Saúde e bem estar

A sua vida, mais saudável.

Dicas de saúde mental

Postado em 27 de janeiro de 2022


Mesmo com a correria do dia a dia é possível adotar atitudes para que seu corpo e sua mente estejam sempre em equilíbrio. Autoestima e confiança são características importantes para viver bem. Amar a si mesmo é o que nos protege nos momentos difíceis e o que dá força para superar os fracassos. Comemorar as pequenas conquistas e exercitar a gratidão são atitudes essenciais no processo de evolução e elas devem substituir os pensamentos de comparação com os outros.

Saiba que o corpo e a mente são influenciados diretamente pelas emoções, sentimentos e fatores externos; manter a saúde mental, no entanto, não é tão simples quanto parece. O convívio social, ou a falta dele, e todas as pressões do dia a dia podem trazer problemas que refletem na saúde física e psíquica. Hoje, nosso blog é dedicado a te dar dicas para que você consiga estar sempre em equilíbrio com o copo e a mente:

1 - Tenha uma rotina definida. A rotina ajuda a organizar seu cérebro e manter o foco.
2 - Foque na solução dos problemas e não nas dificuldades.
3 - Cuide de você! Faça exercícios diariamente, pois a prática de exercícios leva à liberação da serotonina e da endorfina, que são responsáveis pela sensação de bem-estar, ajudando a reduzir o estresse e a ansiedade.
4 - Faça listas do que é essencial, elas auxiliam a manter o controle das emoções.
5 - A falta de sono pode fazer com que você se sinta irritado e a dica é buscar ajustar seus horários para que possa dormir melhor e mais tempo, por isso, tenha boas noites de sono.
6 - Seja positivo, procure ressaltar os pontos positivos do seu dia a dia.
7- Seja grato até mesmo pelas coisas que você tem, pelos seus amigos e pela sua família.
8 - Quando precisar, reduza o ritmo, mas é importante você entender o seu ritmo e adequá-lo ao seu estilo de vida.
9- Exercite a mente. Reserve para si momentos para ler um livro, ouvir música, ir a museus e espaço artísticos.
10 - E as finanças? A Dica é focar em poupar, ter um estilo de vida menos voltado para os bens materiais e muito mais focado em garantir estabilidade e segurança em sua vida.
11 - Priorize o que te faz bem. Autoconhecimento é fundamental para cuidar da saúde mental.
12 - Busque ajuda profissional se precisar.

Você faz a sua vida e o tempo, não negligencie sua saúde mental e o convívio com a família, eles são fundamentais em sua vida. Faça mais por você e busque o que te faz Feliz, seja dançar ou cuidar das plantas, as boas escolhas e bons hábitos contribuem para que todos vivam melhor. Qual é o seu objetivo? Viver mais? Melhorar a qualidade de vida? Adoecer menos e acompanhar o crescimento das novas gerações? Busque um estilo de vida mais equilibrado e você conquistará todos eles.

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Quais os cuidados com a saúde mental que os adolescentes devem ter?

Postado em 20 de janeiro de 2022


A adolescência é um momento único, cheio de energia, entusiasmo e sonhos. Mas também é um momento de atenção, pois é nesta fase da vida que o jovem inicia seu processo de emancipação para a vida adulta. E a saúde mental é fundamental para fazer esta transição com maior equilíbrio. Promover o bem-estar psicológico mesmo durante a pandemia é um desafio, mas esta promoção ajuda a lidar com a instabilidade e os momentos de crise, que podem ser um gatilho para transtornos mentais.

Para manter a saúde mental em dia é importante aprender a gerenciar o estresse, incluir na rotina da garotada uma prática contínua de atividade física. Alguns estudos mostram que realizar atividade física, independentemente da idade, incentiva a liberação de hormônios para a manutenção do humor. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendado pelo menos 60 minutos de atividade física aeróbica moderada por dia para crianças e adolescentes. Manter a mente ocupada com leituras, jogos, hobbies e se divertindo ajuda a manter a cabeça ativa e livre de pensamentos negativos ou preocupações excessivas, prevenindo as doenças, uma vez que aumenta o bem-estar e a qualidade de vida das crianças e dos adolescentes.

Acompanhe a lista que criamos com itens que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a manter a saúde mental:

Tenha uma alimentação saudável;
Durma o suficiente e durma bem;
Pratique regularmente exercício físicos;
Reforçe as suas relações com os amigos, seja online ou presencialmente;
Dialogue e escute ativamente, sem julgamentos;
Faça atividades prazerosas, como escutar música ou ir no cinema, por exemplo;
Mantenha uma rotina para as suas atividades do dia.

Se você é responsável por algum adolescente, saiba que eles precisam de estrutura e de senso de normalidade para manter a estabilidade emocional. A Covid-19 trouxe um isolamento social que ainda está exigindo uma atenção com questões relacionadas à saúde mental, pois em tempos de ensino a distância, afastamento dos amigos, cancelamento de festas e viagens e mudanças de costumes, ainda exige-se muito equilíbrio. Por isso, é essencial manter as obrigações diárias, pois a rotina traz segurança. Tentar ao máximo ser criativo para encontrar distrações, buscar novas maneiras de se conectar com os amigos e procurar continuamente a felicidade também são formas de buscar a saúde mental.

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Saúde mental: mais uma variante

Postado em 14 de janeiro de 2022


Equilíbrio e serenidade são duas palavras importantes, pois neste mês de janeiro o mundo registrou 3,28 milhões de novos casos de Covid-19 em apenas um dia. Já se passaram vários meses desde que o mundo conheceu o Covid-19 e o cansaço, o esgotamento físico e mental pesam cada vez mais, em virtude das restrições da vida social e dos problemas provocados pela pandemia da Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estamos vivendo a fadiga pandêmica.

A fadiga pandêmica é causada pelo estresse, pela falta de perspectiva, pela falta de direcionamento e de planejamento da vida. O resultado disso é um grande incômodo que pode levar à depressão, à ansiedade, a alterações do sono, à irritabilidade, sem contar com novos comportamentos que começaram a se desenvolver depois da pandemia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade; e para manter o equilíbrio e a serenidade depois de tanto tempo de pandemia, com tantas informações recebidas nos grupos de WhatsApp, nos jornais e na internet, é muito importante focar na prevenção.

Os estudos feitos por um projeto inglês chamado Food and Mood mostram que aumentar o consumo de frutas, peixes e líquidos, ao mesmo tempo em que se diminui a ingestão de açúcar, cafeína e álcool, é algo que melhora quadros de instabilidade emocional, ajudando em casos de depressão, ataques de pânico e ansiedade, logo, manter uma vida com uma alimentação saudável contribui para você passar este momento da nova variante do covid-19, a ômicron, com mais tranquilidade. Evitar o contato com muitas notícias o tempo todo também é importante, apesar da importância de estar bem informado é relevante selecionar as informações, pois elas podem fazer com que você relembre e pense sobre a situação deixando a mente estressada e, com isso, o corpo e a mente acabam respondendo de maneira negativa.

Lembre-se que a saúde mental está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções. Assim, estar bem consigo mesmo e com os outros, aceitar as exigências da vida, saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida, reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário, significa ter uma boa saúde. Se você não se sente confortável com sua saúde, tente descobrir o que gosta de fazer, como exercícios, cozinhar, assistir tv, brincar com os filhos, cantar¿ Busque novos focos e tire a atenção do que gera a sua ansiedade.

Se você não conseguir sozinho, não hesite em buscar ajuda profissional, ou se preferir, ligue para o CVV – Centro de Valorização da Vida, que atende de forma voluntária e gratuita todos aqueles que precisam de ajuda ou de apoio emocional. O atendimento acontece por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. Para ligar, basta digitar o número 188 de qualquer linha telefônica fixa ou celular, as ligações são gratuitas.

No site https://www.cvv.org.br também é disponibilizado atendimento via chat, Skype e e-mail. Fique bem e tenha saúde!


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Mantenha a mente em equilíbrio constante

Postado em 06 de janeiro de 2022


Quando nossa saúde mental não vai bem, todas as áreas da nossa vida são impactadas: nosso bem-estar físico, nossas relações interpessoais, nossa relação com comida e bebida, a qualidade do nosso sono, concentração e desempenho intelectual, nossa capacidade socioafetiva, libido e por aí vai... Janeiro é o mês da campanha sobre a saúde mental aqui na Cabergs. Será que você tem cuidado dela com toda a atenção que ela merece?

A autoestima e o autocuidado são palavras que caminham juntas no processo de valorização pessoal e de saúde mental. Praticar o autocuidado contribui para proteger sua saúde mental. Comece tendo uma boa alimentação e noite de sono, se alongue e evite colocar-se em perigo. Estar atento às emoções é fundamental para identificar se é necessário buscar a ajuda de um terapeuta. Com conhecimento técnico, o profissional sabe identificar sinais e sintomas de patologias emocionais e conduzir o tratamento corretamente, para que você desfrute de uma saúde mental plena. O Covid-19 ainda está aí e manter as suas conexões com os amigos e com a família evita que você se sinta sozinho.

Você pode manter sua mente ativa de várias formas, como por exemplo, buscando momentos de leitura, ouvir um podcast ou até mesmo jogar jogos de tabuleiro ou palavras cruzadas. Preste atenção na sua conexão com a vida e com a paz. Meditar, buscar valores, se envolver com causas sociais e acompanhar nossas redes sociais com informações sobre a saúde mental são boas formas de se cuidar.

Pratique o autocuidado, tenha um olhar cuidadoso e atento para si mesmo e não se prenda aos padrões da sociedade. Seja feliz!

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Setembro Amarelo: Cultura do cancelamento acende alerta sobre saúde emocional

Postado em 30 de setembro de 2021


Se você está inserido no mundo virtual e conectado através das redes sociais já viu diversos episódios de "cancelamento", principalmente com pessoas públicas. Nesses casos, são grupos de pessoas que querem justiça social, praticam bullying e, inclusive, violência física como forma de retificação. Situação como essa, seguida por perseguição online vem sendo relatada com maior frequência a partir do movimento #MeToo – ação contra assédio e agressão sexual.

Analisando a cultura do cancelamento, o objetivo é realizar justiça social através de boicotes e banimento de pessoas, eventos ou marcas que assumem comportamentos considerados incorretos ou que ferem valores de um grupo. Muito desse comportamento é intrínseco do ser humano, porém, por se tratar da internet, muitas vezes os linchadores acreditam serem anônimos, mas acabam prejudicando a saúde emocional do outro e, pode, inclusive, resultar em suicídio.

Para os jovens de hoje, esse assunto é bastante polêmico, pois fere o emocional e, muitas vezes, o físico. Usuária assídua de redes sociais, Caroline Silva Campos, 20 anos, mantém-se alerta sobre o assunto e percebe que a cobrança está excessiva e tem abalado muitos jovens. Ela afirma que nunca viveu nenhum caso de bulliyng, mas já foi rechaçada por expressar sua opinião política nas mídias sociais. "As pessoas confundem os julgamentos e acabam "cancelando" os outros, isso está cada vez pior", inicia ela. "Já presenciei alguns casos de bullying virtuais e foi extremamente aterrador", conclui.

Para os julgadores, a internet é um local sem lei, sem identidade, onde todos se tornam juízes das ações do próximo. E, para muitas celebridades, o cancelamento é algo comum na vida delas, pois constantemente recebem críticas negativas por suas ações. Cantores, atores, apresentadores e influenciadores digitais já passaram muitas vezes por isso. No entanto, pessoas que estão longe da fama podem sofrer ainda mais e desenvolverem depressão, ansiedade e transtorno do pânico. Por isso, buscar ajuda é possível! O Centro de Valorização da Vida – CVV é uma entidade sem fins lucrativos que atua através de ações com o objetivo de valorizar a vida e prevenir o suicídio.  Todos podem ligar para o número 188, entrar em contato através do e-mail ou chat, de forma gratuita e receber ajuda emocional.

Por isso, lembre-se: você não está sozinho. Converse com familiares e amigos, compartilhe os seus sentimentos e busque auxílio de um profissional da saúde. A Cabergs possui especialistas capacitados que podem lhe auxiliar. O tema: Setembro Amarelo – Prevenção ao Suicídio, nos mostra que uma palavra de afeto pode mudar a vida de uma pessoa.

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Internet!? Como ela pode ajudar na prevenção ao suicídio?

Postado em 23 de setembro de 2021


A tecnologia nos cerca a todo momento e nos próximos dois blogs vamos falar sobre as conexões com a internet. Elas podem ser tanto ruins, como no "cancelamento" nas redes sociais (será tema da próxima semana do blog), quanto benéficas.

Você já sabe que hoje há diversas tecnologias, plataformas e as próprias redes podem ser aliadas na prevenção do suicídio, inclusive auxiliando no diagnóstico precoce de transtornos mentais, como a depressão.

Você já ouviu falar no "Algoritmo da Vida"? Se você é usuário do Twitter, saiba que, observando os usuários desta plataforma, a revista Rolling Stone lançou em 2019 o projeto Algoritmo da Vida, que identifica postagens de pessoas com ansiedade e depressão e busca ajudá-las. Este algoritmo identifica expressões, frases e palavras geralmente utilizadas por quem apresenta algum tipo de transtorno e pode estar pensando em se machucar. Uma vez que é identificado que o usuário precisa de ajuda, uma mensagem privada é enviada para essa pessoa, abrindo espaço para uma conversa e indicando o número do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Agora, você sabia que o Instagram foi, em 2017, eleito como uma das piores redes sociais para a saúde mental dos jovens, aumentando níveis de ansiedade e distúrbios de sono e de autoimagem? Foi através de uma pesquisa da Royal Society for Public Health, em parceria com a Young Health Movement, que esta informação foi verificada. É claro que a plataforma desde lá se transformou e se atualizou e, uma das suas prioridades a partir disso, é mantê-la como um lugar seguro e solidário. A rede social, para ajudar quem precisa, implementou através de hashtags ligadas à depressão e à ansiedade um aviso perguntando se a plataforma pode ajudar o usuário, onde ele é encaminhado para uma página com opções como "Fale com um amigo", que encaminha mensagem ou liga para alguém da sua confiança, "Fale com um voluntário" ou "Receba dicas".

A tecnologia está na palma da mão, não é mesmo? E, muitas vezes, precisamos nos preocupar com a nossa saúde mental e também a das crianças e, pensando nisso, o Google desenvolveu o Family Link, um aplicativo que permite que pais ou responsáveis implementem regras digitais para a garotada. Neste app é possível gerenciar quais aplicativos são baixados, controlar tempo de tela e bloquear o dispositivo. E você já ouviu falar no "Tá Tudo Bem"? Este é um app desenvolvido por uma brasileira com o objetivo de auxiliar na prevenção e desmistificação do suicídio. Ele tem entre suas funcionalidades botões emergenciais: "preciso falar com alguém" e "preciso de ajuda". Ele oferece também informações e notificações diárias de apoio emocional e uma lista de contatos de emergência.

Se você pesquisar na web informações de autoajuda, sobre prevenção e motivação, a internet pode se tornar um local de encontro e unir quem oferece ajuda e quem precisa dela, transformando os cuidados com a saúde mental e ampliando a diminuição dos casos de suicídio.

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A importância do autoconhecimento na busca por uma vida mais feliz

Postado em 16 de setembro de 2021


Autoestima e confiança: características importantes para viver bem. Mas e você, como se sente em relação a si próprio? Para abordar esse tema, a Coach Esportiva Ana Beatriz Maletta, graduada em Relações Públicas, conversou com a Cabergs.

A treinadora mental inicia o bate papo explicando a importância do autoconhecimento. Segundo ela, saber com clareza "quem sou eu" e "onde quero chegar" é o primeiro passo para alcançar autoestima e autoconfiança. Não saber responder essas duas perguntas abre espaço para insegurança, confusão e outros sentimentos desencorajadores.

A raiz da autoestima é o amor próprio, que se sobrepõe aos defeitos. Todos nós estamos em constate evolução e desenvolvimento. Ninguém é perfeito. Amar a si mesmo é o que nos protege nos momentos difíceis e o que dá força para superar os fracassos. Além disso, é preciso consciência de que todos nós passamos por altos e baixos na vida. Ignorar esse fato é extremamente prejudicial na busca por autoconhecimento e autoestima. É preciso aceitar que os momentos ruins chegam e reconhecer os gatilhos que levaram a ele para que a fase seja superada.

