abdominal, mal-estar e insuficiência hepática aguda (hepatite fulminante).

BVE: Além das hepatites e da cirrose, quais outras patologias hepáticas podem acometer o fígado?

MS: As consequências da hepatite (inflamação das células hepáticas) podem levar, de acordo com a causa relacionada, à doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e carcinoma hepatocelular.

BVE: De que forma podemos prevenir doenças hepáticas virais e não virais?

MS: As formas de prevenção quanto às doenças hepáticas, virais ou não, são:
- Bons hábitos de higiene, principalmente aqueles relacionados aos alimentos;
- Alimentação saudável, evitando o abuso do álcool, gorduras e doces;
- Uso de preservativos nas relações sexuais;
- Imunização, a partir das vacinas disponíveis prevenindo as Hepatites A e B;
- Preferência por serviços de manicure, pedicure, piercings e tatuagem que trabalhem com a preocupação do uso de materiais descartáveis. No caso de reutilização de materiais, que os profissionais garantam a esterilidade dos mesmos com processos de esterilização e autoclavagem eficientes quanto à eliminação de possíveis fontes de contaminação.

BVE: De que maneira posso saber se estou com alguma complicação hepática, tanto no fígado quanto na vesícula biliar, árvore biliar e pâncreas?

MS: A determinação da causa de qualquer complicação pode ser realizada através de exames bioquímicos, exames sorológicos de triagem e exames de imagem aliados à anamnese clínica do estado do paciente pelo médico assistente.

BVE: Quais as diferenças de sintomas entre doenças agudas e doenças crônicas do fígado?

MS: Nas doenças hepáticas agudas o paciente pode apresentar icterícia, fezes claras, urina escura, coceira difusa na pele, dor abdominal, mal-estar e insuficiência hepática aguda (hepatite fulminante). Os pacientes com hepatite crônica costumam passar anos assintomáticos, desenvolvendo sintomas apenas quando já há sinais de cirrose.

BVE: O uso de suplementos alimentares e vitamínicos pode sobrecarregar a metabolização do fígado? Como evitar isso?

MS: A metabolização hepática pode ser sobrecarregada por alimentos, medicamentos, suplementos alimentares e vitamínicos. A sua utilização não é contraindicada, no entanto, deve ser avaliada a sua necessidade caso a caso e monitorada clinicamente com o auxílio de exames complementares – análises laboratoriais ou de imagem – tanto em um indivíduo saudável quanto em um indivíduo comprometido hepaticamente. O limite entre o medicamento que pode curar e causar algum dano é muito estreito, mesmo quando estamos com o metabolismo hepático em perfeito funcionamento. O controle do adequado funcionamento do organismo deve ser verificado a todo o momento e, não apenas, quando percebemos que algo pode não estar bem conosco.

A prevenção é sempre a melhor forma de combater a hepatite. Consulte um médico e faça os exames regularmente. Cuide-se!

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Você conhece todos os tipos de hepatites virais?

Postado em 03 de maio de 2017



As hepatites são doenças originadas por vírus que prejudicam o fígado e podem causar cirrose e câncer. Elas são silenciosas e normalmente detectadas quando já estão em estágio avançado. Existem cinco tipos de hepatite, classificadas por letras: hepatite A, B, C, D e E. Alguns sintomas comuns são febre, fraqueza, mal-estar, dor abdominal, enjoos e náuseas, vômitos e perda de apetite. Para se prevenir, é importante observar as condições de higiene e saneamento básico. Mas qual a diferença de uma para outra?

Hepatite A

A hepatite A, conhecida como "hepatite infecciosa", é causada pelo vírus A (VHA) e é uma doença contagiosa. Ela pode ser transmitida no contato com indivíduos ou no consumo de água e alimentos que estejam contaminados pelo vírus. Na maioria dos casos não apresenta sintomas, porém os mais comuns são cansaço, tontura enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, peles e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Dicas de prevenção: 
- Lavar as mãos após ir ao banheiro e antes de preparar alimentos;
- Lavar bem os alimentos antes de consumi-los;
- Lavar adequadamente pratos, talheres, copos e mamadeiras;
- Não se expor a esgoto aberto;
- Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária ao lavar o banheiro;
- Crianças: A vacina contra a hepatite A, está disponível nos postos de saúde da rede pública do país, para crianças com a partir dos 15 meses de idade. 

