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Hepatites e Vacinas As hepatites infecciosas mais comuns são as causadas pelo vírus da hepatite A, B e C. Os sinais e sintomas mais comuns são: Cor amarelada na pele e nos olhos, náuseas, vômitos, febre, dor no corpo, cansaço, urina escura. Na maior parte das pessoas estes sintomas estarão ausentes ou serão confundidos com um quadro gripal, determinando que a hepatite não seja diagnosticada. As hepatites virais apresentam diferentes modos de transmissão, variando de acordo com o vírus. Hepatite A É transmitida através de água ou alimentos contaminados, fezes, contato sexual ou intradomiciliar. Ela acomete mais crianças, mas é mais grave nos adultos. Geralmente, evolui para a cura, mas pode ter caráter fulminante com risco de vida. Hepatite B No Brasil, 1% da população é portadora do vírus da hepatite B. Ela é transmitida principalmente por sangue, através da transfusão, uso de agulhas contaminadas, pessoas com “piercing” ou tatuagem, alicates de unhas compartilhados, barbeadores, relação sexual e no momento do parto. População com maior risco são os usuários de drogas injetáveis, homo ou bissexuais, pessoas com vários parceiros sexuais e profissionais da área da saúde. A hepatite B pode cronificar, evoluir para cirrose e câncer de fígado. Hepatite C É um importante problema da saúde pública no mundo. No Brasil, conforme a região geográfica, entre 1 a 2% da população é contaminada por este vírus. Os indivíduos considerados de risco são aqueles que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1992, usuários de drogas injetáveis, pessoas com “piercing” ou tatuagem, usuários de alicates de unhas compartilhados ou barbeadores, portadores de HIV, transplantados, hemodialisados, hemofílicos, contato sexual e aqueles com vários parceiros sexuais . A hepatite C tende a cronificar mais do que as hepatites A e B, podendo evoluir para cirrose e câncer de fígado. Vacinas Atualmente, existem vacinas disponíveis somente para as hepatites A e B. Estas vacinas conferem uma imunidade ao redor de 100%, sendo geralmente bem toleradas com poucos efeitos colaterais. Não se recomenda a administração em gestantes ou pessoas com quadro febril. As vacinas são produzidas artificialmente em laboratório, não tendo risco na transmissão de doenças. Dr. Eduardo Marques Correa
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