E se você leu esse blog até aqui deve estar pensando que tudo na teoria é muito mais simples do que na prática. Para mudar essa perspectiva, Ana propõe alguns questionamentos: O que te motiva? Por que você quer chegar lá? O que te faz querer avançar? Onde está o seu foco? "Ninguém está motivado todos os dias. Entender com clareza seus objetivos te faz ter força nos momentos ruins para não desistir. Por isso o autoconhecimento é tão importante", explica.

Além disso, também vale lembrar que toda ação tem uma reação. E apesar de não termos controle sobre as ações externas, nossa reação diante dos desafios e dificuldades depende exclusivamente de nós. Segundo Ana, "Ainda que tenhamos errado, podemos agir transformando o erro em aprendizado, ou em um fardo pesado que nos faz ficar estagnado".

Ela também pontua que dar um passo de cada vez, comemorar as pequenas conquistas e exercitar a gratidão são atitudes essenciais no processo de evolução e que elas devem substituir os pensamentos de comparação com os outros. Principalmente na era digital em que vivemos, é preciso consciência de que nem tudo, ou quase nada do que aparece na tela do celular é de fato verdade. As redes sociais são meros recortes daquilo que as pessoas querem mostrar. A vida real vai muito além disso. Como recado final, a Coach alerta: "Se você se sente sozinho, com problemas de autoestima ou de tristeza profunda, procure ajuda e vença essa fase ruim. Existe uma vida linda esperando para ser vivida por você."

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Onde buscar ajuda?

Postado em 09 de setembro de 2021



Você pode ajudar e ser ajudado. Saiba que não existe uma receita para transformar magicamente as pessoas, mas a conscientização, a prevenção e a informação são fundamentais. Só assim é possível levar as pessoas em necessidade a buscarem ajuda, além de criar um alerta para que a sociedade em geral saiba identificar e auxiliar esses indivíduos. Pessoas com sentimentos suicidas, no fundo, querem acabar com a dor e não com a vida. Empatia e diálogo ajudam elas a enxergar outras soluções para os seus problemas além da morte. Mas onde buscar ajuda?

Existem diversos lugares com atendimento gratuito e com informações para ajudar, um deles é o Centro de Valorização da Vida (CVV), uma entidade sem fins lucrativos que surgiu em São Paulo, em 1962. O CVV atua prestando apoio emocional com ações de valorização à vida e prevenção do suicídio. Todos que precisam de ajuda podem ligar gratuitamente para o número 188, ou enviar email e chat, que podem ser acessados pelo site CVV | Centro de Valorização da Vida. Neste ambiente é possível conversar, desabafar e dividir seus problemas e alegrias 24 horas por dia em todos os dias da semana.

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, desenvolve a política de vigilância em saúde, que propõe-se a integrar as vigilâncias para o desenvolvimento da nova prática sanitária na gestão do SUS, fomentando a intersetorialidade e a integração das atividades e dos sistemas de informação. E é através do Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio que você pode obter ajuda. Para contatar com eles estão disponíveis no site o email: comitesuicidio@saude.rs.gov.br e o telefone: (51) 3901-1070. No link, disponibilizamos o Guia Intersetorial de Prevenção do Comportamento Suicida em Crianças e Adolescentes.

No site oficial da campanha Setembro Amarelo (Setembro Amarelo - Prevenção ao Suicídio - Brasil) há disponibilidade o ano inteiro de materiais para auxiliar a todos. São diversos recursos de uso público, que vão desde materiais online para download, como a Cartilha Suicídio - Informando para Prevenir entre outros materiais.

Você também pode ajudar sendo um bom ouvinte, não minimize o problema, ofereça companhia para ir até um centro de saúde, demonstre que você se preocupa e que está disponível para ajudar sem julgamentos. Evite deixar a pessoa sozinha e busque orientar para que consiga ajuda profissional especializada, seja um psicólogo ou um médico psiquiatra. O importante é: ao ver qualquer sinal em você ou noutra pessoa, agir para ajudar e ser ajudado, preservando vidas.

Ouse, arrisque, não desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz.
Clarice Lispector

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SETEMBRO: é tempo de prevenção

Postado em 02 de setembro de 2021


Os números do suicídio crescem e, com o objetivo de prevenir e reduzir estes números, a campanha Setembro Amarelo, fomentada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), desde 2004 vem almejando prevenir e conscientizar contra o suicídio. E, aqui na Cabergs não é diferente, durante todo o mês de setembro vamos abordar este assunto em nossos canais de comunicação.

Você já deve ter lido em um dos nossos blogs sobre a origem do setembro amarelo. Relembre a história de Mike Emme dos Estados Unidos. Mike, era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica. Sua marca registrada era seu carro, um Mustang que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. No ano 1994, Mike cometeu suicídio aos 17 anos. Sua família e os amigos não perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. Em seu funeral, uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: "Se precisar, peça ajuda". A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se por todo o mundo.

A campanha mundial do Setembro Amarelo chama a atenção da população para um problema que há décadas é omitido: o suicídio. Cercado de mitos e tabus, o ato é tratado até hoje com certo distanciamento e preconceito. Neste ano, em nossas redes sociais você vai encontrar informações e motivações do suicídio, pois a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida; no Brasil são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos e mais de um milhão no mundo. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias. Uma grande barreira deste assunto é que muitas vezes as pessoas não querem ver e negam a situação. A pessoa que pensa em tirar sua vida acredita que não existam soluções para os seus problemas e, normalmente, dá sinais de um desequilíbrio emocional, que pode passar despercebido por familiares e amigos. A depressão, problemas afetivos ou familiares, uso de drogas ou álcool, bullying, traumas emocionais e diagnóstico de doenças são os fatores de risco mais comuns.

Esses números alarmantes demonstram a importância de falarmos sobre o tema e também a necessidade de formação e treinamento dos profissionais da saúde e dos trabalhadores de serviços de emergência para a identificação das pessoas com este risco. Em setembro, fique conosco, informe-se, motive-se: "Nada é mil maravilhas. Tudo na vida tem problema. As coisas boas quando são maiores, apagam as coisas ruins." Diego Hypólito.

Lembre-se! Se precisar, peça ajuda.

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Como está o seu cérebro?

Postado em 15 de abril de 2021



Talvez você não saiba, mas o cérebro também envelhece. Mas como evitar que ele envelheça?

Para buscarmos esta resposta, precisamos primeiro entender o envelhecimento e saber que ele é um conjunto de mudanças que ocorrem com a idade e que naturalmente acontecem diminuições das nossas capacidades fisiológicas, motoras e cognitivas. Algumas das funções do córtex cerebral incluem o pensamento e raciocínio, memória, consciência, atenção, consciência perceptiva e linguagem, e algumas doenças ao longo da vida acabam favorecendo o envelhecimento do cérebro como um todo, não só do córtex, bem como o uso de certas substâncias. Mas tudo isso pode ser prevenido e a idade fisiológica vai depender das condições do nosso organismo.

Manter uma vida saudável sempre favorece o envelhecimento saudável do corpo como um todo, não só do nosso cérebro. Manter a nossa mente estimulada e desafiada é fundamental para o bom funcionamento dele e, para isso, é possível realizar estímulos para a mente com jogos, que vão desde o videogame até o quebra-cabeças. Eles ajudam a melhorar a memória e desenvolver a capacidade de tomada de decisões, bem como ajudam os neurônios a serem reativados. A prática de atividades como palavras cruzadas, cruzadinhas e jogos para encontrar erros nas imagens, por exemplo, favorecem as conexões cerebrais mantendo o cérebro ativo por mais tempo. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Proceedings of the National Academy of Sciences, praticar exercício físico contribui para o aumento do volume do hipocampo, que é uma parte cerebral que estimula a memória e cujo o volume costuma diminuir com o avançar dos anos.

Mas quando é preciso consultar um neurologista?
Fazer consultas de rotinas com seu médico é importante para manter a saúde como um todo, mas quando amigos, a família e até mesmo você percebe que a falta de memória passa a interferir nas atividades diárias ou, de alguma forma, ela afeta a sua autonomia, é importante consultar um médico neurologista. Estes esquecimentos vão desde não conseguir lembrar-se do que almoçou ou jantou no dia; ter dificuldade em manter uma conversa, perdendo a linha de raciocínio ou não se lembrando de palavras. O estilo de vida influencia a atividade cerebral, então
o segredo é continuar com a mente ativa. Quanto mais exercitado estiver o cérebro, mais afiado e preparado estará. Abaixo, deixamos para você uma lista com dicas para manter seu cérebro ativo:
Mantenha sua alimentação saudável;
Durma bem;
Em vez de escrever lista de compras do supermercado, decore-a;
Procure escovar os dentes com a mão não dominante;
Faça caminhos diferentes para ir para casa;
Aprenda uma língua nova;
Ensine os outros;
Faça cálculos sem a calculadora;
Monte quebra-cabeças;
Jogue jogos de tabuleiros.

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Redes sociais, internet e a infância!

Postado em 18 de fevereiro de 2021



Com certeza você já escutou a frase "já nasceu sabendo usar o celular" ou "mexe no computador melhor que eu". Se por um lado o excesso de tecnologia traz prejuízos, por outro a tecnologia pode aprimorar o raciocínio lógico, memória e concentração, ajudando inclusive a criança a pensar com mais agilidade, de maneira lógica e adquirindo flexibilidade de raciocínio. É claro que esta é a parte "boa".

Você já deve ter falado muitas vezes para alguma criança "cuidado ao atravessar a rua"; com a internet é igual! É preciso ajudar os pequenos a entenderem o que é bom e real. Então, para te ajudar, separamos sete dicas importantes com o acesso às redes sociais e jogos:
1 - Oriente a criança a nunca aceitar desconhecidos em suas redes, seja TikTok ou em jogos populares em plataforma online.
2 - Oriente a criança a não enviar fotos, seja dela ou da sua casa para pessoas estranhas.
3 - Nunca marque encontros, nem dê seu endereço.
4 - Na internet existe o cyberbullying, então explique para a criança o que é e oriente a não fazer com os outros o que não gostaria que fizesse com você!
5 - É importante deixar claro que ela não está sozinha e que é importante se proteger.
6 - Na internet é muito comum usar gírias, abreviações, emojis entre outros, contudo o adulto deve esclarecer para a criança como e quando usar para que não haja interferência no rendimento escolar.
7 - Estabeleça limites, inclusive de tempo de acesso.

Com a pandemia, a utilização da internet cresceu e uma das formas do adulto responsável pelos pequenos ajudar a resguardar a criança é redobrando o uso de ferramentas para privacidade e segurança nos dispositivos por elas usados. Nesse processo de conhecimento, o papel da família e¿ fundamental e a melhor prevenção e¿ a informação. Entre as crianças, o aplicativo mais popular é o TikTok: com mais de 2 bilhões de downloads durante o primeiro trimestre de 2020, ele é compatível tanto em iOS quanto Android e permite criar, editar e compartilhar vídeos de curta duração que, dependendo de como utilizado, até rentabiliza o dono da conta.

Uma pesquisa realizada sobre o uso da internet pela TIC KidsOnline Brasil e divulgada na cartilha do Ministério da Família, Criança e Adolescente revelou que 86% são usuários da internet (entre crianças e adolescentes) e que 93% deles utilizavam o telefone celular para acessar a internet. A TIC KidsOnline Brasil também evidenciou o aumento na realização de atividades multimídia por crianças e adolescentes quando 83% afirmaram ter assistido a vídeos, programas, filmes ou séries online. Pela primeira vez na série histórica do estudo, essas atividades passaram a ser as mais frequentes entre as crianças e os adolescentes, superando pesquisas na internet para trabalhos escolares (74%) e o envio de mensagens instantâneas (77%).

A internet traz uma gama de possibilidades e oportunidades, que vão desde o aprimoramento de conhecimentos escolares quanto armadilhas, que podem trazer muitos prejuízos psicológicos, materiais, físicos e morais e que, dependendo do grau de complexidade, podem gerar danos para o resto da vida. Os adultos, pais e responsáveis são a referência para as crianças, não só comportamental como também das boas práticas de prevenção à saúde. Assim, dar conselhos às vezes não basta, é necessário demonstrar com o exemplo. Então, te deixamos a pergunta: como é o seu acesso a redes sociais e à internet?

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Você procura ajuda quando precisa?

Postado em 28 de janeiro de 2021


É muito comum não darmos atenção à nossa saúde mental. Vamos ao médico quando temos dor de barriga, se temos um machucado, mas se não estamos bem mentalmente, não temos o hábito de buscar ajuda. Manter a autoestima elevada, ser positivo, reunir amigos e familiares em chamadas pela internet e praticar exercícios físicos ajudam as pessoas a serem mais felizes.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), no Brasil são mais de 18 milhões de pessoas que sofrem de transtorno de ansiedade. Alterações de humor, ficar triste ou chateado com algum comentário negativo é normal, contudo, quando passamos a não controlar mais as emoções, é necessário parar e refletir, até mesmo se você passa por crises de insônia e dores no corpo sem explicação, podem ser um sinal de alerta.

Dar atenção à saúde mental ajuda a manter o equilíbrio. Lidar com as emoções, administrar e gerir os sentimentos requer atenção. Já parou para se perguntar como está a sua qualidade de vida? Você pratica exercícios físicos regulares e mantém contato com os amigos e a família? Se a sua resposta for negativa, é importante buscar ajuda. O Centro de Valorização da Vida, o CVV, atende de forma voluntária e gratuita todos aqueles que buscam uma ajuda emocional: a ligação é gratuita e pode ser feita pelo número 188. Outra opção são os CAPS – Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde) que são serviços de saúde abertos e comunitários que realizam atendimento às pessoas com sofrimento. Além destas duas opções, você pode procurar por um profissional da área de psiquiatria ou psicologia.

A saúde mental precisa de atenção em todos os ciclos da vida, na infância, na adolescência e na terceira idade. A saúde mental infantil, por exemplo, se manifesta de maneira diferente e é muito comum seus sintomas serem confundidos com problemas comportamentais, dificultando o diagnóstico. Muitas vezes, estes problemas são confundidos com birra e até má criação. Se a criança demonstra comportamentos atípicos e até agressivos, seja em casa ou na escola, procure orientação especializada. A chegada da menarca marca uma transição no desenvolvimento das meninas; já nos meninos, múltiplas mudanças físicas, emocionais e sociais registram a chegada da adolescência. Nesta idade é fundamental que pais e responsáveis pelos jovens promovam a adoção de padrões de sono saudáveis, exercícios regulares e busquem desenvolver habilidades interpessoais para que eles possam aprender a administrar suas emoções. Já no grupo sênior, o ideal é que procurem manter em sua rotina atividades que reduzam o estresse e a ansiedade e que mantenham o cérebro ativo e jovem por mais tempo. Em todos os momentos da vida, busque sempre estar de bem consigo e com os outros, para que você seja sempre muito feliz!

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Uso excessivo de internet

Postado em 21 de janeiro de 2021


E agora? O uso da internet faz bem ou mal para a saúde mental? Tudo vai depender de como ela é utilizada por você!

Atualmente a internet passou a ser indispensável: usamos para trabalhar, nos divertir e até realizar compras, mas a nossa relação com os canais que utilizamos merece atenção. Um exemplo disso são os impactos que o uso excessivo das redes sociais pode trazer para cada indivíduo.

A tecnologia aproximou o futuro e encurtou distâncias, os jovens estão cada vez mais conectados e, com isso, surge a importância de buscar e estar atento para a saúde mental das crianças, adolescentes e jovens, já que os adultos conseguem ter maior autonomia entre o que é correto e errado ou o que é bom e ruim para si. A fase em que ainda vivemos, com o isolamento social em virtude da pandemia, deixa as pessoas mais vulneráveis aos distúrbios psicológicos, como por exemplo ansiedade excessiva, impulsividade, transtornos de humor, entre outros, causados pela utilização exagerada de redes sociais. Neste caso, dicas de como se distrair, fazer o que nunca tem tempo de realizar, ler livros, ver filmes, conversar com quem está junto em casa e aproveitar a reclusão pensando nos pontos positivos que existem são boas formas de manter a sanidade em meio à tanta informação que recebemos diariamente.

Apesar do uso excessivo da internet trazer diversas dificuldades para a saúde mental, também existem pontos positivos, como facilitar os acessos. As videochamadas, proporcionadas por esta tecnologia, aproxima amigos, familiares e facilita o trabalho no home office, evitando a solidão e conectando pessoas de todo o mundo. Outro aspecto é a facilidade de busca por informação: muitas pessoas puderam aumentar seus conhecimentos, seja em instituições de ensino, cursos e até mesmo em grupos.