Hepatite B

O vírus da Hepatite B (HBV) está presente no sangue, no esperma e no leite materno. A hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível e seus sintomas se manifestam de um a seis meses após a infecção. Os sintomas mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Dicas de prevenção: 
- Tomar as três doses da vacina contra hepatite B – disponível postos de saúde da rede pública do país;
- Usar camisinha em todas as relações sexuais;
- Não compartilhar objetos pessoais como: lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.

Hepatite C

Causada pelo vírus C (HCV) a hepatite C, já foi chamada de "hepatite não A não B". Não existe vacina para essa doença e seus sintomas raramente de manifestam. Entretanto os sintomas mais comuns podem ser cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Assim como a B, a hepatite C é uma doença sexualmente transmissível. Ela não possui vacina, mas a sua prevenção é fácil.

Dicas de prevenção: 
- Não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes;
- Usar camisinha em todas as relações sexuais.

Hepatite D

A hepatite do tipo D é um pouco diferente das anteriores. Isso porque, para contrair este tipo de hepatite é necessária a infecção prévia por hepatite B. Também chamada de Delta, a hepatite D é causada pelo vírus D (VHD). Ela pode ser transmitida simultaneamente à hepatite do tipo B ou em portadores do vírus B.

Dicas de prevenção: 
- Tomar as três doses da vacina contra a hepatite B, já que a hepatite D depende da presença do vírus do tipo B para contaminar uma pessoa;
- Usar camisinha em todas as relações sexuais;
- Não compartilhar objetos pessoas como: lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.

Hepatite E

A hepatite E é causada pelo vírus VHE e é rara no Brasil, sendo mais comum na Ásia e na África. Sua transmissão pode ocorrer através do contato com indivíduos ou no consumo de água e alimentos que estejam contaminados pelo vírus. Assim como os outros tipos, a hepatite E é silenciosa, podendo apresentar alguns sintomas em raras exceções. Os sintomas mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Dicas de prevenção: 
- Lavar as mãos após ir ao banheiro e antes de preparar alimentos;
- Lavar bem os alimentos antes de consumi-los;
- Lavar adequadamente pratos, talheres, copos e mamadeiras;
- Não se expor a esgoto aberto.

Em todos os casos, a prevenção é essencial. Fique atento aos sintomas e consulte o seu médico. Cuide-se!

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8 de Março – Dia Internacional da Mulher: que papel é esse?

Postado em 08 de março de 2017


A palavra "mulher" nunca gerou tantos questionamentos como nos últimos anos. Qual o papel dela na sociedade, qual a importância do feminismo, da luta por direitos, do fim do machismo e do feminicídio? A mulher de décadas atrás era mãe, esposa e dona de casa. Hoje, assume o justo e merecido papel de profissional reconhecida, além de continuar atribuindo os valores familiares de antigamente. 

Conversamos com a psicóloga Cecília Marques* sobre esses papeis e como eles estão em constante evolução. Confira o bate papo:

Blog Vida em Equilíbrio: Qual é o papel atual da mulher na sociedade?

Cecília Marques: O papel da mulher na sociedade depende muito do contexto social e da cultura em que ela está inserida. Um ponto em comum entre qualquer modelo civilizatório e em todos os tempos da história da humanidade é que nós mulheres somos as geradoras da vida. O cuidado dos filhos sempre foi compartilhado por outras atividades laborais, mas até o surgimento da sociedade industrial, estas tarefas eram mais restritas ao espaço doméstico. A partir daí a mulher assumiu uma posição como operária nas fábricas e indústrias, a Revolução Industrial trouxe uma nova realidade econômica e modificou o papel da mulher. 

Sendo assim, o papel que nos é projetado tem uma relação forte com as condições econômicas: o acesso à geração de renda garante mais possibilidade de decisão da mulher sobre o papel que almeja desempenhar.

Um exemplo disso são as comunidades que vivem em situação de pobreza, em que uma das consequências da falta de acesso à saúde, educação e lazer é o alto índice de gravidez na adolescência.

Na atualidade, observamos um mundo em que, apesar do capitalismo global, coexistem diversos modelos de vida em sociedade e assim, observamos mulheres ocupando cada vez mais papéis de poder, tanto na política como no mercado de trabalho. 

No que se refere à vida sexual, observamos que nós mulheres podemos cada vez mais decidir sobre nossos próprios corpos, qual ou quais serão nossos parceiros ou parceiras sexuais, se teremos ou não filhos. Assim como coexiste com essa liberação crescente, mulheres que vestem burca, meninas sendo casadas precocemente por acordo de seus familiares, mulheres sendo traficadas para o comércio sexual, entre outras situações muito primitivas. 

O que quero destacar neste contraponto é a possibilidade de decidir ou não sobre o próprio corpo, em alguns locais já temos condições sócio culturais da mulher viver a partir de seu desejo e, em outros, a mulher ainda é objeto do desejo de outro. E estas diferenças não são encontradas entre pontos distante como ocidente ou oriente, pelo contrário, são modelos que coexistem em uma mesma cidade.

Observo que na atualidade para a maioria das mulheres que tiveram acesso aos estudos, o seu papel é primeiramente ter uma profissão e, se tiver boas condições de vida, ter seus filhos.

Há ainda um terceiro ponto, que se refere à estética feminina, então se observarmos as revistas femininas e outras mídias voltadas às mulheres, percebemos que ainda recai sobre nós a ideia de que temos o papel de estar belas. 

BVE: E esses papeis ainda estão em transformação?

CM: Sim. Há ainda muitos ajustes necessários no modelo de trabalho. Primeiro acessamos espaços para além do habitat doméstico, instituições criadas na lógica masculina. Assim conquistamos o acesso à renda, com isso temos aumentado nosso poder de decidir e influenciar decisões. 

Agora buscamos formas de equilibrar essa inserção, tornando os espaços institucionais mais viáveis para a qualidade de vida feminina, para a conciliação com ser mãe e com o cuidado de si.

O que é bom também para os homens, o movimento de humanização do parto e nascimento, por exemplo, defende que o homem também precisa de mais tempo para os filhos, precisa de uma licença paternidade maior. Então vejo que temos um papel transformador da sociedade.

Não podemos deixar de considerar que há ainda muita resistência às conquistas alcançadas até aqui, o que se expressa nos altos índices de violência contra a mulher. 

O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos países com maior número de crimes praticados contra mulheres, é o que revela o "Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil".  Em 2014, a cada dia, 405 mulheres precisaram de tratamento médico em decorrência de agressão sofrida.

A residência é o local onde as mulheres estão mais vulneráveis. Cerca de 71% dos casos de violência ocorre dentro de casa. Na maioria das vezes, o agressor é alguém que a vítima conhece: um familiar, um vizinho ou amigo. Precisamos seguir avançando na proteção à mulher. Conforme formos vencendo esses desequilíbrios, muitas transformações ainda vão surgir.

BVE: Os movimentos em prol dos direitos das mulheres têm causado impacto positivo?

CM: Na minha visão, o impacto tem sido positivo. Perante tantas desigualdades nas condições de vida entre mulheres, os movimentos feministas promovem a união, e com as redes sociais isso tem se ampliado ainda mais. Assim, mulheres com menos acesso ao conhecimento sobre seus direitos podem encontrar ajuda entre aquelas que estão mais ativas na luta pela garantia de direitos. Também é possível encontrar apoio emocional entre pares que passam por problemas semelhantes e assim vamos nos fortalecendo cada vez.

O acesso à informação e a união protege a mulher das mais variadas formas de violência, as quais ainda somos suscetíveis.