A internet oferece agilidade, interação e instantaneidade, mas para aproveitar seus benefícios é preciso maturidade para entender até onde cada um pode chegar com o que a tecnologia nos oferece. Manter a sua saúde mental em equilíbrio vai depender da qualidade do conteúdo escolhido para o seu consumo. Assim como a internet pode ser uma grande aliada, sem os devidos cuidados ela pode se tornar o vilão. Para se preservar da exposição excessiva, você pode adotar alguns cuidados, como por exemplo limitar o tempo de exposição (principalmente se forem crianças e adolescentes), procurar navegar em páginas confiáveis, monitorar os sites que as crianças costumam navegar, evitar mostrar sua vida pessoal nas redes sociais e buscar consumir conteúdos de qualidade na rede, que sejam positivos e que tragam benefícios para sua vida como, por exemplo, assuntos sobre bem estar, ciências ou conhecimentos gerais. O importante é sempre buscar manter o equilíbrio e o seu bem-estar emocional

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Como influenciar positivamente a saúde mental

Postado em 14 de janeiro de 2021


Lidar com as emoções não é fácil, ainda mais quando paramos para resgatar como foi 2020. Administrar os sentimentos e mantê-los sadios exige atitudes diárias para assegurar o equilíbrio deles.

Existem alguns fatores que contribuem para manter a mente sã. A qualidade de vida e a prática de exercícios físicos são alguns dos pontos chaves. Driblar o distanciamento social através da internet e manter o convívio com as pessoas e familiares é essencial para ficar equilibrado. Mas como podemos fazer isso? Aí vão algumas dicas:

1 - Assuma um compromisso com você mesmo: faça exercícios diariamente; a prática de exercícios leva à liberação da serotonina e da endorfina, que são responsáveis pela sensação de bem-estar, ajudando a reduzir o estresse e a ansiedade. Se você não pratica exercícios, uma boa dica é começar pelo nosso canal no YouTube, pelo qual você pode realizar os exercícios que publicamos lá https://www.youtube.com/channel/UCm1uyhb1m_J_YsCWsxKmHOg

2 - Estabeleça metas; pense em um dia de cada vez, desta forma você não vai se sobrecarregar. Faça listas do que é essencial, elas auxiliam a manter o controle das emoções.

3 - Crie uma rotina; inicie estabelecendo um roteiro como, por exemplo, tomar café da manhã, depois organizar a cama, depois ir para o home office e assim por diante, até fechar o seu dia indo dormir. A rotina ajuda a organizar seu cérebro e manter o foco.

4 - Procure ressaltar os pontos positivos do seu dia a dia: agradecer é uma das formas de alimentar sentimentos que favorecem a sensação de bem-estar. Seja grato até mesmo pelas coisas que você tem, pelos seus amigos e pela sua família. Outra forma é filtrar o que é importante do que não é, o que é útil e o que não é.

5 - Durma bem; a falta de sono pode fazer com que você se sinta irritado e a dica é buscar ajustar seus horários para que possa dormir melhor e mais tempo.

6 - Foque na solução; por mais que existam dificuldades, ficar se lamentando não vai resolvê-las, então tenha paciência e procure diferente soluções e, se precisar, peça ajuda.

Trabalhar a saúde mental, assim como a física ajuda a pessoa a manter sua capacidade de executar suas habilidades pessoais e profissionais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde mental é um completo estado de bem-estar físico, mental e social.

Cabe ressaltar que algumas vezes é necessário o acompanhamento médico para manter a saúde mental em dia. Existem disfunções orgânicas que podem acontecer por diversos motivos e, neste caso, o acompanhamento especializado é necessário para tratar a depressão ou um transtorno bipolar por exemplo. Mas lembre-se, você pode ter uma boa saúde mental ficando bem consigo mesmo, buscando lidar com suas emoções e enfrentando as situações dia a dia.

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Viva bem sempre incluindo em pandemias.

Postado em 07 de janeiro de 2021


O primeiro mês do ano é conhecido como Janeiro Branco, uma campanha dedicada aos cuidados com a saúde mental. E em meio a uma pandemia, que já dura alguns meses e modificou a rotina de todos nós, o assunto se torna ainda mais relevante.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de saúde é bem mais abrangente que a simples ausência de doença. Trata-se de um completo estado de bem-estar físico, mental e social que permite ao indivíduo o exercício de seus direitos sociais e de cidadania, assegurando condições de interação social para uma convivência segura. Além disso, ele é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.

Precisamos admitir que, nos últimos meses, cuidar da saúde mental tornou-se uma tarefa um pouco mais difícil para boa parte da população. O medo de um vírus invisível e imprevisível, a perda de entes queridos, o isolamento social e, para muitas pessoas, a incerteza do futuro profissional, gerou sérias consequências. Vivemos tempos únicos. Até certo ponto, é esperado sentir-se mal, ansioso, com raiva, insatisfeito ou triste diante de tantos desafios que aparecem na nossa frente. E esse é mais um motivo para estarmos atentos e responsáveis em relação ao cuidado com nossos sentimentos e emoções.

Exercitar-se regularmente é um dos principais segredos para manter corpo e mente saudáveis. Estudos mostram que a atividade física pode tratar depressão leve a moderada tão efetivamente quanto a medicação antidepressiva, mas sem os efeitos colaterais, é claro. Ela alivia a tensão e o estresse, aumenta a energia física e mental e melhora o bem-estar através da liberação de endorfina.

Durante a atividade física, o corpo naturalmente produz mais serotonina e endorfina, neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar que reduzem o estresse e a ansiedade, melhoram a cognição e a memória e ajudam a manter o cérebro jovem.

Também é importante buscar manter uma rotina de casa, do trabalho e de lazer organizada, ter o hábito de conversar com os amigos e familiares, cuidar do sono e manter uma alimentação adequada e saudável. Caso julgue necessário, busque ajuda profissional. A terapia é uma grande aliada da mente e pode transformar a sua maneira de encarar as coisas.

E se você ainda não sabe exatamente o que fazer para cuidar da sua saúde mental, confira as dicas que separamos para você:

- Use a tecnologia a seu favor
O distanciamento físico ainda é necessário. Então aproveite a tecnologia para falar sobre assuntos engraçados e interagir com os seus familiares e amigos.

- Cuidado com o excesso de informações
O excesso de informação pode ser entendido pelo seu organismo como uma sobrecarga de estímulos, o que pode aumentar os níveis de estresse e de ansiedade. Procure evitar a leitura excessiva de estímulos negativos e informe-se sempre em fontes oficiais.

- Procure hobbies e atividades que elevem seu bem-estar
Atividades prazerosas podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida, contribuindo positivamente para uma sensação de bem-estar e redução de tristeza, estresse e ansiedade.

- Cuide bem do seu sono
Uma boa noite de sono tem impacto positivo no funcionamento do nosso organismo. Se você conseguir manter um padrão de sono de qualidade, acordará restaurado no dia seguinte, com mais energia e foco para suas atividades, bom humor e com seu sistema imunológico fortalecido.

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A importância da família em tempos de isolamento

Postado em 24 de setembro de 2020



Neste último blog do mês de setembro, vamos falar sobre o apoio e a importância da família quando o assunto trata-se de suicídio em meio a uma pandemia. Já falamos aqui que o comportamento suicida é resultado de um conjunto de fatores e que varia em cada caso.

Nos últimos meses, todos fomos atropelados por sentimentos e emoções ainda não experimentados. A possibilidade de contrair o vírus Covid-19, perder o emprego e até a vida, com certeza mexeu com todos. A participação e a presença da família contribui significativamente nas inquietações das pessoas em face do isolamento. E, uma vez que a família se sinta limitada em sua capacidade de apoiar, é preciso buscar novas oportunidades, como profissionais especializados que possam contribuir neste momento tão delicado e cheio de sentimentos.

O sofrimento se apresenta no indivíduo através das emoções, e na dificuldade de lidar com elas pode surgir o comportamento suicida como alternativa. É necessário ter paciência para conviver com a pessoa que está precisando de ajuda, incentivar a atividade física e, sobretudo, respeitar este momento que ela está passando. A ansiedade é natural neste período, pois é uma situação com fatores desconhecidos e incertos, que fazem com que todos se sintam inseguros.

Algumas dicas mencionadas no blog sobre saúde mental e coronavírus, ainda em março, continuam sendo válidas, pois ainda atravessamos um período conturbado. A família pode contribuir com diferentes distrações, como sugerir fazer o que nunca tem tempo de realizar, ler livros, ver filmes, conversar com quem está junto em casa. Estas são excelentes dicas para ajudar a ressignificar o momento. Viver esta fase pensando nos pontos positivos que existem ajudam a desacelerar a vida e dá maior proximidade da família. Para espantar a solidão é importante manter o contato com as pessoas, mesmo que virtual, mantendo desta forma o círculo afetivo.

Conversar sobre o assunto é uma das melhores formas de ajudar a quebrar o tabu de falar sobre suicídio, e contribuir fortalecendo o círculo afetivo da pessoa que precisa de apoio também encoraja e fortalece o emocional. O suporte, o carinho, a atenção e, especialmente, a atitude de escuta empática, por parte da família, ajudam a superar o momento. O familiar pode ajudar respeitando e sendo um ouvinte, buscando entender os sentimentos. Manter um diálogo aberto também está entre as ações favoráveis. Contudo, o auxílio médico especializado contribui ainda mais, fortalecendo a rede de apoio. Se precisar de ajuda, não hesite! O CVV, através do número 188, também é uma das opções à disposição de quem precisa.

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Movimentar o corpo faz bem para mente

Postado em 17 de setembro de 2020



Você sabia que exercitar-se regularmente é um dos principais segredos para manter corpo e mente saudáveis? Estudos mostram que a atividade física pode tratar depressão leve a moderada tão efetivamente quanto a medicação antidepressiva, mas sem os efeitos colaterais, é claro. Ela alivia a tensão e o estresse, aumenta a energia física e mental e melhora o bem-estar através da liberação de endorfina.

Mas porque é tão importante falar disso nesse momento?

Em 2018, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estimou que em 2020 a depressão seria considerada a doença mais incapacitante do mundo. Apesar desse dado ainda não ter se confirmado, os números são igualmente alarmantes. O Brasil é o oitavo país no ranking da OMS no número absoluto de suicídios por ano. O problema está diretamente ligado a outras questões sérias de saúde mental.

Nosso país, por exemplo, tem a maior taxa de população diagnosticada com depressão na América Latina e quase 10 em cada 100 pessoas no Brasil têm algum transtorno de ansiedade. Infelizmente, a pandemia do novo coronavírus e a necessidade do isolamento social só agravou esse quadro.

Saúde mental e atividade física

Durante o mês de prevenção ao suicídio, o assunto vira pauta de destaque em diversas plataformas. Além das inúmeras práticas já conhecidas e do papel indispensável dos profissionais da psicologia e psiquiatria, não podemos deixar de falar de outra arma importante nesta luta: a atividade física.

O exercício regular pode ter um impacto profundamente positivo na depressão, na ansiedade, no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, dentre outros. Também alivia o estresse, melhora a memória e o estado de humor e ajuda a dormir melhor. E o mais importante, você não precisa ser um fanático por esportes para colher os benefícios. Pesquisas indicam que quantidades modestas de exercícios podem fazer a diferença.

Para falar um pouco mais essa relação, conversamos com a educadora física Lorena Perufo, de 52 anos. Além de instrutora do programa De Bem Com a Vida da Cabergs, ela atua nas áreas de Shiatsu, Acupuntura e Jin Shin Jyutsu, técnicas orientais que trabalham o corpo e a mente.

Lorena explica que a atividade física alinha corpo, mente e espírito e, por isso, precisamos enxergar o ser humano como um todo. Além disso, a sensação de bem-estar proporcionada após se praticar algum esporte também está totalmente ligada a questões orgânicas. Durante a atividade física, o corpo naturalmente produz mais serotonina e endorfina, neurotransmissores relacionados à sensação de bem-estar que reduzem o estresse e a ansiedade, melhoram a cognição e a memória e ajudam a manter o cérebro jovem.

Mas porque é tão difícil implementar esse hábito na nossa rotina?

Muitas pessoas já tentaram inúmeras vezes iniciar atividades físicas, mas não conseguem levar adiante justamente por conta do desânimo, falta de motivação e outros sintomas de uma saúde mental comprometida. A educadora física explica que é necessário mudar a motivação e entender que movimentar o corpo é fundamental. "Precisamos acabar com essa ideia de que a atividade física é apenas uma forma de emagrecer ou ficar sarado. O corpo foi feito para o movimento e necessita disso".

Ela ressalta ainda que, muitas vezes, é preciso buscar também o auxílio de uma psicóloga ou psiquiatra, pois, de fato, nem todo mundo consegue motivar-se sozinho. Muitos fatores psicológicos influenciam nessa tomada de decisão.

Também é importante que o indivíduo se conheça e busque algo que realmente gosta. Existem diversas opções de atividades físicas que fazem muito bem para o corpo. É preciso que cada um se encontre em algo que lhe proporcione prazer.

No entanto, Lorena dá duas dicas simples, porém preciosas: "A caminhada e a dança são movimentos orgânicos do corpo e que fazem muito bem à saúde, por isso são excelentes alternativas para quem ainda não se encontrou".

No entanto, ela também faz um alerta! O acompanhamento de um profissional é fundamental para garantir a integridade física do indivíduo e a eficácia das atividades. Se você não tem condições de frequentar uma academia ou contratar um bom personal trainer, uma boa opção é buscar na internet por vídeos de atividades simples, instruídos por bons profissionais.
Para encerrar o bate-papo, Lorena deixa uma mensagem: "Energia é massa em movimento. Quanto mais você se movimenta, mais energia você tem".

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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

Postado em 10 de setembro de 2020



Hoje, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio em todo o mundo. O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que em nosso país foi criada pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), no ano de 2015. E de lá pra cá, ganhou forças na prevenção em virtude dos índices no país. Atualmente no brasil ocorrem de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes e o que mais chama atenção é que esse número tem crescido cada vez mais, especialmente entre pessoas de 15 a 25 anos.

Este assunto também é tema entre crianças e adolescentes, mesmo elas também podem sofrer, estar deprimidas, ter baixa autoestima e não percebermos. Por estarem em crescimento, as ações com relação a elas precisam de atenção; apoiá-los nesta fase e contribuir para a prevenção da violência interpessoal e da violência autoprovocada são fundamentais.

Falar sobre suicídio sempre foi um tabu e a campanha Setembro Amarelo busca, com informação e conscientização, esclarecer o tema e ajudar as pessoas que possam estar precisando de auxílio. As razões para pensar em suicídio variam de pessoa para pessoa e podem ser bem diferentes. Logo, para ajudar alguém sob risco de suicídio, é importante estar atento aos sinais que elas remetem, saber agir e onde procurar ajuda. Em 2003, a OMS adotou setembro como o mês da prevenção ao suicídio, estabelecendo o dia 10 como "Dia Mundial de Luta contra o Suicídio", divulgando e estimulando campanhas de prevenção por todo o mundo. Uma das melhores formas de evitar o suicídio é falar sobre o ele.

Você sabia:
Como surgiu o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio ?
Ele surgiu em decorrência trágica morte do americano Mike Emme, na época com 17 anos, que em 1994 tirou a própria vida dirigindo seu carro.

Porque a cor do setembro é amarela?
Durante o funeral, amigos e familiares de Mike distribuíram cartões com uma fita amarela em virtude do carro, um mustang 1968 amarelo brilhante, pintado e restaurado pelo rapaz, com mensagens de apoio para pessoas que estivessem passando pelo mesmo desespero.

É possível prevenir?
Sim. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a oferta de ajuda voluntária ou profissional pode auxiliar na prevenção ao suicídio.

Existe lei sobre suicídio?
Sim, no Brasil, a Lei nº 13.819/2019, que trata sobre a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, prevê uma atuação conjunta de órgãos e profissionais de saúde, profissionais do ensino, conselhos tutelares, imprensa, órgãos de segurança e outros.

Quais são os objetivos desta lei?
I – promover a saúde mental;
II – prevenir a violência autoprovocada;
III – controlar os fatores determinantes e condicionantes da saúde mental;
IV – garantir o acesso à atenção psicossocial das pessoas em sofrimento psíquico agudo ou crônico, especialmente daquelas com histórico de ideação suicida, automutilações e tentativa de suicídio;
V – abordar adequadamente os familiares e as pessoas próximas das vítimas de suicídio e garantir-lhes assistência psicossocial;
VI – informar e sensibilizar a sociedade sobre a importância e a relevância das lesões autoprovocadas como problemas de saúde pública passíveis de prevenção;
VII – promover a articulação intersetorial para a prevenção do suicídio, envolvendo entidades de saúde, educação, comunicação, imprensa, polícia, entre outras;
VIII – promover a notificação de eventos, o desenvolvimento e o aprimoramento de métodos de coleta e análise de dados sobre automutilações, tentativas de suicídio e suicídios consumados, envolvendo a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e os estabelecimentos de saúde e de medicina legal, para subsidiar a formulação de políticas e tomadas de decisão;
IX – promover a educação permanente de gestores e de profissionais de saúde em todos os níveis de atenção quanto ao sofrimento psíquico e às lesões autoprovocadas.

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Onde buscar ajuda?

Postado em 03 de setembro de 2020



Silencioso e avassalador. Suicídio é o tema do mês de setembro e ele é cercado de medo, preconceito, tabus e mitos. O suicídio tem diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém é um passo importante para evitar a morte. É importante ressaltar que não há um checklist para perceber quando uma pessoa está vivenciando uma crise ou se ela tem algum tipo de tendência suicida. Contudo, existem sinais que demonstram sofrimento e isolamento, incluindo algumas expressões, e é a estas indicações que precisamos estar atentos.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 800 mil pessoas morrem anualmente em virtude do suicídio no mundo e ele é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

Para aqueles que estão sofrendo e estão buscando ajuda ou estão tentando ajudar alguém, é importante destacar que existem alguns lugares e recursos que podem ser usados para ajudar neste momento. Conheça alguns deles:

CVV – Centro de Valorização da Vida
O CVV atende de forma voluntária e gratuita todos aqueles que precisam de ajuda, seja com apoio emocional ou na prevenção do suicídio. O atendimento acontece por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. Para ligar, basta digitar o número 188 de qualquer linha telefônica fixa ou celular, as ligações são gratuitas.
No site https://www.cvv.org.br também é disponibilizado atendimento via chat, Skype e e-mail.

CAPS – Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde)
Os Centros de Atenção Psicossocial são serviços de saúde em caráter aberto e comunitário, constituído por equipe multiprofissional que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental.

Unidade Básica de Saúde (UBS)
As UBSs também estão à disposição e desempenham um papel central na garantia de acesso da população a uma atenção à saúde de qualidade. São estabelecimentos responsáveis da saúde de toda a família. Elas costumam ter sedes perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem. Em caso de necessidade, procure a mais próxima de você.

UPA, SAMU, Pronto Socorro e Hospitais
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) faz parte da Rede de Atenção às Urgências e pode ser contatada pelo número 192, com atendimento gratuito para a comunidade. Também estão à disposição os pronto socorros e hospitais.

No caso de identificação de que uma pessoa precisa de ajuda, algumas dicas podem ajudar, como por exemplo, buscar o melhor momento para tocar no assunto, ser um bom ouvinte e incentivar a busca da ajuda de profissionais na área da saúde mental. Manter a autoestima elevada, manter uma vida social (mesmo que através das tecnologias impostas pela pandemia) com ligações de vídeo ou plataformas que possibilitem reunir amigos e familiares, e ainda, praticar exercícios físicos regularmente ajudam as pessoas serem mais felizes e desfocar do comportamento suicida.

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Como manter a mente saudável na quarentena?

Postado em 02 de abril de 2020


No início de janeiro, quando nossa campanha do mês falava sobre saúde mental, nem
pensávamos que em abril estaríamos vivenciando a realidade do isolamento social. A
ansiedade é natural neste período pois é uma situação com fatores desconhecidos e incertos que fazem com que todos se sintam inseguros, especialmente neste episódio de nível mundial.

Para te ajudar a lidar com situação, conversamos a psicóloga clínica e escolar, Giseli Fernandes.

Cabergs: O que realmente é relevante neste momento para manter o equilíbrio?
Giseli Fernandes: Neste momento, para manter o equilíbrio com tantas informações recebidas nos grupos de Whatsapp e na web, é muito importante focar na prevenção e nos cuidados com a higienização divulgados pelos meio de comunicação idôneos e confiáveis. Evitar o contato com muitas notícias o tempo todo é importante; elas fazem com você relembre e pense sobre a situação, o que acaba levando a até inventar novas maneiras de higiene (ditas mais eficazes nessas informações recebidas nos grupos por exemplo) ou modos novos de evitar o contágio. Isso gera muita energia (foco) para as situações que preocupam (claro, impossível não se preocupar), deixando a mente estressada e, com isso, o corpo e a mente acabam respondendo de maneira negativa.

Cabergs: Quais dicas práticas você poderia dar para manter uma mente sã neste período?
Giseli Fernandes: É interessante:
- Se distrair, fazer o que nunca tem tempo de realizar, ler livros, ver filmes, conversar com quem está junto em casa.
- Viver o momento de reclusão pensando nos pontos positivos que existem, embora muitos não enxerguem, pois estão focados na terrível situação. Seriam pontos positivos a desaceleração da vida, a proximidade maior da família, entre outras.
- Também se faz necessário o contato com pessoas, de maneira virtual mesmo, para falar de tudo um pouco.
Seguindo essas dicas, certamente tudo se tornaria muito mais leve. Não diz respeito a
esquecer o que está ocorrendo, e sim, achar pontos positivos em tudo isso e tentar manter a sanidade em meio à crise.

Cabergs: Para alguns a rotina do trabalho passou para dentro de casa. Como fica a ansiedade neste caso?
Giseli Fernandes: Também se faz necessário pensar que sair da rotina de trabalho e passar para home office será certamente mais estressante. Pois, além do trabalho, existe a demanda de casa, filhos, marido, esposa, entre tantas outras. Nesses casos, o mais importante é fazer o que é possível. Não ficar se cobrando de não ter feito algo, de ter deixado para depois ou até mesmo não ter dado conta. A situação é atípica e o funcionamento também vai ser, e é por um período.

Cabergs: Alguma dica neste caso?
Giseli Fernandes: Como dica, sugiro pensar em um dia de cada vez, pois é uma maneira de não se sobrecarregar. Fazer listas do essencial para o dia também auxilia no controle das emoções, mas lembrem-se: lista do essencial e não tudo que gostariam ou deveriam fazer.

Cabergs: Como gerenciar a ansiedade e o isolamento social?
Giseli Fernandes: Desfocar a atenção do que preocupa. O isolamento por si, já gera ansiedade.
Tu não poder ir e vir causa um estresse tremendo. Então nesse momento seria de extrema importância não planejar, não criar expectativas e nem contar os dias que faltam, pois isso faz a energia ser voltada somente a isso e a ideia é sair desse círculo. Seria importante, em um momento mais ansioso, buscar falar com alguém (virtualmente), conversar em grupos e chamadas de vídeo.

Cabergs: Alguma dica para controlar a ansiedade?
Giseli Fernandes: Tentar descobrir o que gosta de fazer em casa e apostar nisso. Fazer exercícios? Cozinhar? Assistir tv? Maratonar séries? Brincar com os filhos? Cantar? Dançar? Pintar? Reformar? Somente desfocando a atenção do que gera a ansiedade é que ela pode ser controlada.

Durante este período da quarentena, busque se informar o máximo possível, pois manter a saúde mental em tempos de coronavírus é fundamental para que, todos juntos, possamos superar este momento.

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Convivendo com o paciente de Alzheimer

Postado em 27 de fevereiro de 2020


A doença de Alzheimer não acomete só o idoso. Envolve toda a família e as pessoas que cuidam dele. Por isso, todos devem participar do tratamento para conhecer melhor o problema, aprender a lidar com ele e contribuir para o bem-estar do paciente.

Uma dica muito importante é que todos que convivem com o paciente conheçam e saibam lidar com os sintomas e com a nova realidade. Muitas pessoas confundem as mudanças cognitivas e comportamentais com birra ou provocações. Mas é importante considerar que o doente de Alzheimer tem um novo funcionamento.

Alguns prejuízos evolutivos requerem flexibilidade e paciência da família para se adaptar às constantes mudanças. É preciso compreender os prejuízos, aproximar-se de seu parente doente e vê-lo como alguém que mudou, que não mais poderá desempenhar as mesmas atividades.

Estabelecer estratégias, criar rotinas que preservem a identidade do paciente e que forneçam o auxílio necessário para minimizar efeitos dos sintomas nas tarefas, funções e relacionamentos, pode ajudar. Por isso, é indispensável que quem convive com o paciente conheça a doença e sua evolução, para definir condutas e saber quando oferecer ajuda.

Dicas de organização de rotina e ambiente

* Proporcione ao paciente uma rotina definida e constante para auxiliar na orientação e reduzir agitação e ansiedade.
* Preencha um calendário com um plano semanal que contenha horários para caminhadas, sol, televisão, atividades, passeios, eventos e consultas.
* Respeite o ritmo de cada paciente. É comum pessoas com problemas neurológicos ficarem cansadas. Por isso, evite programações intensas e ofereça intervalos entre atividades sempre que possível.
* O ambiente deve ser mantido bem organizado com itens guardados a partir de categorias bem definidas, para auxiliar que sejam encontrados.
* É importante proporcionar ambiente limpo, arejado, com boa iluminação e que ofereça conforto diante de objetos conhecidos da pessoa com Doença de Alzheimer. Quanto mais agradável o espaço, mais calmo o paciente tenderá a ficar.
* Evite barulhos prolongados.

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Alzheimer precoce

Postado em 20 de fevereiro de 2020



O Alzheimer é considerado precoce quando é diagnosticado antes dos 65 anos de idade. Neste caso, ele é sempre hereditário. Os sinais mais comuns são bem semelhantes aos do Alzheimer após os 85 anos e incluem falhas da memória, confusão mental, irritabilidade e agressividade. Muitas vezes, esses sintomas surgem próximo aos 30 anos de idade.

Diversas vezes, os primeiros sintomas são confundidos com estresse e distração. Principalmente devido ao ritmo de vida agitado e intenso que muitos jovens têm. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental, pois quando a doença é tratada desde cedo, fica mais fácil controlá-la. Por isso, é muito importante estar atento, principalmente quando um membro da família já foi diagnosticado com a doença.

Tratamento

O tratamento para o Alzheimer precoce deve começar imediatamente após o diagnóstico positivo. Isso diminui os sintomas e evita a progressão da doença.
Infelizmente ainda não existe cura o Alzheimer. Mas já se sabe que uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e o conhecimento sobre a doença e suas limitações garantem mais qualidade de vida ao paciente.

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Sintomas, fatores de risco e prevenção

Postado em 13 de fevereiro de 2020


O primeiro sintoma e o mais característico do Mal de Alzheimer é a perda da memória recente. Com a evolução da doença, outros sintomas mais graves podem aparecer, como a perda de memória dos fatos mais antigos, irritabilidade, falhas na linguagem e a dificuldade de se orientar no espaço e no tempo.

Fique atento aos sinais de alerta:

- Dificuldade em recordar acontecimentos recentes;
- repetição da mesma pergunta várias vezes;
- dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos;
- incapacidade de elaborar estratégias para resolver problemas;
- problemas para encontrar caminhos conhecidos;
- dificuldade de expressar ideias ou sentimentos pessoais;
- irritabilidade, desconfiança injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

Conhecer os fatores de risco e da Doença de Alzheimer em seu estágio inicial é muito importante. Desta forma é possível encaminhar, de maneira ágil, o paciente ao acompanhamento médico adequado, o que contribuiu para tratamentos mais eficazes.

Os principais fatores de risco para o Alzheimer são:
- A idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu do problema.

- Pessoas que não exercitam a mente. Atividades intelectuais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais, ajudam a deixar o Alzheimer bem longe.

Como prevenir?
Não existe uma forma de prevenção específica, no entanto os médicos acreditam que manter a cabeça ativa e uma boa vida social, regada a bons hábitos e estilos, pode retardar ou até mesmo inibir a manifestação da doença.

Quanto maior for o estímulo cerebral, maior será o número de conexões criadas entre as células nervosas, chamadas neurônios. Esses novos caminhos criados ampliam a possibilidade de contornar as lesões cerebrais. Desta forma, é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

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Vamos saber mais sobre o Alzheimer

Postado em 06 de fevereiro de 2020


Durante o mês de fevereiro, vamos falar sobre o Alzheimer, um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória. A doença compromete progressivamente as atividades diárias do indivíduo e causa sintomas neuropsiquiátricos, além de alterações comportamentais.

Quando o processamento de algumas proteínas do sistema nervoso central começa falhar, elas passam a ser mal cortadas. Surgem, então, fragmentos tóxicos dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Essa toxicidade causa a perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem e o raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

O Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e implacável. A medicina, infelizmente, ainda não descobriu nada que possa barrar o avanço da doença. A partir do diagnóstico, a sobrevida média do paciente oscila entre 8 e 10 anos.

O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:

¿ Estágio 1 (forma inicial)
Alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais.

¿ Estágio 2 (forma moderada)
Dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia.

¿ Estágio 3 (forma grave)
Resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva.

¿ Estágio 4 (terminal)
Restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.
Pessoas com Alzheimer necessitam de cuidados em tempo integral. A família, os cuidadores e os profissionais de saúde responsáveis devem encarregar-se de detalhes relativos à medicação, alimentação, ambiente e outros aspectos que podem elevar a qualidade de vida dos pacientes.

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A saúde mental da mulher após o parto

Postado em 23 de janeiro de 2020



Muitas transformações acontecem da gravidez ao puerpério, período desde o parto até que os órgãos e o estado geral da mulher voltem às condições anteriores à gestação. Esse ciclo pode gerar oscilações de humor e outros sintomas que merecem atenção. Oito em cada dez mulheres podem desenvolver "blues puerperal", um estágio caracterizado por humor deprimido que pode ser revertido, espontaneamente, em até duas semanas. No entanto, algumas mulheres podem desenvolver depressão.

Após o nascimento do bebê é comum o surgimento de sinais como: falta de ânimo, de energia, de prazer na realização das coisas e na rotina, irritabilidade, aceleração do pensamento e falta de concentração. Tudo isso acontece devido às adaptações da maternidade, como privação do sono e queda de hormônios.

Quando os sintomas persistem por mais de duas semanas, a mulher pode estar enfrentando um quadro depressivo, que atinge de 15% a 20% das puérperas. O diagnóstico deve ser feito por um profissional da saúde devidamente qualificado, e inclui sinais de humor deprimido, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, fadiga ou perda de energia, agitação ou retardo psicomotor, pensamentos recorrentes de morte e dificuldade de concentração.

Histórico de depressão representa um risco 50% maior de desenvolver a doença no período pós-parto. A genética também gera predisposição. Problemas conjugais, falta de interação social e casos de violência doméstica podem funcionar como gatilho.

É fundamental que a família e os profissionais estejam preparados para identificar precocemente os sintomas e prestar assistência adequada nesses casos.

Uma rotina saudável com atividades físicas e alimentação balanceada é fundamental. Também é importante que a família e os amigos formem uma rede de apoio para que a mulher não se sinta sozinha ou sobrecarregada. Organizar a rotina e cuidar do ambiente em que a puérpera está, reforçar positivamente a maternidade, ofertar apoio prático e ajuda especializada em caso de dificuldades na amamentação e na rotina pós-parto são atitudes preventivas que fazem toda a diferença.

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A saúde mental e as redes sociais

Postado em 16 de janeiro de 2020



De acordo com a revista americana "The Atlantic", o uso exagerado de internet e redes sociais pode ter relação direta com o aumento exponencial de ansiedade e depressão que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são o "mal do século". Alguns estudos revelam que o Instagram é o maior vilão da saúde mental nos jovens: ele está relacionado a problemas de sono, bullying, ansiedade, depressão, solidão e distorção da imagem corporal.

O fato é que a ferramenta mudou de vez o comportamento humano, principalmente entre os mais jovens. Algumas pesquisas comprovam o "alargamento" da infância. Ou seja, adolescentes apresentam, cada vez mais tardiamente, padrões de comportamento condizente com suas faixas etárias.

Em casos extremos, quando pessoas passam até 10 horas diárias em frente a uma tela, há forte incidência de anormalidades cerebrais, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

No entanto, quando usada de forma consciente, a internet pode reverter esse quadro. A troca de mensagens, postagens e comentários positivos são importantes elementos de apoio social para pessoas com sintomas de solidão e depressão, principalmente quando partem de amigos próximos. Embora atualizações de status, curtidas e interações superficiais não sejam suficientes para gerar bem-estar, o engajamento ativo e a interação significativa efetivamente fazem bem.