O movimento que mais tenho acompanhado é o da humanização do parto e nascimento, que tem cada vez mais protegido as mulheres da violência obstétrica, problema com alta incidência no Brasil. A troca entre mulheres favorece que saibam onde estão as instituições e profissionais que oferecem risco e isto vai articulando uma rede de proteção. 

BVE: Essa imagem em transição pode afetar a autoestima e segurança das mulheres?

CM: O que vemos é que para muitas mulheres aumentaram as possibilidades de escolha sobre qual é a vida que irão ter, por outro lado, quando ficamos sem espaço para reflexão e autoconhecimento pode ocorrer uma sobrecarga, caso se caia na cilada de querer assumir todos os papeis ao mesmo tempo: belas, mães, profissionais, intelectuais, realizadas sexualmente, etc. 

Um alerta importante é que estudos apontam que a prevalência de depressão é duas vezes maior entre as mulheres em relação aos homens. Este momento histórico de transição nos modelos culturais e com desigualdade nas condições de vida nos convida a buscar um equilíbrio, a superar a condição de refém do desejo do outro (empregadores, maridos, filhos) para poder viver nossos próprios desejos.

Mas para poder viver nosso desejo precisamos descobrir o que desejamos. As mulheres buscam mais cuidados em saúde, assim como formação em saúde, se entrarmos em salas de aula de profissões da saúde como psicologia, fisioterapia, enfermagem, fonoaudiologia, vamos encontrar poucos alunos homens. Queremos nos conhecer, queremos poder escolher.

Uma novidade interessante também é que estão crescendo os grupos de ajuda mútua entre mulheres. Esses espaços de cuidado grupais, presenciais ou virtuais, fortalecem muito as mulheres para seguirem no mundo a partir de suas próprias escolhas.

Encontramos muitos grupos voltados às mulheres nos serviços de saúde pública, assim como tem surgido cada vez mais grupos de estudo sobre o sagrado feminino, onde as mulheres aprendem e refletem sobre seu ciclo menstrual, sua ancestralidade, observando as mudanças entre as últimas gerações, olhando e falando sobre os traumas trazidos pela dominação exercida pelo patriarcado e rememorando técnicas antigas e muitas vezes escondidas de cura entre mulheres, como o uso de plantas, aromas, rezas e benzeduras. 

*Cecília de Castro e Marques é Mestre em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS e Especialista em Psicologia Clínica pela Clínica de Atendimento psicológico da UFRGS. Possui graduação em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e tem experiência na área de Psicologia Clínica, Psicologia Social, Pesquisa Avaliativa Participativa e em Saúde Coletiva.

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Queremos falar sobre a Carina!

Postado em 19 de outubro de 2016


Durante o Outubro Rosa temos divulgado, aqui no Blog Vida em Equilíbrio e nas redes sociais, os diversos fatores relevantes quando o assunto é câncer de mama. Listamos os alimentos que favorecem a saúde do organismo, e também a importância do cuidado com o bem-estar físico nessa batalha. Explicamos o passo a passo do autoexame e a necessidade de exames periódicos. Mas nesse Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, queremos falar apenas sobre superação. Sobre enfrentar essa difícil luta e sair vencedora, cheia de amor pela vida e por cada adversidade que ela nos propõe. Hoje, queremos falar sobre a Carina.

A Carina, beneficiária de Santa Cruz do Sul, percebeu há dois anos um pequeno caroço durante o autoexame, no banho. "Relatei o achado para a minha médica e desde então passamos a investigar o que poderia ser através de exames". Na época, após encaminhamento para um mastologista, ela realizou uma punção que apontou um nódulo benigno, chamado fibroadenoma. "O médico me explicou que isso era comum na minha idade e que eu não deveria me preocupar, apenas tinha que acompanhar". Passado um ano, ao realizar os exames de revisão, o nódulo tinha aumentado, sem que ela percebesse. "Eu resolvi ouvir a opinião de outro mastologista, que me sugeriu que fizesse uma biópsia antes de optar pela remoção do nódulo. Com o resultado veio a surpresa e o susto... não sabia o que estava por vir", relata a beneficiária, hoje com 35 anos.