Como usar as redes sociais de forma saudável
Bom senso e disciplina são as palavras-chave. Também já existem ferramentas nos smartphones que avisam o uso excessivo das redes sociais, além de alertas para fotos que foram manipuladas digitalmente e indicam que aquilo que está sendo visto não é realidade. Há até quem compre aplicativos que limitem o uso de redes sociais em seus smartphones. A cada 50 minutos de uso de alguma ferramenta, os aplicativos de controle impedem o seu acesso.

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Cuide da sua saúde mental

Postado em 09 de janeiro de 2020



Quando ouvimos falar sobre qualidade de vida, é natural pensarmos diretamente em uma alimentação saudável e atividades físicas regulares. Mas tem algo fundamental para o bem-estar que muitos esquecem de cuidar: a saúde mental.

O ano começou e você provavelmente está cheio de metas para 2020. No entanto, se a mente não vai bem, qualquer frustração é motivo para desistir e abandonamos nossos projetos acreditando que nada dará certo.

A falta de saúde mental também afeta nosso organismo, causando sensação de dor, mal-estar, cansaço, fome, fraqueza. Isso acontece quando a carga emocional é grande e nos deixa sem ânimo para nada. O oposto também pode acontecer, deixando nossa mente agitada, acelerada, impedindo-nos de relaxar e dormir, causando problemas maiores ainda.

A saúde mental e psíquica também está relacionada com doenças mais graves, como câncer, artrite reumatoide e doenças cardiovasculares, que podem se desenvolver por vários fatores, sejam emoções, pensamentos e sentimentos mal elaborados, comportamentos inadequados, que aconteceram em decorrência do descuido com a saúde mental.

Viu como é importante cuidar da sua saúde mental e das suas emoções? Buscar o autoconhecimento e a autoaceitação influencia na autoestima e na saúde em geral. Comece hoje mesmo a cuidar de você. Busque a ajuda profissional de um psicólogo e não espere ser tarde demais para dar atenção ao seu eu interior. Se conheça e seja feliz!

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Vamos falar sobre saúde mental?

Postado em 02 de janeiro de 2020



A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como saúde mental o estado de bem-estar em que é possível usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a comunidade.

Estima-se que, em cada 100 pessoas, 30 sofrem ou vão sofrer de problemas de saúde mental e que cerca de 12 tenham uma doença mental grave. Atualmente a depressão é a doença mental mais frequente e a causa mais importante de incapacidade. 

Ansiedade, dependência química e perturbações psicóticas, como a esquizofrenia, são outros exemplos comuns.

Ao longo da vida, qualquer um, em qualquer idade, pode ser afetado por problemas de saúde mental, de maior ou menor gravidade. Algumas fases da vida nos deixam mais propensos às perturbações da mente, como a adolescência, a menopausa e o envelhecimento, ou acontecimentos e dificuldades, tais como a perda de familiar próximo, o divórcio, o desemprego e a pobreza.

A sociedade em geral ainda tem dificuldade em compreender os problemas relacionados à mente e tende a menosprezar e marginalizar quem passa por isso. Esse preconceito dificulta a identificação e o tratamento.

Tenha empatia, escute, seja solidário. Incentive a busca por auxílio médico. Existem profissionais qualificados e preparados para cuidar da saúde mental. Esse é um assunto sério que merece atenção.

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Precisamos falar sobre suicídio

Postado em 26 de setembro de 2019


Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revela que 17% das pessoas já pensaram seriamente em suicídio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que 90% das pessoas que se suicidaram apresentavam algum desequilíbrio como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia.

Quando nos deparamos com a morte autoprovocada de alguém é natural que busquemos um motivo para tragédia, como uma situação financeira ruim, a perda um ente querido, uma humilhação pública etc. Porém, de acordo com a Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), esses fatos, sozinhos, não bastam para explicar a morte. Os eventos dolorosos não causam o suicídio diretamente, mas sim uma condição fragilizada.

Para entendermos melhor essa relação, vamos traçar um paralelo. Imagine que uma bituca de cigarro acesa caia numa grama verde. Ela vai queimar lentamente até se apagar. Porém, se o cigarro cair em um mato seco, pode provocar um pequeno fogo e, talvez, um grande incêndio. As bitucas representam as intempéries da vida. A grama verde é uma mente saudável. Já o mato seco representa uma condição mental frágil, como a depressão, por exemplo.

A OMS defende que a maioria dos suicídios poderiam ser evitados se cuidássemos das doenças mentais como cuidamos das outras doenças. Cerca de 60% das pessoas que tiraram a própria vida nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra. É por esse motivo que precisamos falar sobre o assunto, e é por isso que a Cabergs apoia o Setembro Amarelo.

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O papel do profissional de saúde na prevenção ao suicídio

Postado em 19 de setembro de 2019



O suicídio é uma preocupação que acompanha a humanidade há muito tempo e está baseado em alterações comportamentais. Erradicar esse problema implica na identificação da ideia prevalente do ato, em que o indivíduo perde a esperança e acredita que a morte é a única solução.

Dessa forma, a atuação profissional na detecção precoce do risco de suicídio, seguido por uma assistência adequada, pode levar a um alto índice de prevenção de mortes por essa causa. E não somente psicólogos, psiquiatras e psicanalistas podem atuar nessa prevenção. Enfermeiros e médicos generalistas podem ser os primeiros a perceber os sinais de que uma pessoa cogita suicídio. A abordagem correta por quem presta o primeiro atendimento a pacientes em tratamento por algum transtorno psiquiátrico grave é peça-chave na prevenção de tentativas.

Por isso, os profissionais da saúde devem demonstrar empatia ao sofrimento, evitar julgamento moral e, diante de sinais de risco, conversar cautelosamente sobre o tema com o paciente. O profissional precisa ter paciência para ouvir e não desqualificar quem sobreviveu a uma tentativa ou ameaçou cometer suicídio.

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Esteja atento aos sinais

Postado em 12 de setembro de 2019


O suicídio pode afetar pessoas de todos os círculos sociais, idades e orientações sexuais. Saber reconhecer os sinais de alerta pode ser decisivo. Não há uma fórmula exata para identificar quando uma pessoa está passando por uma crise suicida. No entanto, alguns comportamentos devem ser observados.

  • Problemas de conduta
Problemas de conduta não são chantagens emocionais nem atitudes para chamar atenção. É importante estar alerta para um risco real.

Falta de esperança
As pessoas sob risco de suicídio costumam falar repetidamente sobre morte. Ficam desesperançosas, sentem culpa e têm uma visão negativa em relação ao futuro.

Isolamento
As pessoas com pensamentos suicidas tendem a se isolar, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.

Frases de alarme
Frases como "não aguento mais", "eu queria sumir" e "eu quero morrer" devem acender o sinal de alerta.

Depressão e drogas
Pessoas que cometem suicídio normalmente enfrentam algum problema mental – a maioria, depressão. Quem está sofrendo depressão ou outro transtorno deve receber total atenção. Se além disso a pessoa consome álcool ou outras drogas, o cuidado deve ser redobrado.

O que fazer ao notar qualquer um desses sinais? O ideal é conversar com a pessoa e não deixá-la sozinha. Ao conversar, procure não falar muito e ouvir mais, já que muitas vezes a pessoa só precisa ser ouvida. Se disponibilize para acompanhá-la a um profissional de saúde e peça orientação.

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Prevenção do suicídio

Postado em 05 de setembro de 2019


Em setembro vamos falar sobre conscientização e prevenção do suicídio. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que a taxa de suicídios entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015. Os pesquisadores utilizaram dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A popularização da internet, as mudanças sociais e a falta de políticas públicas de combate ao suicídio estão entre as principais razões para esse aumento. A tecnologia e as redes sociais, por exemplo, têm aumentado a exposição ao ciberbullying, além de divulgar métodos de suicídio e promover a "romantização" dessas ações.

O estigma é um dos fatores que mais atrapalha as ações de prevenção. Muitas pessoas ainda associam depressão com fraqueza, falta de caráter, falta de fé etc. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, de 50% a 60% das pessoas que se suicidaram nunca consultaram um profissional de saúde mental.

Esses motivos reforçam a importância de campanhas como o Setembro Amarelo. A necessidade de discutir esse tema é notória e a democratização do assunto é o pontapé inicial na prevenção ao suicídio.

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Hábitos saudáveis ajudam a manter a saúde mental em dia

Postado em 29 de março de 2019


A competência cognitiva é a capacidade de pensar, aprender e recordar. Ela está ligada à saúde mental e controla a função motora, emocional e sensorial. Por isso é tão importante cuidar da nossa saúde de forma ampla e completa. Certos cuidados fazem toda a diferença, como fazer consultas periódicas com profissionais das diversas área da saúde, realizar exames preventivos de acordo com a orientação médica, ter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas, descobrir um hobby e praticá-lo frequentemente e dormir entre seis e oito horas por noite.

Outro cuidado importante, é sempre manter a mente ativa. Estar intelectualmente envolvido pode beneficiar o cérebro. Aprender novas habilidades pode melhorar a capacidade de raciocínio. Você pode escolher algo que lhe dê prazer: leitura, jogos ou artes manuais, por exemplo. Estudos mostram que tais atividades podem proteger o cérebro estabelecendo uma "reserva cognitiva", além de ajudar o cérebro a se tornar mais adaptável em algumas funções mentais, para compensar mudanças cerebrais relacionadas à idade e condições de saúde.

Reservar um tempo para si, estar sozinho e desfrutar da própria companhia é ótimo. Mas tome cuidado e não cometa exageros. Procure não se isolar. Conectar-se com outras pessoas por meio de atividades sociais e programas comunitários pode manter o cérebro ativo e ajudar a nos sentir mais envolvidos com o mundo ao nosso redor, além de diminuir o risco de alguns problemas de saúde e melhorar o bem-estar.

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O apoio da família é fundamental para pessoas com problemas de saúde mental

Postado em 21 de março de 2019


A família é a primeira referência de proteção e socialização de uma pessoa. É nela que se inicia o aprendizado dos afetos e das relações sociais. A presença do sofrimento mental no ambiente familiar provoca mudanças nas rotinas, hábitos e costumes da família, por isso é tão importante que as famílias também recebam apoio, esclarecimento e tratamento pela equipe multidisciplinar.

O cuidado é o elemento chave para transformar o modo de viver e sentir de alguém que enfrenta problemas relacionados à saúde mental. A mobilização entre médicos, pacientes e família facilita a comunicação e o desenvolvimento do tratamento, além de apresentar resultados muito mais eficazes.

Um estudo realizado pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo aponta que a recuperação e o tratamento de pessoas que passaram por problemas relacionados à saúde mental podem ter melhores resultados quando o paciente conta com o apoio da família. A pesquisa afirma que demonstrações de apoio, compartilhamento de sentimentos e trocas afetivas e, ainda, a correta supervisão dos medicamentos e comportamentos do paciente são algumas atitudes que influenciam diretamente a recuperação.

Assim fica claro que o apoio e a participação da família são a base para uma boa estrutura emocional para o paciente, tanto para a prevenção de crises, quanto para a sua manutenção e recuperação. Portanto, a família colabora na adequação do paciente ao tratamento e sua consequente melhora.

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Especialista esclarece as principais dúvidas sobre Saúde Mental

Postado em 18 de março de 2019


Apesar de ser um tema pouco comentado, a Saúde Mental merece total atenção. Só no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9,3% da população sofre com algum Transtorno de Ansiedade, enquanto 5,8% das pessoas possuem algum nível de depressão.

Para esclarecer as dúvidas mais comuns sobre esse assunto, conversamos com a psicóloga Manuele Monttanari Araldi.  Ela é especialista em Educação Permanente em Saúde e integra a equipe do CAPS AD IV Céu Aberto, em Porto Alegre, um serviço do SUS especializado em atendimento em álcool e outras drogas. Confira a conversa da psicóloga com a Cabergs:

1. Como nós podemos definir a saúde mental? 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades". 

Podemos compreender que saúde mental é o equilíbrio emocional entre o fator interno e as demandas externas enfrentadas no dia a dia. Mas é importante ressaltar que saúde mental é um processo. Cada indivíduo tem a sua história, a sua constituição psíquica, as suas potencialidades e seus limites. A saúde mental é uma construção de cada um dos elementos da vida.
 
2. Quais doenças podemos citar que influenciam diretamente na saúde mental?

Em muitas situações, o indivíduo não tem, necessariamente, alguma psicopatologia, mas tem estratégias para lidar com seu dia a dia que lhe causam imenso sofrimento psíquico. Em termos de psicopatologias, podemos citar a Depressão, o Transtorno de Ansiedade Generalizada, o Transtorno do Pânico, a Esquizofrenia, dentre alguns dos mais comuns na sociedade brasileira.

3. Quais fatores externos influenciam na saúde mental?

A OMS cita como fatores externos associados a problemas de saúde mental as rápidas mudanças sociais, condições de trabalho estressantes, discriminação de gênero, raça, orientação sexual e classe social, exclusão social, estilo de vida não saudável, violência e violação dos direitos humanos.

4. Existe um perfil que esteja mais propenso a ter problemas de saúde mental?

Não, cada pessoa encontra suas formas de lidar com as questões de sua vida no dia a dia. E isto depende de uma série de fatores, que vão desde a infância até as suas condições atuais de trabalho.

5. Existe um estudo que revele um número aproximado de quantas pessoas sofrem em decorrência de problemas com saúde mental?

Existem dados estatísticos da OMS que traçam alguns parâmetros populacionais. No Brasil, 9,3% dos brasileiros têm algum Transtorno de Ansiedade, enquanto 5,8% da população possui algum nível de depressão. Em termos globais, a OMS refere que 3,6% da população mundial sofre com algum Transtorno de Ansiedade, enquanto 4,4% da população global sofre com algum tipo de Depressão. Estes dados aumentaram significativamente em relação às pesquisas da década anterior.

6. Como a Medicina e a Psicologia têm tratado esses casos?

Ambas áreas têm evoluído muito nas últimas décadas no que se refere à promoção, prevenção e tratamento em saúde mental. Diferentes abordagens têm sido criadas e outras têm se consolidado ainda mais nestas áreas. 

Há algum tempo se potencializava muito as medicações, que acabam inviabilizando aspectos importantes da vida. Atualmente há uma reflexão maior em relação à medicação para que ela não influencie em ouras áreas da vida do paciente. Além disso, anteriormente os tratamentos em saúde mental estavam centrados em internações hospitalares. Em muitos casos entendia-se a internação psiquiátrica como único tratamento possível. Hoje se compreende que a internação é apenas um dos dispositivos, que assim como qualquer outra internação hospitalar, deve ser a última medida, em casos extremamente pontuais.

7. Como familiares e amigos podem perceber uma pessoa que tem enfrentado problemas nessa área?

Quando a pessoa apresenta isolamento social, relações interpessoais conflituosas ou dificultosas, baixa autoestima e baixa confiança em si próprio, distorções da realidade, alterações bruscas ou súbitas de humor. Porém é necessário que familiares e amigos tenham cuidado nestas percepções, porque as questões psíquicas aparecem de formas diferentes para cada pessoa. É necessário cuidado na forma de abordá-las.

8. Como auxiliar e colaborar com quem está enfrentando problemas nessa área?

Acima de tudo, respeito com as histórias, tristezas e com o sofrimento do outro. Muitas vezes as pessoas tendem a comparar histórias e sofrimentos, mas cada pessoa tem a sua história. E todo sofrimento deve ser respeitado. É sempre muito importante ter um canal de escuta aberto, muito mais do que de conselhos e sugestões. As intervenções devem ser deixadas para os profissionais da área.

9. Quais hábitos podemos adotar para cuidar na nossa saúde mental?

Hábitos de vida saudáveis, cuidando da alimentação, do corpo e do sono. Sujeitos que se sentem respeitados por quem são em suas famílias, relacionamentos e espaços de convívio tendem a ter menos problemas de saúde mental.

10. Há mais alguma coisa que você gostaria de falar ou ressaltar sobre esse tema? 

É necessário que a sociedade debata tranquilamente sobre a questão da saúde mental, que hoje ainda é considerada um tabu. Muitas vezes o tema é debatido em uma tentativa de categorização e classificação que encaixem pessoas em sintomas. 

Quando necessário, busque um profissional da saúde mental com formação técnica e específica para realizar o acompanhamento. Este aspecto é muito importante de ressaltar, pois estes profissionais dedicam-se a estudar e pesquisar formas de promoção, prevenção e tratamento baseadas em pesquisas científicas e na experiência de profissionais da área.