O pânico da notícia acabou provocando uma baixa na imunidade e causando uma pneumonia, que atrasou o início do tratamento por mais um mês. "Esse foi o momento mais difícil, realizei diversos exames para identificar meu prognóstico, eu realmente não sabia com o que estava lidando".

"Até o segundo ciclo de quimioterapia eu ainda estava inconformada e muito abalada. Parei com minhas atividades profissionais e atividades físicas porque a baixa de imunidade já não me permitia mais". Ela, que sempre foi viciada em atividade física, teve que dar adeus aos músculos que tinha conquistado ao longo dos anos. "Perder o corpo que eu tinha foi o mais difícil durante a quimioterapia, muito mais que a perda do cabelo. Por mais que o objetivo do tratamento seja salvar a vida, o impacto psicológico de qualquer mudança física é muito grande e não deve ser menosprezado. De tudo, essa transformação ainda é o que mais me incomoda, e cada passo que dou dentro da academia é uma vitória", desabafa.

"Senti que era hora de parar tudo e cuidar de mim. Começar a batalha para sair daquela situação". A Carina resolveu, então, encarar o tratamento como uma oportunidade para fazer coisas que ela nunca achava tempo para fazer, como leitura, assistir filmes e séries, aprender a fazer crochê, usar aplicativo para aprender inglês no celular. "Aprender e fazer coisas novas durante o tratamento foi muito importante, assim como o apoio da família, amigos e de toda a equipe multidisciplinar que cuidou de mim (nutricionista, psicóloga, enfermeiras, médicos, farmacêutica, fisioterapeuta), sem falar no acompanhamento de assistência social que tive pela Cabergs, que sempre se mostrou presente", afirma.

Com essa nova forma de reagir ao tratamento, o resultado foi o melhor possível: a quimioterapia da Carina tinha atingido o desfecho esperado. "Foi a maior felicidade da minha vida saber que a quimioterapia tinha sido efetiva após os 8 ciclos do tratamento".

Com isso, a Carina pode realizar a cirurgia de quadrantectomia, que diferente da mastectomia que retira a mama inteira, remove apenas o câncer e algum tecido ao redor dele. No mesmo procedimento, já fez a reconstrução mamária. "Eu saí da sala de cirurgia com a melhor sensação do mundo, de que o pior tinha ficado para trás. Eu sabia que estava tendo a chance de nascer de novo e poder ver o mundo de outro jeito, e isso é uma coisa que me emociona até hoje", conta.

O tratamento seguiu com radioterapia, fisioterapia e "muita paciência", como diz a Carina. Passado um ano do susto, ela segue em tratamento hormonal preventivo, mas com um prognóstico "o mais próximo da cura possível". "Minha vida voltou novamente e já retomei todas minhas atividades normais, com a diferença de que agora eu vejo o mundo com os olhos de quem acabou de nascer!".

O câncer pode ser vencido, com muita luta e positividade. Faça como a Carina, mantenha seus exames em dia, faça o autoexame com frequência e nunca, nunca mesmo, deixa de lutar!!

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Tratar varizes é questão de bem-estar

Postado em 30 de março de 2016



Cuidar das varizes não é apenas uma questão de estética, é saúde. Quando o problema não é tratado corretamente, pode acarretar não apenas incômodo, mas sérios riscos para o organismo.

Mas você sabe o que são varizes? De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - SBACV, varizes são veias superficiais anormais, dilatadas, cilíndricas ou saculares, tortuosas e alongadas, caracterizando uma alteração funcional da circulação venosa do organismo. Essas veias das pernas conduzem o sangue até o coração, após irrigar os membros inferiores, mas ocasionalmente deixam de trabalhar corretamente, e o sangue pode "empoçar" nas veias, causando as deformações e os sintomas que acompanham.

Os principais sintomas das varizes são as alterações de sensibilidade na pele, dor tipo "queimação" ou "cansaço", sensação das pernas estarem pesadas ou ardendo, edema (inchaço) das pernas, principalmente ao redor do tornozelo. Geralmente os sintomas amenizam com a elevação dos membros inferiores e agravam-se no fim do dia, quando a pessoa permanece por longo tempo em pé ou sentado, e com o calor.

A ocorrência de varizes é mais comum em pessoas que permanecem longos períodos de pé, e nas mulheres. Para o sexo feminino, os sintomas tendem a piorar nos períodos próximo ou durante a menstruação e também durante a gravidez.

Confira dicas da SBACV para evitar o aparecimento de varizes:
- Evite ganhos exacerbados de peso
- Mantenha uma dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal
- Procure não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado
- Não use cintas abdominais apertadas
- Realize caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica
- Não fume
- Se você sofre com varizes, consulte regularmente seu angiologista/cirurgião vascular

O tratamento para as varizes depende da veia a ser tratada, por isso é muito importante consultar o médico especializado. Algumas veias são tratadas cirurgicamente, como aquelas salientes e visíveis, que elevam a pele. Outras podem ser tratadas com escleroterapia, uma injeção de solução esclerosante dentro dos vasos, como é o caso das telangiectasias, vasos mais finos e superficiais. A retirada dessas veias é benéfica ao organismo, pois melhora a circulação dos membros inferiores, aliviando os sintomas e evitando as implicações da doença.

Cuide-se!

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A grandeza de ser mulher

Postado em 08 de março de 2016




Muito mais que apenas uma data comemorativa, o dia 8 de março está repleto de significados. A data é o símbolo de uma série de reivindicações e conquistas pelos direitos da mulher, principalmente no que diz respeito às questões trabalhistas.

Em março de 1911, cerca de 120 mulheres foram vitimadas em um incêndio que atingiu uma fábrica de tecidos em Nova York. Entre os motivos da magnitude da tragédia, está o fato de que o dono da fábrica, a fim de evitar as constantes greves por direitos das mulheres que ocorriam na época, trancava as funcionárias no prédio durante o expediente. Historicamente, há dúvidas da verdadeira origem da homenagem, mas o importante é o legado que a data deixou ao longo de mais de 100 anos de história.

Hoje o assunto é mais notório do que nunca. Não há quem não tenha ouvido falar em feminismo, em direitos iguais, em empoderamento da mulher. "Uma centena de anos se passou e são evidentes as conquistas das mulheres na área política, econômica, social e trabalhista", afirma a psicóloga Rejane Santos.

Para ela, ainda há muito espaço para avanços em todos estes segmentos "para que, via de regra, as mulheres se reconheçam e sejam reconhecidas em sua grandeza e valor, tenham liberdade de escolha e sejam respeitadas e tratadas com dignidade, onde quer que estejam, independe de classe, raça, etnia e orientação sexual".

Entretanto, a psicóloga ressalta que muitas destas lutas e conquistas se deram em prejuízo da essência do feminino, para que a mulher pudesse se tornar competitiva dentro de uma cultura expressivamente masculina. "Tudo que é vivo é mantido pela atração de duas forças igualmente poderosas e opostas, a masculina (yang) e a feminina (ying)", diz Rejane. "O ser humano, não é exceção, também em nós coexistem internamente estas mesmas forças que são expressas de formas distintas, de acordo com o gênero, homem ou mulher".

"Os anos 60 representaram a liberação da força do masculino que habita em nós mulheres e que permitiu nossas conquistas", afirma a psicóloga. Entretanto, "para que nós mulheres possamos viver e desfrutar de tudo que conquistamos e do que estamos por conquistar torna-se urgente e fundamental que façamos as pazes com essência do feminino", completa a psicóloga.

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Luta como alerta para a prevenção

Postado em 29 de outubro de 2014


A luta da bancária Aldira Zeballos, 56 anos, contra o câncer de mama começou em 2013, quando descobriu um nódulo no seio direito. O cuidado periódico da bancária com o autoexame e a mamografia não foram suficientes para mantê-la livre do problema. Após constatar um nódulo, Aldira não pensava que fosse algo sério, pois acreditava não pertencer ao grupo de risco da doença - não tinha histórico na família e além disso não usava anticoncepcionais nem hormônios durante a menopausa. 
 