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A saúde mental

Postado em 07 de março de 2019


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde mental é o estado de bem-estar que alcançamos mesmo lidando com stress rotineiro da vida. Ou seja, a saúde mental é entendida não só como a ausência de doença, mas é sentir-se bem física, mental e socialmente. Como todos somos pessoas diferentes, com especificidades próprias, este sentimento de bem-estar vem de maneiras diferentes para cada um de nós. Por isso, o conceito de saúde não é igual exatamente para todas as pessoas, depende do indivíduo, dos contextos econômicos, sociais, culturais e políticos onde se encontra inserido.

Normalmente tendemos a separar a saúde física da mental. Porém, elas estão totalmente interligadas; não há saúde física sem saúde mental. Contudo, o que não se resolve na mente, o corpo pode transformar em doença.

A saúde mental é então fundamental para a saúde em geral. Uma pessoa bem consigo e com os outros responde positivamente aos desafios e exigências e desempenha suas atividades de maneira bem mais eficaz.

Em determinadas situações é difícil manter a saúde mental. Rupturas, perdas e conflitos podem nos desestabilizar emocionalmente por algum período, o que não nos torna necessariamente doentes mentais. Procurar ajuda dos profissionais de saúde mental nestes momentos de sofrimento é o primeiro passo para pensar e resolver essas questões. Assim é possível encontrar a harmonia necessária para sermos o mais saudável possível em todas as áreas da vida.

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Prevenção ao Suicídio: Você pode ajudar

Postado em 27 de setembro de 2018



Já vimos durante o mês de setembro que o suicídio é, para algumas pessoas, a única solução para algo que elas acreditam ser insuperável. São sentimentos de rejeição, solidão, incapacidade, inferioridade e tantos outros que tornam a vida totalmente preta e branca. Em meio a tantas coisas, o que essas pessoas dizem é que são incompreendidas. E, de fato, muitas vezes a sociedade tem dificuldade em lidar da forma certa com essa situação. Exatamente por isso que o médico psiquiatra, Presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina e Diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, conversou com a Cabergs. Ele explica como a família e os amigos podem ajudar alguém que tem demonstrado um comportamento suicida. Confira:

1 Toda a pessoa que comete suicídio sofre necessariamente de depressão?

Não necessariamente. Dados do Conselho Federal de Medicina - CFM, publicados na cartilha "Informando para prevenir", apontam que 96,8% dos casos de morte por suicídio estão relacionados a um transtorno psiquiátrico muitas vezes não diagnosticado, não tratado ou tratado de forma inadequada.
Ou seja, nem todas as pessoas que morreram por suicídio sofriam de depressão, outras doenças também estão associadas. Entre os transtornos psiquiátricos mais comuns associados à morte por suicídio estão os transtornos do humor, transtornos por uso de substâncias psicoativas e transtornos de personalidade.

2 Existe algum "grupo de pessoas" mais propensas a tentar suicídio?

Adolescentes e jovens adultos fazem parte do grupo mais propenso a morrer por suicídio. Segundo informações do Ministério da Saúde, em seu Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o suicídio foi a terceira maior causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos no ano de 2012, atrás de acidentes e homicídios. Em mulheres dessa faixa etária, o suicídio é a principal causa de morte.
Idosos também estão mais propensos ao suicídio, mas por motivos diferentes dos jovens. Perda de parentes, principalmente cônjuge, solidão, a existência de doenças degenerativas e a sensação de estar dando trabalho à família, de ser um "peso morto", são os principais fatores para este grupo etário.

3 Quais fatores sociais contribuem para o alto índice de suicídios no Brasil?

No contexto dos fatores sociais para o suicídio em geral, não apenas no Brasil, consideramos a ausência de laços sociais um dos aspectos preponderantes.
Pessoas que não possuem ou possuem fracos relacionamentos familiares, entre amigos ou amorosos, estão mais suscetíveis à morte por suicídio. Da mesma forma, pessoas que possuem laços sociais mais sólidos estão mais "protegidas", por assim dizer.

Fatores como situação econômica e trabalhista, por exemplo, desemprego e problemas financeiros estão associados a este tipo de morte. Viver sozinho também parece aumentar o risco de suicídio.

4 Como prevenir o suicídio?

Esta talvez seja a pergunta mais importante desta entrevista. O trabalho para prevenção do suicídio está fundamentalmente ligado à detecção precoce e diagnóstico correto dos transtornos mentais.

Como podemos observar nos estudos científicos publicados sobre o tema, confirmados por relatórios das entidades de saúde como OMS e Ministério da Saúde, é inegável a relação entre a morte por suicídio e a doença psiquiátrica. Desta forma, a melhor maneira de se prevenir o suicídio é diagnosticar e tratar corretamente o transtorno mental.

Para isso, precisamos combater veementemente o preconceito que está relacionado a assuntos ligados à psiquiatria e à saúde mental. O maior obstáculo que temos para o tratamento adequado do transtorno mental é o estigma, a psicofobia, forma como chamamos o preconceito para com as pessoas que possuem quadros psiquiátricos.

Quanto mais falarmos corretamente sobre o assunto, ensinando e explicando à população que não há nenhum demérito em recorrer ao tratamento psiquiátrico quando necessário, mais próximos estaremos de mudar esta realidade.

É fundamental lembrar também que o suicídio é uma emergência médica, assim como qualquer outra situação emergencial clínica, por exemplo. Quando percebemos alguém com sintomas de problemas cardiológicos, ou ainda, com uma fratura ou altos índices de insulina, levamos ao médico.

Por que ainda não nos comportamos da mesma forma com a doença mental, levando o indivíduo ao psiquiatra? Por puro preconceito.

5 Como identificar quando alguém apresenta sinais de que pretende tirar a própria vida?

Existem alguns fatores aos quais devemos prestar atenção quando buscamos identificar a ideação suicida ou o pensamento em suicídio. O agravamento do quadro de depressão e demais transtornos mentais deve nos acender o sinal de alerta.

Frases como "eu queria sumir", "a vida não faz sentido", "o mundo seria melhor sem mim", entre outras expressões, demonstram que o indivíduo pode já ter pensado ou está pensando em suicídio. Posturas de isolamento social e perda de prazer em atividades anteriormente agradáveis, sintomas da depressão, podem ficar mais intensos antes da tentativa de suicídio.

Além disso, comportamentos resolutivos, como "colocar os negócios em ordem", aliados aos fatores anteriores, podem significar que a decisão de morrer por suicídio já foi tomada.

6 Como ajudar pessoas que estão passando por essa situação?

Não é simples ajudar pessoas que estão nesta situação, mas existem atitudes simples que podem evitar que a pessoa chegue a este estágio, de pensar em suicídio. A pessoa que tenta suicídio não o faz por desejar morrer e sim por querer parar de sofrer, querer que a dor cesse.

Quando identificada a ideação suicida ou o comportamento suicida é preciso encaminhar imediatamente para o atendimento psiquiátrico. O médico psiquiatra estuda e é qualificado para lidar com este tipo de paciente, sendo o responsável por iniciar o tratamento adequado visando restabelecer a saúde do indivíduo.

Se você conhece alguém, seja familiar ou colega de trabalho, que apresenta os sintomas de uma depressão ou comportamento suicida, auxilie-o a buscar ajuda psiquiátrica. Caso a pessoa em questão seja você mesmo, converse com um familiar ou amigo sobre o assunto e peça auxílio para buscar ajuda psiquiátrica.

7 Após uma tentativa de suicídio, que cuidados devemos ter com essa pessoa e como ajudá-la?

O suicídio é uma emergência médica e, como tal, precisa de atendimento médico. Se for necessária a intervenção imediata, em casos de tentativa de suicídio iminente ou recém-ocorrida, ligue para o SAMU 192.

Passada a urgência, é imprescindível a realização de avaliação psiquiátrica e o início de acompanhamento e tratamento adequado o mais rápido possível. Quanto mais cedo acontecer a intervenção médica, melhor será a recuperação do paciente. Os sobreviventes ao suicídio podem retomar a sua vida de forma saudável desde que tenham tido acompanhamento adequado em sua recuperação.

Esta última regra vale também para qualquer transtorno psiquiátrico: é necessária a intervenção precoce com o objetivo de impedir que o quadro se agrave.

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Comportamento suicida

Postado em 24 de setembro de 2018



Durante a vida somos orientados sobre como enfrentar diversas situações inesperadas. Aprendemos sobre primeiros socorros, a se comportar em um assalto ou que atitude tomar ao presenciar algo ilegal. Mas ainda não aprendemos a lidar com pessoas que apresentam comportamento suicida. Porém, isso precisa mudar já que, no Brasil, a cada 45 minutos uma pessoa se suicida.

O mais importante é saber que quando alguém pensa em tirar a própria vida essa pessoa, na verdade, está pedindo ajuda para superar algo que não está conseguindo superar sozinha. O preconceito e a inferiorização desse tipo de reação é o que mais atrapalha o diagnóstico. Pensamentos do tipo: "ele está fazendo isso só para aparecer", "é só uma fase, logo passa", "é coisa de adolescente", entre outros bem comuns, só dificultam o processo de reversão desses casos. É necessário estar atento às mudanças de comportamento, saber se colocar no lugar do outro, ser um bom ouvinte e colocar-se à disposição para ajudar.

Agora, que mudanças comportamentais podem indicar que alguém está cogitando acabar com a própria vida? Quando uma pessoa apresenta profunda tristeza, se afasta dos amigos, não sente vontade de sair de casa, deixa de lado os hobbies que tinha, começa a usar frases do tipo "não aguento mais essa vida" ou "quero morrer", começa a se despedir das pessoas mais importantes para ela, organiza as suas finanças, se desfaz de objetos, principalmente os de valor afetivo, se torna nostálgico e fala mais do passado do que do futuro... tudo isso são indícios que devem ascender um sinal de alerta. Mas lembre-se, somente um profissional qualificado pode fazer um diagnóstico preciso. Então, ao notar esses sinais em alguém próximo, procure imediatamente auxílio médico.

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Conheça o Centro de Valorização da Vida

Postado em 13 de setembro de 2018



Você já ouviu falar no Centro de Valorização da Vida (CVV)? Ele é uma é entidade sem fins lucrativos que surgiu em São Paulo, em 1962, a partir de 17 universitários que ficaram inconformados com o aumento de suicídios na periferia. Hoje ele atua prestando apoio emocional com ações de valorização à vida e prevenção do suicídio. Voluntários atendem gratuitamente via telefone (188), email e chat pessoas que precisam conversar, desabafar e dividir seus problemas e alegrias. Os atendimentos acontecem 24 horas, todos os dias da semana e são totalmente sigilosos. Nestes canais, são realizados mais de dois milhões de atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito Federal.

Em conversa com a Cabergs, a representante do CVV em Porto Alegre, a professora Liziane Eberle, explica que para ser um plantonista voluntário do Programa de Apoio Emocional do CVV é preciso ter, no mínimo, 18 anos de idade, pelo menos quatro horas disponíveis por semana e vontade de ajudar pessoas. Os interessados participam de um curso gratuito de preparação de voluntários em uma das sedes.

Liziane conta também que a CVV se mantém através de doações feitas pelos próprios voluntários e por pessoas que apoiam a causa através da mantenedora da entidade. Em Porto Alegre, a mantenedora do CVV é a Associação de Auxílio Mútuo (Assam). Outra forma de colaborar é doando roupas ou participando do brechó que a Assam promove na Rua Almirante Gonçalves, 331, no Bairro Menino Deus, em Porto Alegre. O brechó acontece todas quartas e sábados a partir das 9 horas.

No Brasil, 32 pessoas morrem por dia em decorrência do suicídio. Além disso, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com o maior índice de casos. Liziane explica que, ao perceber que alguém próximo tem apresentado pensamentos suicidas, o ideal é se aproximar dessa pessoa, estar aberto ao diálogo, indicar um profissional de confiança para acompanhá-la e, até mesmo, indicar o contato com o CVV. "O que mais essas pessoas precisam é falar sobre a sua dor inúmeras vezes, até acharem uma saída que não seja tirar a própria vida", afirma.

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Suicídio na adolescência

Postado em 22 de setembro de 2017


De acordo com o Mapa da Violência 2017, da BBC Brasil, a taxa de suicídios entre crianças e pré-adolescentes de 10 a 14 anos aumentou 40% em 10 anos, do mesmo modo que, na faixa etária de 15 a 19 anos, o crescimento foi de 33,5%. O mapa foi elaborado com dados do Ministério da Saúde.


Estes números alertam sobre a necessidade de abordar o assunto e entender melhor as formas de prevenção. A Cabergs Saúde conversou com a psicóloga Dayane da Costa, para entender como prevenir que crianças e adolescentes tirem a própria vida.


Conforme esclarece Dayane, o suicídio ocorre porque o paciente já cultiva essa ideação há algum tempo. "Para haver o suicídio, antes há o que chamamos de ideação suicida, caracterizada pela vontade de se matar", afirma.


No caso dos jovens, alguns fatores podem desenvolver o pensamento suicida, como o consumo de álcool e drogas (na maioria dos casos), quadros psicóticos que são desenvolvidos nesta fase, como a esquizofrenia, distúrbios psiquiátricos, ansiedade, bullying, abuso psicológico e sexual e traumas diversos.


A partir desses problemas, a criança ou o adolescente pode adotar algumas atitudes incomuns, que indicam uma ideação suicida, como retraimento social e baixo rendimento escolar. Dayane acrescenta que "O desinteresse em atividades que anteriormente o jovem dava maior relevância, como jogar futebol, sair com amigos e ir ao cinema, pode indicar um quadro suicida" e completa: "para os jovens, a interação social é muito importante, visto que é nessa fase que ele precisa ser aceito pela sociedade, pertencer a um grupo e, quando ele não tem esse interesse, é preciso receber uma atenção maior".


Atitudes em casa e na escola devem ser observadas pelos pais e tutores. Na escola, se forem constatadas atitudes como as citadas, é preciso sinalizar pais ou responsáveis e indicar a procura de um profissional. Em casa, os pais devem estar atentos ao comportamento dos filhos, conversar sobre o assunto e não hesitar em consultar um psicólogo ou psiquiatra. "Se o jovem tinha um determinado comportamento, era mais feliz, alegre e mais participativo, e hoje já não é tanto assim, vamos cuidar!", afirma a psicóloga.


A melhor forma de evitar o alto número de suicídios é a prevenção. Dayane define programas como Centro de Valorização da Vida, Setembro Amarelo, Janeiro Branco, como importantes nessa luta, pois falam, além do suicídio, sobre qualidade de vida e depressão. Ela também diz que ações escolares e comunitárias com este tema e atendimento público de base, bem articulado, poderiam evitar muitos casos.

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Você já ouviu falar no Centro de Valorização da Vida?

Postado em 14 de setembro de 2017


Os índices de suicídio crescem a todo o momento. Em 10 anos, a taxa de crianças e pré-adolescentes com idade entre 10 e 14 anos que tiraram a própria vida aumentou 40%, segundo o Ministério da Saúde. Na faixa etária de 15 a 19 anos, os números são menores, mas ainda alarmantes, com crescimento de 33,5%. O constante aumento destes percentuais só confirma a necessidade de debate, compreensão e atenção sobre esse assunto. Trabalhos como o desenvolvido pelo Centro de Valorização da Vida são pilares importantes para o combate ao suicídio.

O presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Novo Hamburgo, Anildo Fernandes, explica que o programa consiste no apoio emocional, com vistas à valorização da vida e, consequentemente, à prevenção do suicídio. O público atendido pelo CVV são pessoas que se sentem angustiadas, tristes ou deprimidas. O contato pode ser feito por telefone, no número 141, Skype, chat, E-mail ou presencial, em uma unidade do centro, e todas as conversas são feitas em total sigilo. O atendimento é oferecido em todo o Brasil e feito por voluntários, que oferecem seu tempo para dedicarem-se ao acolhimento por meio de conversa sobre as ideações, dores e sofrimentos, criando uma boa oportunidade de desabafo.

Recentemente, o trabalho do CVV foi reconhecido pelo Ministério da Saúde, fato que possibilitou a criação do número 188, para ligação sem custo. No momento, esse número só funciona no Rio Grande do Sul. Contudo, segundo o presidente, a partir do dia 30 de setembro deste ano, o 188 deve funcionar em mais 8 estados. "O Ministério da Saúde reconheceu a importância do trabalho do CVV e, por isso, firmou essa parceria" celebra Anildo. Ele também completa: "O que os voluntários do CVV fazem não interfere no tratamento psicológico, pois nós apenas oferecemos uma oportunidade de desabafo".