"Eu fazia exames periódicos, mas depois de notar o nódulo, marquei bobeira e não fui imediatamente procurar ajuda médica. Acabei perdendo uma mama e permitindo que o sistema linfático fosse atingido pela minha demora", conta. Tão logo constatou a doença, a assistência imediata dada pelos médicos foi primordial: "Com o pedido de urgência, consultei no dia 26 de agosto e, no dia 9 de setembro, estava operando". Naquele momento, a quimioterapia não era indicada, pois o câncer havia atingido os linfonodos - também chamados de gânglios linfáticos, são pequenos órgãos espalhados pelo corpo, quase sempre envolvidos por tecido conjuntivo propriamente dito ou por tecido adiposo, presentes na região da axila. 

Enfrentando a doença

Após consulta médica com conceituada mastologista, Aldira encarou a mesa de cirurgia, em razão do tamanho que o nódulo havia atingido. Após retirar parte mama, ainda na recuperação a bancária teve que retornar à mesa de cirurgia para uma mastectomia total, devido a uma bactéria que prejudicava a restauração dos tecidos do seio. 

"Na primeira cirurgia da mama, eu estava tranquila, mas nesse dia eu realmente tive medo. Desta vez a infecção me fez acreditar que corria risco de vida", recorda. Felizmente, o procedimento foi muito bem sucedido. Depois, Aldira se submeteu a sessões de quimioterapia. Longo e doloroso, o processo foi assistido de perto pela equipe médica que acompanhou a paciente desde o início. 

As recomendações pós-cirurgia alertaram Aldira a adotar uma nova meta em sua vida: a redução de peso, que contribui para diminuir os riscos de a doença voltar. Por isso, a bancária faz natação e toma medicamentos diariamente, realizando exames e monitorando sua saúde com afinco junto aos médicos. Essa rotina deve ser seguida à risca por, pelo menos, mais cinco anos, tempo em que a propensão de reincidência é maior. Por isso, ela recomenda a todas as mulheres que levem a sério os indícios que o corpo apresenta avisando que há algo errado. 

Pensamento positivo

A postura positiva de Aldira ao longo de todo o processo foi benéfica na luta contra a doença e a fez renovar sua percepção sobre a vida: "hoje estou mais exigente", comenta. Agora, o que ocupa a cabeça de Aldira em lugar da dor são as novas perspectivas e planos. Com o fim da radioterapia, em junho deste ano, ela declara: "Estou feliz. Vou colocar um expansor para fazer a reconstrução a partir do ano que vem. Enquanto isso, uso um sutiã com enchimento e me preparo para uma aguardada viagem de férias a Paris". 

Boa viagem, Aldira! E você que está em falta com os cuidados, fique sempre alerta para os exames periódicos da mama. A prevenção é ainda o melhor remédio. Quer saber mais? Leia aqui sobre os métodos preventivos.

Fontes: inca.gov.br, www.icb.usp.br e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
*Texto revisado por Ana Michelle Rocha Torres / Coren-RS 156.816


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O que você precisa saber sobre prevenção do câncer de mama

Postado em 23 de outubro de 2014


O Outubro Rosa é uma ótima oportunidade para entendermos melhor como é possível prevenir o câncer de mama. Esse tipo de câncer é o segundo mais diagnosticado em todo o mundo. No Brasil, embora o tratamento seja, na maioria dos casos, satisfatório, ainda há um alto índice de mortalidade por conta da doença. Múltiplos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, e o somatório de todos eles determina os riscos individuais.
O surgimento se dá através do crescimento exagerado e desordenado de células, em geral, fruto de mutação genética, capacitando a célula a invadir os tecidos vizinhos ou formar colônias em órgãos distantes (metástase). Por isso, a melhor medida é a prevenção, com a mamografia e o autoexame. Conversamos com a Dra. Kenia Melissa Borghetti sobre os métodos preventivos possíveis. Kenia é mastologista do Centro de Mama da Clinionco, preceptora da Residência em Mastologia do Hospital Santa Rita e mestre em Patologia Experimental pela FFFCSPA. 

Autoexame
Segundo Kenia, o autoexame deve ser realizado pela mulher uma vez ao mês com o objetivo de "conhecer a sua mama e alertar para possíveis nódulos ou áreas endurecidas, alterações no mamilo, abaulamentos ou retrações da pele". Por isso, a importância de ser incentivado desde a adolescência, para que as mulheres fiquem aptas a identificar as alterações normais da mama de acordo com as fases da vida - as mamas podem sofrer alterações relacionadas ao período menstrual, à gravidez, à amamentação e à menopausa.  
Entretanto, poucas mulheres sabem que o dia escolhido para o autoexame também é importante. A especialista atenta para que a mulher que menstrua realize o autoexame no terceiro ou quarto dia após a menstruação, quando estão menos evidentes as alterações comuns do período pré-menstrual como aumento de volume e densidade da mama, que podem até ser confundidas com possíveis nódulos. Para a mulher que está na fase da menopausa, é importante escolher sempre o mesmo dia do mês para realizar o autoexame.

Mamografia 
"A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama. Aliada ao autoexame e ao exame clínico da mama realizado por um médico especialista, permite o diagnóstico da grande maioria das lesões malignas", explica a médica. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o início do rastreamento com mamografia anual a partir dos 40 anos. No entanto, a incidência do câncer de mama em mulheres com idade inferior tem aumentado no Brasil.
As mulheres que apresentam história familiar de câncer de mama - familiares de primeiro e segundo graus com diagnóstico antes dos 50 anos ou história de câncer de mama hereditário - devem iniciar seus exames de rastreamento ainda mais cedo. Em média, 10 anos antes da idade do familiar mais jovem que teve câncer de mama.  

Hábitos para reduzir os fatores de risco
Os fatores de risco mais importantes são idade, história familiar de câncer de mama e ovário, idade da primeira menstruação, idade da menopausa, número de filhos, idade da primeira gestação, amamentação, uso de reposição hormonal por mais de 10 anos, sedentarismo, consumo de álcool, tabagismo e obesidade. Por isso, uma dieta saudável e atividade física são fundamentais. 
A ingestão de uma dieta rica em frutas, verduras e legumes - pobre em gorduras e carne vermelha - é uma ação preventiva eficaz, bem como evitar o álcool e o cigarro. Além disso, uma rotina de atividade física é um fator conhecido para reduzir os riscos de diversos tipos de câncer. "Sabe-se que a atividade física regular reduz em 30 a 40% o risco de câncer de mama. O efeito positivo da atividade física está intimamente relacionado à redução do peso corporal e do percentual de gordura", aponta Kenia.
A crescente informação das mulheres sobre o câncer de mama e seus métodos de prevenção tem refletido em melhores taxas de sobrevida em comparação a décadas anteriores. Portanto, previna-se!

*Texto revisado pela Doutora Kenia Melissa Borghetti / CRM RS-22598


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Outubro é o mês da luta contra o câncer de mama

Postado em 01 de outubro de 2012


Há pouco mais de dez anos, o mês que se inicia ganhou uma cor: o cor-de-rosa. O Outubro Rosa é um movimento que se reconhece como popular e começou nos Estados Unidos, nos anos 1990, mas se espalhou pelo mundo. Com o objetivo de alertar sobre os cuidados precoces e a importância da prevenção do câncer de mama, hoje um grupo de voluntários, organizado como uma organização sem fins lucrativos, com ramificações em diversos países, realiza atividades durante todo o ano.

No Brasil, a atuação deste grupo começou recentemente, em 2008. Em outubro, as atividades se intensificam. Algumas delas são a iluminação de rosa de fachadas de prédios importantes e para as cidades, a organização de caminhadas e o trabalho de esclarecimento em locais públicos feito por voluntários. Em breve será divulgada a agenda de programação para este mês de outubro no Brasil e no Rio Grande do Sul. Acompanhe também e saiba outras informações no site www.outubrorosa.org.br

Por Grazieli Binkowski

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