O volume de tarefas e as constantes preocupações do dia a dia estão reduzindo nossa capacidade de ouvir e compreender o que o outro tem a dizer. "Quando alguém fala `estou triste¿ logo respondemos `eu também estou triste, você não imagina quanto¿, e não damos oportunidade do próximo desabafar", afirma Anildo. Neste contexto, o voluntário do CVV deve estar disposto a ouvir e respeitar o sofrimento daquele que entra em contato. Quem desejar ser voluntário, precisa ter mais de 18 anos, ser alfabetizado, ter disponibilidade de, no mínimo, 4 horas por semana e um horário para reunião semanal de grupo, no qual é feito o treinamento de como abordar o tema com as pessoas.

O Centro de Valorização da Vida oferece 24h de atendimento, todos os dias, por meio dos recursos mencionados acima. Para saber se existe uma unidade do CVV na sua cidade, é só acessar https://www.cvv.org.br/quero-conversar/, clicar na aba Endereço e informar sua cidade. Acessando o site https://www.cvv.org.br/ , você também encontra outras formas de contato e os passos para se tornar um voluntário. Se você está precisando conversar, não tenha medo ou receio de contatar o CVV. Se você está fora do Estado do RS, ligue 141. Na cobertura do RS o número é o 188, em que a ligação é gratuita.

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07 de abril – Dia Mundial da Saúde

Postado em 07 de abril de 2017


Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, número que subiu 18% em 10 anos. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e fazem referência ao tema do Dia Mundial da Saúde desse ano: "Depressão: vamos conversar!". O objetivo da data é estimular que as pessoas debatam o assunto, reconheçam o problema e busquem ajuda.

De acordo com a OMS, a depressão é um transtorno mental, caracterizado por uma tristeza persistente e a perda de interesse por atividades que as pessoas geralmente sentiam prazer. As pessoas com depressão costumam apresentar alguns dos sintomas a seguir: perda de energia, mudanças de apetite, necessidade de dormir mais ou menos do que o habitual, ansiedade, diminuição da concentração, indecisão, inquietação, sentimentos de inutilidade, culpa ou desespero, e, ainda, pensamentos de autoagressão ou suicídio.

Para a Organização, a doença pode ser agravada pela pobreza, pelo desemprego, acontecimentos da vida, como falecimento de pessoas queridas ou rompimento de algum relacionamento, vícios e até mesmo doenças físicas. O sofrimento mental causado pelo problema não tratado é incapacitante, podendo afetar as mais simples tarefas e interações sociais do indivíduo. Pode afetar, inclusive, a saúde física. A OMS identificou que existem fortes ligações entre o problema e outras doenças e transtornos não transmissíveis. Ela pode aumentar, por exemplo, o consumo de substâncias nocivas ao organismo, como álcool e drogas. Existe, também, relação entre a depressão e doenças cardíacas e a diabetes.

A depressão pode atingir qualquer pessoa e não deve ser tratada como fraqueza ou vulnerabilidade. É preciso enxergar a depressão como uma doença, de fato, e buscar tratá-la como tal, com acompanhamento psicológico e, quando necessário, ajuda de medicamentos. Se você se identificou com os sintomas, procure ajuda, isso fará toda a diferença na sua vida! Cuide-se!

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Mês para cuidar da saúde mental

Postado em 04 de janeiro de 2017



O início do ano traz inúmeras reflexões e planejamentos. Foi por isso que o mês de janeiro foi escolhido como o mês dedicado aos cuidados mentais. A Campanha Janeiro Branco (janeirobranco.com.br), que teve início em 2014, busca trazer esse importante assunto para o calendário de prevenção e saúde do país e da Cabergs Saúde.

O objetivo da organização é fomentar debates e reflexões, e planejar ações em prol da saúde mental e da felicidade ao longo do ano todo. Além disso, a Campanha chama a atenção para o tema, aproveitando o início de ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito de suas vidas, dos seus relacionamentos, e do que andam fazendo para serem verdadeiramente felizes. O Janeiro Branco quer mostrar que é sempre possível o fechamento e a abertura de novos ciclos em busca de vidas novas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, saúde mental é um conceito complexo, pois vai além da mera ausência de doenças. Ela é determinada por uma série de fatores socioeconômicos, biológicos e ambientais. Muitos fatores, segundo a OMS, podem prejudicar a saúde mental de um individuo, como condições de trabalho, estilo de vida e até mesmo exclusão social. Saúde mental pode ser definida como um estado de bem-estar onde a pessoa consegue lidar com as tensões normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva, através das suas próprias habilidades e é capaz de fazer contribuições para a sua comunidade.

E você? Como tem cuidado da sua saúde mental? Você consegue definir o que lhe faz bem? Pare e pense por uns minutos o que lhe faz sorrir e sentir felicidade plena? O que lhe impede de ter essa sensação todos os dias? O primeiro passo para uma saúde mental de qualidade é a autoavaliação, por isso, se você achar que precisa de apoio profissional, não deixe para amanhã. Cuide-se!

Fonte: janeirobranco.com.br / nacoesunidas.org

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Pode chegar, 2017!

Postado em 28 de dezembro de 2016


Em quatro dias nos despedimos de mais um ano e recebemos esperançosos um 2017 cheio de expectativas. É normal ficar assim, afinal, 2016 não foi um ano lá muito positivo. Então, o que podemos fazer para que o ano que inicia seja melhor? O Blog Vida em Equilíbrio listou algumas dicas que podem fazer a diferença nesse começo de ano:

Ajude um desconhecido: pode ser na rua, no supermercado, onde estiver, dedicar alguns minutos a uma pessoa que você não conhece pode mudar seu dia. Seja para encontrar um endereço, ou ajudar uma senhora a achar um produto na estante.

Veja os amigos com mais frequência: apesar da tecnologia facilitar a comunicação das pessoas, ela, de certa forma, também afasta. Procure marcar mais encontros reais com os seus amigos e não ficar apenas no "bom dia" e "boa noite" nas conversações pelo telefone. Um abraço de verdade pode fazer toda a diferença no seu dia.

Ligue para desejar feliz aniversário: qual foi a última vez que você ligou para um amigo ou familiar para dar parabéns pelo aniversário? Na correria do dia a dia acabamos optando pelo fácil e rápido recadinho na rede social, ou mensagem de celular, mas o bom e velho telefone não saiu de moda! E pode ter certeza, faz diferença!

Seja mais solidário: você pode pensar "não tenho tempo", mas pode acreditar, você tem! Para ser solidário não é preciso dedicar horas e mais horas do seu dia para um trabalho voluntário. É claro que se você pode, será maravilhoso. Mas se você arrecadar alguns alimentos com seus amigos no churrasco da semana e levar em uma instituição beneficente, estará levando também um pouco de amor e esperança aos outros, em apenas alguns minutinhos.

Não faça tantas resoluções de fim de ano: seja sincero: quantas promessas você fez no dia 31 de dezembro de 2015, e quantas cumpriu? Procure não estipular muitas mudanças para 2017, pois quando você não as cumpre, isso acaba gerando frustrações. No lugar de promessas, desafie-se. Desafie você mesmo a mudar de estilo de vida, melhorar a alimentação e começar a praticar exercícios físicos. Desafie-se a mudar os rumos da sua vida profissional ou do seu relacionamento.

Nesse ano que vem chegando, desafie-se a ser mais feliz, mais realizado, mais humano e solidário. Faça você mesmo parte da diferença, para tornar 2017 um ano mais cheio de amor, de esperança, de compaixão e carinho ao próximo. Que venha mais um ano cheio de desafios! Bem-vindo, 2017, pode chegar que estamos prontos para te receber!

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"Mente sã, corpo são"

Postado em 26 de outubro de 2016


O poeta Juvenal profetizou o que hoje os cientistas comprovam: estudos nacionais e internacionais têm apontado cada vez mais a relação entre estresse e desequilíbrio emocional intenso com o sistema endócrino e imune. "Isso nos permite compreender que estados emocionais alterados podem atuar como portas de entrada para doenças oportunistas como o câncer, por exemplo", afirma Natalia Frizzo, psicóloga da Clínica Oncotrata.

Por isso, o acompanhamento psicológico também é ferramenta fundamental na batalha contra o câncer. "Ele atua auxiliando o paciente a desmistificar crenças negativas associadas a essa doença. Através dele é possível definir estratégias saudáveis de enfrentamento do câncer, proporcionando uma escuta ativa e um acolhimento a todas as demandas emocionais e facilitando a elaboração do luto provocado pelo diagnóstico", conta a psicóloga.

Segundo Natália, a maneira como se enfrenta esse período, os aliados que se buscam, as adaptações físicas e emocionais às quais o paciente se submete, dirão sobre a qualidade de vida que ele pode manter ao longo do tratamento e ressocialização após o término do mesmo. "A gente não escolhe adoecer, mas a gente pode escolher como vai vivenciar e enfrentar esse adoecimento. Segurança emocional é uma questão chave durante o tratamento. Se eu me sinto seguro com o tratamento que estou realizando, nas intervenções, no contato com o profissional que me assiste, com o meu médico, com o meu psicólogo, se eu consigo verbalizar aquilo que me angustia, que me causa dúvida, eu consigo aderir muito melhor a essa terapêutica também", complementa.

A psicóloga conta que costuma lidar com o diagnóstico de câncer com a metáfora de um banco de três pernas, onde a base do banco é o paciente, e as três pernas seriam: o tratamento, onde se encontra um diagnóstico correto e uma medicação eficaz; a rede de apoio, já que ninguém adoece sozinho e todos precisam de aliados e apoiadores; e a espiritualidade, independente se o paciente possui alguma religião, se ele acredita em Deus, em alguma energia, ou até mesmo se ele acredita simplesmente na ciência, a crença que ele carrega faz toda a diferença no resultado. "É preciso que as três pernas se mantenham firmes para que o banco não caia", afirma Natalia.

O acompanhamento psicológico se faz ainda mais necessário quando o tratamento do câncer gera perdas físicas, como é o caso da cirurgia de mastectomia, que consiste na retirada total de uma ou das duas mamas. De acordo com Natalia, o seio está associado a alguns significados importantes para a mulher. Em primeiro lugar a maternidade, aquilo que a mulher desempenha como função social de mãe, o ato de amamentar, de nutrir, do contato com o filho, e do afeto que isso envolve. Em seguida vem a feminilidade, a imagem corporal, como a mulher se enxerga no espelho, como ela está habituada a se sentir e se tocar, a interagir com o meio social através das roupas que usa, do comportamento que aquele órgão em específico permite executar. E por último, e tão importante quanto os outros, está a sexualidade. "O seio vem carregado desse processo social e cultural de desejo, de atração, de interação sexual com o parceiro".

"A perda da mama pela mastectomia provoca uma mutilação e é preciso reconhecer a necessidade de uma readaptação da identidade perdida. O impacto que isso pode provocar no emocional pode ser tristeza, um sentimento de rejeição, um isolamento e até depressão. Do ponto de vista emocional, é preciso trabalhar a capacidade de aceitação dessa nova imagem, o significado atribuído a esta perda, e a valorização da reconquista gradual da saúde e da autoestima após a cirurgia", completa a psicóloga.

No caso dos homens, o câncer de próstata acaba sendo associado, muitas vezes, ao sistema de impotência sexual. Contudo, existem fatores que devem ser levados em conta: o procedimento cirúrgico ao qual o paciente é submetido, o tamanho do tumor, a idade do paciente, a função sexual prévia ao tratamento, etc.

"Estima-se que a maioria dos pacientes recupera-se em cerca de seis meses a um ano, e para isso existem diversas terapias que facilitam este processo. A questão é que, muitas vezes, esse é um sintoma momentâneo e reversível, porém a tristeza, a ansiedade e o estresse desestruturam psiquicamente o sujeito, contribuindo ou desencadeando uma possível disfunção erétil". Para Natalia, o importante, nesses casos, é trabalhar as expectativas quanto ao procedimento, a reabilitação e a recuperação, e auxiliar o paciente a compreender as diversas maneiras de investimento em prazer e desejo que podem ser mantidos mesmo ao longo do tratamento. "O medo de errar e a pressa em acertar podem gerar novas ansiedades como em um ciclo vicioso, e que pode limitar a elaboração e readaptação do paciente após o tratamento", afirma.

Por isso, lembre-se: manter a mente sã é fundamental para a conquista de um corpo são! Não podemos subestimar o poder que o nosso emocional possui frente às adversidades! Contra o câncer, qualquer ajuda é essencial! Cuide-se!

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A vida é valiosa! 10 de setembro – Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio

Postado em 08 de setembro de 2016


A campanha mundial do Setembro Amarelo chama a atenção da população para um problema que há décadas é varrido para baixo do tapete: o suicídio. Cercado de mitos e tabus, o ato é tratado até hoje com certo distanciamento e preconceito. O risco de contágio é levado mais a sério do que a necessidade de conscientização e programas de prevenção.

A cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida. São mais de 800 mil suicídios por ano no mundo. No Brasil, o número chega a mil mortes ao mês. Isso equivale à queda de três boeings lotados. "O primeiro passo para mudar essa situação é assimilar o problema e querer enxergá-lo. O grande mal do suicídio é que as pessoas não querem ver, elas negam a situação", afirma o psiquiatra Ricardo Nogueira, coordenador do Centro de Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio do Hospital Mãe de Deus.

Confira a entrevista completa com o Doutor Nogueira:

Qual o principal fator de risco para o suicídio?
A maior doença que leva ao suicídio é a depressão, depois é o uso e abuso do álcool e drogas, que geralmente andam conjuntamente. Além disso, temos grande incidência de suicídio pelos transtornos de personalidade, como personalidade narcisista, o borderline, e também os transtornos de ansiedade e a esquizofrenia. A esquizofrenia é uma doença que atinge 1% da população. Desses, 10% se suicidam.
Nos principais fatores de risco estão tentativas anteriores, ou ter ocorrido caso na família da pessoa, pai, mãe, irmão, tio, primos, avô. Em uma família onde já ocorreu caso de suicídio o risco é maior.
Muitos autores mostram, inclusive, a associação entre o suicídio e a perda de capacidade econômica, perda de condições financeiras, pessoas que ascenderam social e economicamente e de uma hora pra outra perderam tudo.

Como identificar comportamentos suicidas?
A pessoa começa a mostrar características que não são comuns a ela no dia a dia. Uma pessoa dinâmica, que todo dia se levanta, toma o seu banho e se arruma, vai para o trabalho, e lá desempenha suas funções efetivamente. De uma hora pra essa pessoa já não tem mais ânimo, não tem força, não consegue levantar da cama, ou levanta-se e não toma banho, não se arruma. A partir daí você começa a notar que a pessoa está com atitudes e condutas que não são habituais.
A criança que não quer ir pra escola, que só fica no seu quarto, que não se alimenta, ou que se alimenta excessivamente, que não dorme ou dorme demais. Não presta atenção na aula, dorme, não vai bem nas provas e trabalhos.
Mudanças de atitude e condutas em geral, e isso sempre ocorre quando há um conflito. Por exemplo, o mais comum de todos: relações afetivas conflitadas, principalmente em casos de separação. Infelizmente é muito comum, o indivíduo passa por uma separação, tenta reatar sem sucesso, e num ato de desespero mata a mulher, mata, às vezes, os próprios filhos, e comete suicídio.
O suicídio é uma situação de desespero, de um sofrimento insuportável, onde num primeiro momento a pessoa tolera a dor, e quando ela chega a um nível intolerável, ou ela esquizofreniza, ou se mata.

Como é possível prevenir o suicídio?
O primeiro passo é assimilar o problema e querer enxergá-lo. O grande problema do suicídio é que as pessoas não querem ver, elas negam a situação.
Fala-se muito em mortes por doenças como H1N1 e Zika Vírus. Até julho tivemos 190 mortes por essas patologias. No entanto, temos mais de 1000 mortes ao ano no Rio Grande do Sul por suicídio, há décadas, e nada é feito, nada é falado. Existe um verdadeiro silêncio, que eu digo que é um silêncio ensurdecedor.
Somente no período de 2008 a 2010 foi realizado um programa de prevenção ao suicídio no Estado. Com este programa, criado pela Organização Mundial da Saúde e validado para aplicação no Brasil pela Unicamp, foram reduzidos os números do problema em 12%. Porto Alegre tinha 120 suicídios por ano, hoje tem 95. Caxias do Sul tinha 60, hoje tem 30. Todos os lugares do mundo onde se aplicou esse programa apresentaram redução na incidência de suicídio.
A maneira mais acertada de prevenir é detectar onde estão estes suicidas, quais são as famílias, aquelas onde ocorreram casos de suicídio, pegar esses dados e trabalhar com eles. Mas para isso é preciso falar sobre o assunto, mobilizar as pessoas, criar grupos para que as pessoas falem sobre isso.

Quais as decorrências desse ato nas famílias, e entre os amigos?
Muitas vezes, passado um ano do fato, uma pessoa da mesma família, do mesmo grupo de amigos, da mesma equipe de trabalho da pessoa que se matou também comete suicídio. É muito comum. Para lidar com isso, criam-se grupos de sobreviventes, com pacientes que tentaram suicídio e também com familiares, amigos e colegas.

Quais os números do suicídio no Brasil e no mundo?
Temos hoje, no mundo, 800 mil suicídios por ano. Isso significa que a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida. No Brasil, até 2012, eram nove mil, hoje são quase 12 mil mortes ao ano, mil por mês. Isso equivale a três boeings lotados.
Entre os jovens, o número de suicídio é maior que o numero de jovens vítimas da AIDS no mundo. O número é maior, ainda, do que todas as mortes causadas pela guerra em todo o mundo.

E no Estado?
Infelizmente, o suicídio é uma tradição gaúcha. O Rio Grande do Sul, há décadas, é o estado com maior incidência de suicídio do Brasil. São mais de 1000 suicídios por ano, uma média de três por dia. Das 20 cidades com maior incidência de suicídio no Brasil, 11 são gaúchas. São elas: Três Passos, Três de Maio, Nova Prata, Santa Cruz, Tupanciretã, Santiago, Canguçu, Lajeado, Venâncio Aires, Encruzilhada e Osório.
Porto Alegre é a capital brasileira com maior incidência de suicídio, 11 para cada 100 mil, a média no Brasil é quatro. Até hoje o problema era mais frequente entre os idosos. O que acontece é que, atualmente, está havendo uma transição epidemiológica, onde a faixa etária está diminuindo, aumentando entre crianças, adolescentes e adultos jovens.
Uma pesquisa feita pelas psicólogas Blanca Werlang e Vivian Roxo Borges constatou que, em Porto Alegre, 36% dos jovens na faixa etária dos 15 aos 29 anos têm desesperança, e junto com Curitiba, são as duas capitais com mais incidência de suicídio entre jovens.
Segundo dados do Centro de Informações Toxicológicas, houve um aumento vertiginoso do número de suicídio dos 10 aos 14 anos, em 19%; e dos 15 aos 19, de 44%. Neste caso, através de intoxicações por medicamentos, inseticidas, venenos e materiais de limpeza.

A predominância dos casos acontece entre os homens ou mulheres? E em qual faixa etária?
O suicídio é um mal democrático. Ele atinge a todos, indiscriminadamente. Todas as classes sociais, todos os gêneros, todas as idades.
Até dois anos atrás, os homens se suicidavam três vezes mais que as mulheres, e as mulheres tentavam o suicídio três vezes mais que os homens. Atualmente, os homens se matam quatro vezes mais que as mulheres. As mulheres tentam o suicídio mais vezes que os homens, acontece que a tentativa do homem, na maioria das vezes, é fatal.
A maior causa de morte entre as meninas adolescentes de Porto Alegre é o suicídio. Entre os meninos é a terceira, perdendo para os homicídios e os acidentes de trânsito.
As pessoas acham que o suicídio é uma questão de ousadia e coragem. A verdade é que não passa de uma ação de desespero, para acabar com uma dor insuportável.

Dr. Ricardo Nogueira é psiquiatra e coordenador do Centro de Promoção da Vida e Prevenção ao Suicídio do Hospital Mãe de Deus. Autor do livro "Prevenção do Suicídio – Implantação de uma rede intersetorial", obra organizada em parceria com a especialista Dra Kênia Rosário (disponível na amazon.com).

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Quem tem amigos, tem tudo!

Postado em 20 de julho de 2016


No Brasil, comemoramos hoje o Dia do Amigo. Mas o que isso realmente representa para cada um de nós? A palavra "amigo" tem diversos significados no dicionário, "indivíduo com quem se tem uma relação de afeto, de companheirismo", "que sente amizade por ou está ligado por uma afeição recíproca", "que inspira simpatia, amizade ou confiança". Na literatura e na música, são infinitos. "A amizade é uma alma com dois corpos", "quem tem amigos tem tudo", "amigo é a família que escolhemos", "amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito"...

Mas esqueça por um minuto todas essas definições clichês e pense o que é um amigo para você e o que ele representa na sua vida. Tente se lembrar de algumas histórias vividas com seus melhores amigos, de infância ou atual (que sorte a sua se forem os mesmos). Lembre-se de histórias engraçadas, viagens, festas, risadas infinitas, daquelas que a gente fica com dor na barriga.

Agora pense nas vezes em que esses amigos foram essenciais para superar aquela desilusão amorosa, a perda de um ente querido, uma demissão, uma entrevista de emprego mal sucedida, ou aquele projeto tão sonhado que não deu certo. Sabe essas pessoas que estiveram com você nesses momentos? Essas pessoas são seus verdadeiros amigos. Talvez sejam poucos, mas com certeza são os que você precisa guardar para sempre em sua vida.

Amigo é isso: é estar sempre por perto, mesmo que a quilômetros de distância. Porque mais importante que estar sempre presente, é importar-se.

Por isso, não apenas nesse Dia do Amigo, importe-se! Mande mensagem, aproveite as facilidades das redes sociais não apenas para "curtir" suas fotos, mas para marcar encontros e bater fotos juntos. Apoie seus sonhos e brinde as conquistas. Ria e chore, abrace e beije. Valorize as pessoas que o elegeram para compartilhar a vida, porque manter os amigos não é obrigação, é escolha.

Feliz Dia do Amigo :D

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Ser solidário faz bem à saúde

Postado em 15 de junho de 2016


Pense na última vez em que você praticou um ato solidário. Dias atrás? Meses? Nem consegue lembrar? Pois saiba que praticar a solidariedade faz bem à saúde. Quem ajuda o próximo é capaz de viver mais feliz e por mais tempo. Isso porque, conforme comprovaram alguns pesquisadores da Universidade de Michigan, fazer o bem libera endorfina, o hormônio da felicidade e do bem-estar.

Por isso, quando vemos a felicidade e a gratidão de alguém que estamos ajudando, isso desperta na gente um sentimento de alegria e conforto, aquela sensação que aquece o coração, sabe? O problema é que ajudar o próximo nem sempre é simples, fácil e barato. Muitas vezes demandam tempo e dedicação, fatores cada vez mais difíceis com as rotinas apressadas do dia a dia.

Mas solidariedade não se resume a doar bens materiais. Doar sangue, por exemplo, é de graça e faz toda a diferença para quem o recebe. Doar carinho, atenção e cuidado também são formas de ajudar. Pensando nisso, listamos algumas ações que podemos incluir facilmente na nossa rotina.

Doar sangue: é fácil, rápido e praticamente indolor. São alguns minutos que podem salvar a vida de quem precisa. Para doar, é preciso estar em boas condições de saúde; levar documento oficial de identidade com foto; ter entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ter sido feita antes dos 60 anos - menores de 18 anos necessitam de consentimento dos pais ou responsáveis legais; pesar 50 Kg ou mais; não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação; recomenda-se esperar um prazo de 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana, e 12 meses após fazer tatuagem ou acupuntura; após a doação, o intervalo para doar novamente é de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres.
Na Cabergs, é possível participar do PROSANGUE - Programa de Doação de Sangue. Saiba mais em https://www.cabergs.org.br/programa_de_doacao_de_sangue.aspx.

Doar roupas e cobertores: todo mundo tem uma peça de roupa que não usa há muito tempo, mas está lá guardada, ocupando espaço no roupeiro. E o mesmo serve para cobertores, sempre temos um que fica esquecido no fundo do armário. Com o frio que anda fazendo no Sul, vale a pena dar um destino nobre a estas peças. Junte-as e leve em alguma instituição, que poderá encaminhar aos que mais precisam. Se você prefere entregar pessoalmente, coloque-as no porta-malas do carro, e quando avistar alguém precisando, entregue.
Aproveite para arrumar a gaveta das meias: apesar de ser esquecida nas campanhas de doação de agasalho, esta peça faz toda a diferença para enfrentar o inverno. Afinal, de nada adianta nos enchermos de roupa e não esquentarmos o pé, não é mesmo?
A Cabergs está apoiando a Campanha do Agasalho do Governo do Estado com um ponto de coleta no hall do edifício sede, Rua Siqueira Campos, 736 - POA. Saiba mais sobre a campanha em https://www.defesacivil.rs.gov.br/campanha-do-agasalho-2016.

Visitar asilos, orfanatos e hospitais: existem ONGs e projetos, como o Doutorzinhos (https://www.doutorzinhos.org.br/index.php) e o Viver de Rir (https://projetoviverderir.com.br/), que organizam visitas aos asilos, orfanatos e hospitais, para espalhar um pouco de amor e alegria aos residentes. É possível tornar-se um voluntário e participar das atividades, ou apenas realizar doações.

Mas não é preciso fazer parte de alguma entidade para visitar quem precisa de carinho. Se você passa por um asilo ou orfanato no caminho do trabalho pra casa, pare um dia e entre. As instituições são, geralmente, muito receptivas a visitas. Informe-se se é possível ter contato com os residentes e passe alguns instantes ouvindo histórias, dando a mão, distribuindo abraços e, principalmente, sendo atencioso. Muitas vezes o qu
e eles mais precisam é de um pouco de atenção, afeto e um olhar interessado no que eles têm para contar.

Ceder lugar no ônibus, trem, banco: às vezes, ser solidário é mais simples do que parece. Quantas vezes você deu seu lugar no ônibus a alguém que precisava? Nos ambientes públicos geralmente existem assentos preferenciais, apesar de não serem tão respeitados quanto deveriam. Mas é sempre possível ajudar um idoso, deficiente ou pessoa com criança de colo, mesmo que você esteja nos bancos normais. Isso vale também para a fila do táxi, do supermercado, do banco...

Com essas dicas você deve ter percebido que fazer o bem é mais fácil do que imaginamos. Seja doando sangue, ou apenas uns minutos de atenção, o importante é espalhar coisas boas por onde passar, sorrisos, abraços e palavras de afeto. Seja o bem que você quer para o mundo!

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Voltando à rotina sem sofrimento

Postado em 24 de fevereiro de 2016



O fim de fevereiro é um período delicado. É o fim das festas de final e início de ano, o retorno das férias, a volta às aulas, à cidade, ao trânsito. Em resumo: voltar à rotina não é nada fácil. Mas com algumas atitudes positivas podemos transformar a forma como encaramos este período.

Ao invés de pensar "acabaram as férias", pense "começou um novo ano". Mentalize que é o início de uma fase de construção, de aprendizado e realizações. Faça uma lista de tarefas, isso vai lhe ajudar a desenhar seu ano. Planejar o período profissional ajuda a organizar os pensamentos nesse retorno, já que muitas vezes voltamos um pouco distraídos. E planejar sua vida pessoal ao longo do ano dá um ânimo a mais, pois pensamos nos momentos bons que temos a viver. Comece, por exemplo, a pensar a próxima viagem, o próximo passeio, as festas de aniversário e encontros da família.

Se você começou uma nova atividade de lazer durante as férias, como alguma atividade física, esportes, hobbies, faça um esforço para mantê-la. A rotina de trabalho e aulas nos toma tempo, mas é sempre possível adequar algum momento do nosso dia para acrescentar essa nova prática.

O mesmo vale para os novos hábitos de alimentação. Encontre um tempo para preparar suas receitas preferidas, mesmo que seja no final de semana. Dieta e academia também podem sobreviver no resto do ano. Nessas horas é importante o planejamento. Preparar as "marmitas" do trabalho na noite anterior, deixar alimentos previamente cozidos, saladas e frutas higienizadas, são ações que facilitam o dia a dia.

Antes de voltar de férias, procure acordar um pouco mais cedo a cada dia. Assim, no dia de acordar cedo para ir trabalhar, o corpo já está se reacostumando ao ritmo diário. Essa adaptação pode durar alguns dias ou semanas, tente dormir um pouco mais cedo que o habitual no começo.

Deixe seu armário de roupas organizado. Roupas de férias e de trabalho são bem diferentes para a maioria, e quando ficamos de férias por um período longo, as roupas de trabalhar acabam ficando esquecidas. Antes de retornar, verifique se suas roupas não precisam ser lavadas ou passadas, isso facilita na hora de se vestir, principalmente nos primeiros dias, quando acordamos com pouca disposição.

Tente não sofrer com as promessas de ano novo. Nem sempre conseguimos realizar tudo que planejamos, e isso nos causa frustração. Pense em objetivos realizáveis, e distribua ao longo do ano. Por exemplo: melhorar a alimentação a partir de hoje, começar a praticar corrida no início do inverno, ver os amigos uma vez por mês, fazer exames periódicos no segundo semestre, e por aí vai.

O mais importante ao voltar à rotina é pensar que a cada ano teremos um momento como este. E que ao mesmo tempo que estamos iniciando um ano de trabalho e esforço, acabamos de voltar de um período de descanso, diversão, bons momentos com os amigos e família, de felicidade e amor. E sabe o que mais: isso pode existir o ano inteiro.

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Seu cérebro durante o sono

Postado em 27 de novembro de 2014


Tão importante quanto a alimentação, o sono é uma atividade essencial para a nossa sobrevivência. Não é à toa que passamos um terço de nossas vidas dormindo. Porém, a importância do sono nunca ficou tão clara como nos dias de hoje. Sabemos que o sono nos proporciona a renovação de energia e o descanso físico, mas e o cérebro? O que acontece com ele durante o sono? Hoje, vamos ver como essa parte do nosso corpo reage e se beneficia no processo de descanso. 

Antes de tudo, é preciso saber que seu cérebro não fica desligado enquanto você dorme. Muito pelo contrário, envolve mecanismos fisiológicos e comportamentais, bem como regiões do sistema nervoso central. O sono é neurologicamente agitado e passa por estágios que se sucedem e se repetem ao longo da noite, cada um deles com uma propriedade que beneficia o sistema neurológico. A fase lenta é divida em três estágios (leve, médio e profundo); já na fase REM (sigla para "movimentos rápidos dos olhos", em inglês) acontecem atividades cerebrais mais rápidas, com movimentos oculares acelerados e relaxamento muscular máximo. A propósito, é na fase REM que sonhamos. 

A alternância entre as fases REM e não REM se dá em intervalos de 70 a 110 minutos, o que resulta em uma média de 4 a 6 ciclos por noite. O sono não REM ocorre normalmente no início do sono, enquanto a fase REM predomina na segunda etapa. Esse processo pode ser influenciado por uma série de fatores, tais como idade, temperatura ambiente e ingestão de drogas.

Confira abaixo algumas informações de pesquisas recentes sobre o funcionamento do cérebro durante o sono:



Fontes: Instituto do Sono, Superinteressante e The Huffington Post

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Tempo livre. O que fazer?

Postado em 22 de outubro de 2012


Bom humor, mais disposição, menos ansiedade e melhor autoestima.

Essas são características de pessoas que incluem na sua semana uma atividade de lazer, um hobby. Ele pode ser uma prática artística, como sair para dançar, tocar um instrumento musical, fazer peças de artesanato. Ou pode ser uma visita cultural, ao cinema, ao teatro, ao museu. Mas pode ser também a prática de uma atividade esportiva, ao ar livre.

No Banrisul, as educadoras físicas Claudia Lucchese e Roseclair Schwarzer perceberam claramente as mudanças provocadas nos integrantes dos grupos de caminhada e corrida. Boa parte deles perdeu peso, deixou de tomar alguma medicação (para redução de ansiedade ou cansaço) e ficou mais feliz. O grupo, que começou neste ano, já reúne mais de 250 integrantes e é formado por funcionários e familiares. Eles têm a opção de se reunir nos finais de tardes, em dias intercalados, e também aos sábados pela manhã, sempre ao ar livre, em parques da cidade.

Os grupos estão sempre abertos a novos integrantes. Interessados podem enviar um e-mail para pessoas_laboral@banrisul.com.br.

Para as crianças, em breve começam as atividades do Cabergs Criança. Coordenado pela Gerência de Promoção e Prevenção da Saúde, é direcionado ao publico infantil e tem como um de seus objetivos propiciar atividades de ocupação saudável no tempo livre, no período de férias escolares de verão. As atividades acontecem no Centro Social do Banrisul.

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